segunda-feira, 28 de março de 2011

Opinião #9: "O Retrato de Dorian Gray" (Livro)

- O RETRATO DE DORIAN GRAY -

Capa:


Autor:
Oscar Wilde

Informação:
Edição/reimpressão - 2003
Páginas - 223
Editor - Público
ISBN - 8496075648
Colecção - Mil Folhas
Idioma - Português

Sinopse:
Nesta obra, a personalidade dividida de Dorian Gray é representada por uma inversão misteriosa da ordem natural, através da qual a sua verdadeira face conserva a juventude inviolada enquanto o retrato é macerado pelo passar dos anos, até ao dia em que a faca cravada na tela reconduz à arte a sua serenidade impassível e ao ser vivo a sua transição para a morte.

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Opinião:

Devo começar por dizer que sou bastante suspeita para falar deste livro, porque sempre adorei a história do Retrato de Dorian Gray, desde miúda (embora não me lembre de como a conheci). Mesmo por gostar tanto é que andava já há anos para ler o livro, e foi desta.

O livro não me desiludiu de todo, e se foi possível passei a gostar ainda mais da história. Não consigo explicar o que me atrai nela, mas simplesmente adoro. Não sou de todo pessoa para ler livros com este tipo de linguagem ("de época", se é que a posso descrever assim), e muito menos livros em que uma conversa casual entre duas personagens mais parece um discurso filosófico, mas dei por mim a não conseguir pousar o livro.

O que mais nos prende a esta história é a forte transformação da personagem de Dorian Gray ao longo do livro. Ele começa como um jovem rapaz ingénuo, e acaba como um homem completamente corroído pelos males do mundo e afectado de uma forma basilar pelas más influências que teve ao longo da vida. Como é que uma pessoa se pode deixar mudar tanto por ideias que lhe são transmitidas pelos supostos amigos?

E adoro toda a ideia de a alma dele estar representada na forma do quadro, que ele esconde de toda a gente para ninguém se aperceber da sua fealdade interior, quando apenas mostra a sua aparência física, inalterada pelo tempo ou pelas suas acções. É uma analogia que pode ser transportada para qualquer tempo na história, e é o que acaba por também dar mais interesse à história.

Acabamos por dar por nós a pensar... Com que aspecto estaria o meu quadro?

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