sábado, 16 de abril de 2011

Opinião #15: "A Sociedade Do Sangue" (Livro)

- A SOCIEDADE DO SANGUE -

Capa:


Autora:
Susan Hubbard

Informação:
Edição/reimpressão - 2009
Páginas - 288
Editor - Editorial Presença
ISBN - 9789722342506
Colecção - Via Láctea
Idioma - Português

Sinopse:
Ariella Montero tem 12 anos, nunca frequentou a escola e vivia em Saratoga Springs com o pai, que lhe ensinava pessoalmente as matérias que considerava importantes. Mas Ariella tinha consciência de que era diferente, e ao longo dos anos, os vagos esclarecimentos sobre o «desaparecimento» da sua mãe agudizavam essa certeza. A vida de Ariella altera-se quando Dennis, o cientista assistente do laboratório que o pai tem na cave, e Mrs. Garrit, a cozinheira, sugerem que a jovem deve sair para fazer um pouco de exercício. Então, Ariella apercebe-se que o pai é um vampiro e, após um trágico incidente, parte sozinha em busca da mãe e da sua própria identidade. Uma história escrita com estilo e arte, que vem dar vida às novas gerações de vampiros do imaginário colectivo do século XXI.

[COMPRE ESTE LIVRO NA WOOK]

-----

Opinião:

Quando eu não gosto de um livro que leio, tenho tendência a alargar-me bastante na opinião que escrevo, apontando todos os defeitos e mais alguns que encontrei no livro. Acabo por escrever mais sobre os livros de que não gostei, do que daqueles de que gostei bastante.

Por isso, desta vez, digo apenas que não gostei deste livro (até tinha algumas expectativas em relação a ele, que se revelaram todas nulas), e irei apontar apenas duas razões, as que foram a base de entre muitas outras coisas de que não gostei no livro.

Os vampiros. Hoje em dia já se sabe que é difícil encontrar um livro de vampiros que seja minimamente original, mas neste caso eu já nem vou pelo original (que não é de todo), é mesmo o facto de os supostos "vampiros" deste livro apenas o serem, em muitos aspectos da sua existência, de nome. Desculpem-me, mas eu não consigo gostar de um livro em que os vampiros suportam a luz do sol (a não ser que haja algum tipo de explicação para isso, que neste caso não há), precisam de comer para manter as suas necessidades básicas (muitos deles afirmam até que retiram da comida os suplementos que o sangue lhes daria), têm organismos perfeitamente funcionais (vampiras com a menstruação... As piadas que poderiam sair desta premissa!), têm a mesma esperança de vida que os humanos e se recusam a beber sangue, mas tomam suplementos que são feitos... a partir de sangue. Se querem escrever um livro de vampiros, força, estamos num mundo livre. Mas que sejam minimamente vampiros, em tudo o que a palavra significa (cheguei a um ponto em que até achei os vampiros do Twilight mais realistas que estes!).

As emoções. Ou, melhor dizendo, a grande falta da expressão delas. A autora não consegue, de maneira alguma, dar emoções às suas personagens, parecem autênticas estátuas. Dois exemplos: a miúda, de 13 anos, nunca conheceu a mãe, que desapareceu no dia do seu nascimento. Quando finalmente a encontra, nada de reencontro emocionante, com lágrimas, abraços e toda a lamechice que se espera de um momento desses. A mãe diz-lhe "Pensava que nunca mais vinhas" (como é que ela a reconheceu no meio de tanta gente, não me perguntem, e não me digam que foi amor maternal), e vão, em toda a sua calma, para casa dela. Para ir encontrar a mãe, essa mesma miúda de 13 anos foge de casa do pai, estando mais de quatro meses sem dar notícias. Quando volta a estar na mesma divisão que o pai, este age como se a filha apenas tivesse saído da sala para uma ida rápida ao wc. E isto é assim ao longo de todo o livro.

Podia dizer muito mais acerca deste livro, mas acho que não vale mesmo a pena. Penso que deve haver quem o vá ler e acabe por gostar, mas na minha opinião, é um livro com uma escrita muito confusa, uma premissa simples que não puxa o leitor a continuar a ler, e que é mais dirigido a um público de uma idade aproximada da personagem principal.

Sem comentários:

Enviar um comentário