sábado, 5 de março de 2011

Opinião #6: "I Am Number Four" (Livro)

- I AM NUMBER FOUR -

Capa:

Autor:
Pittacus Lore

Informação:
Edição/reimpressão - 2011
Páginas - 400
Editor - PENGUIN BOOKS LTD
ISBN - 9780241953570
Colecção - Roger Chapman Mystery
Idioma: Inglês

Sinopse:
John Smith is not your average teenager. He regularly moves from small town to small town. He changes his name and identity. He does not put down roots. He cannot tell anyone who or what he really is. If he stops moving those who hunt him will find and kill him. But you can't run forever.

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Opinião:

Novamente um livro em inglês (estive numa fase em que foi o que me apetecia ler), por isso antes que tudo, um breve resumo.

John Smith é, literalmente, de outro mundo. Quando era ainda uma criança, o seu planeta natal, Lorien, foi atacado e invadido pelos Mogadorians, o povo de um outro planeta. Os únicos sobreviventes, para além de John, foram outras oito crianças e os seus respectivos protectores, que foram enviadas como a última esperança do seu planeta, agora destruído, para a Terra.

Mas os Mogadorians não deixam trabalhos inacabados, e por isso seguem este grupo até ao nosso planeta, com o intuito de os matar a todos. Por isso, as nove crianças são separadas e escondidas em pontos opostos do globo, onde não podem dar nas vistas e fingirem ser simples crianças humanas, de maneira a não serem descobertas. Isto tudo seria muito mais simples se todos eles não começassem a desenvolver poderes sobrenaturais muito difíceis de esconder.

O livro começa com a morte da Número Três (por segurança nenhum deles sabe os nomes uns dos outros, onde estão ou se são rapazes ou raparigas, por isso tratam-se apenas pelos seus números). Derivado a uma protecção que lhes foi lançada antes de saírem do seu planeta, os Nove apenas podem ser mortos em sequência, e com o desaparecimento da Número Três, John sabe que virão atrás dele a seguir, pois ele é o Número Quatro.

Depois de mais uma de uma longa lista de mudanças, John e o seu protector, Henri, instalam-se na pequena localidade de Paradise. Aí John conhece Sarah e Sam, e vai contra aquilo que Henri sempre lhe disse para nunca fazer: começa a criar raízes naquele local, encontra finalmente um amigo em quem pode confiar e uma rapariga de quem começa a gostar bastante, mas que nunca poderá saber quem ele realmente é. E sendo ele o próximo na lista, é uma questão de tempo até que o encontrem, e que tenha de partir novamente...

Devo dizer que gostei bastante deste livro. Não está dentro do género que costumo ler, mas está bastante bem escrito, é uma história muito original, e é difícil de parar de ler! Logo a partir da primeira página, a curiosidade vai puxando o leitor aos poucos para todo aquele mundo que mesmo sendo-nos estranho, é tão parecido com o nosso. Faz-nos pensar sobre aquilo que nós próprios estamos a fazer ao nosso planeta, e o que é uma possibilidade no nosso futuro, por muito longínquo que seja. Terem conseguido incluir esta vertente ambientalista num livro destes, de uma forma evidente mas ao mesmo tempo subentendida, foi algo que me surpreendeu.

Quanto à adaptação que foi feita para cinema, fiz questão de ler o livro antes de ir ver o filme porque já é do conhecimento geral que as adaptações nunca são perfeitas. Depois de o ler fui rever o trailer, e só pelas cenas que lá estão incluídas nota-se perfeitamente que foram feitas mudanças, por isso estou curiosa para ver se o filme está a um nível próximo do livro (porque raramente estão ambas as coisas ao mesmo nível), ou se é melhor ficar-me mesmo pela história escrita.

A história é original, a escrita é fluída e descritiva q.b., por isso para quem gosta dessas características num livro, recomendo bastante. Mas se não se quiserem envolver numa série longa ficam já avisados que este é o primeiro de uma série já com seis livros previstos. Mas de certeza que vale a pena!

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