terça-feira, 17 de maio de 2011

Opinião #26: "A Química da Morte" (Livro)

- A QUÍMICA DA MORTE -

Capa:Autor:
Simon Beckett

Informação:
Edição/reimpressão - 2006
Páginas - 304
Editor - Editorial Presença
ISBN - 9789722336536
Colecção - Minutos Contados
Idioma - Português

Sinopse:
Ao fim de trinta segundos, a sua pele começa a arrepiar-se.
Ao fim de um minuto, o bater do seu coração ter-se-á tornado audível.
Ao virar a última página, dará graças por se tratar de uma obra de ficção.

Simon Beckett é um autor que rapidamente mobilizou a atenção de um público internacional com este seu primeiro thriller protagonizado por um especialista em antropologia forense. Após a perda da mulher e da filha de seis anos, David Hunter escolhe refugiar-se numa aldeia isolada de Norfolk, a tratar dos vivos, tentando esquecer a sua tragédia pessoal. Mas, mesmo aí, o destino obriga-o a lidar com aquilo de que ele pretende fugir... A Química da Morte foi finalista do mais importante prémio deste género literário, o Duncan Lawrie Dagger Award de 2006.

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Opinião:

Devo dizer que este livro que custou um bocadinho a ler. Não porque a história seja má ou o autor não saiba escrever, o que não é de todo o caso, mas acho que quando lhe peguei não estava muito inclinada para ler um policial, o que acabou por afectar o meu ritmo de leitura e a forma como acabei por percepcionar a história.

Mas mesmo assim posso dizer que as expectativas que tinha em relação ao escritor foram cumpridas. Gostei da forma como escreve, embora não tenha conseguido deixar de comparar à Kathy Reichs, dado o facto de a personagem principal dos livros de ambos os escritores seguirem a mesma vida profissional, na antropologia forense. Se tivesse de dizer qual dos dois acho melhor, se calhar poderia inclinar-me mais para a segunda, mas novamente, como não li ambos os livros no mesmo estado de espírito, acho que não seria uma conclusão justa.

Na minha opinião, a história só ganha mesmo ritmo a cerca de um terço do fim. O que nem sempre é mau, pois não se deve "mostrar logo a mão que se tem" no início do jogo, mas o início foi um pouco lento, só ganhando aquele ritmo de "não consigo pousar o livro!" quando a terceira vítima desaparece. Acho que poderia ganhar mais tendo uma visão do assassino um pouco mais cedo na história, pois da forma como está passamos mais de metade do livro com um vilão sem rosto, e apenas o conhecemos por aquilo que se pensa que ele poderá ser. Depois no final é que se "despeja" tudo em cima do leitor, quando um capítulo ou dois pelo meio na terceira pessoa poderia ajudar bastante a tornar a personagem mais corpórea.

Quanto ao final, como em praticamente todos os policiais que leio, não estava à espera, embora em relação a uma das personagens envolvidas eu desde praticamente o início do livro pensar que estaria relacionado com o desaparecimento das mulheres, e acabei por estar certa, o que é muito raro. Acho que depois de cada policial que leio, já começo a aprender a desconfiar das personagens que menos suspeitas levantam.

Mas, como sempre, esta é apenas a minha opinião. Pode parecer negativa, mas no geral faço uma avaliação bastante boa deste livro, e irei com certeza ler mais do mesmo autor. Mas vou esperar que seja numa altura em que me esteja mesmo a apetecer um policial, para melhor lhe poder fazer justiça depois.

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