sexta-feira, 27 de maio de 2011

Opinião #29: "Alexandre - A Corte da Morte" (Livro)

- ALEXANDRE - A CORTE DA MORTE -

Capa:
Autor:
Paul Doherty

Informação:
Edição/reimpressão - 2005
Páginas - 240
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789728839123
Idioma - Português

Sinopse:
Primavera do ano 334 A.C. Com apenas 22 anos de idade, Alexandre, O Grande, prepara-se para invadir o Império Persa de Dario III. Parece que nada pode impedir o jovem macedónio de conquistar o mundo.
É então que os seus homens começam a ser brutalmente assassinados. E junto de cada corpo, o assassino deixa enigmáticas citações retiradas do livro preferido de Alexandre: a Ilíada de Homero.
Um clima de medo e suspeição instala-se no seu exército, ao mesmo tempo que os Inimigos de Alexandre se reforçam com o único general que alguma vez derrotou um exército macedónio: Memnon da Grécia.
Com adversários invisíveis no seu acampamento, e um terrível exército inimigo bem treinado à sua espera, conseguirá Alexandre vencer em todas as frentes e realizar o sonho de conquistar o mundo?
Alexandre, a Corte da Morte é uma recriação magnífica do dia a dia no acampamento macedónio, da assombrosa cidade de Tróia, dos meandros da corte dos Reis da Pérsia, e muito mais.
Num cenário real, Paul Doherty cria um enredo brilhante e bem documentado, passado na altura em que Alexandre move os seus exércitos desde Helesponto até à épica batalha de Granico.

[COMPRE ESTE LIVRO NA WOOK]

-----

Opinião:

Quando andava na escola, História era uma das minhas disciplinas favoritas. Não tanto quando estávamos a estudar os momentos mais recentes, mas as civilizações antigas sempre me fascinaram. Por isso, sempre gostei de ler livros que abordassem essas alturas, mas ultimamente, sem saber muito porquê, não estava muito virada para ler históricos, e andei assim uns meses. Mas quando vi esta série, ainda por cima do Paul Doherty (já tinha lido livros dele mas que se passavam no Antigo Egipto e adorei), fiquei logo curiosa, pois nunca tinha lido nada sobre Alexandre O Grande (e tinha visto o filme há pouco tempo, fiquei a querer saber mais).

E devo dizer que gostei bastante. Quando leio livros do Doherty, sinto-me quase como se estivesse a ler um livro de História, pois os enredos são tão autênticos, mostram tanta pesquisa e conhecimento, que mesmo sendo tecnicamente um livro de ficção (embora, segundo o autor, uma grande parte dos eventos que relata sejam realistas de acordo com as fontes existentes), aprendemos imenso sobre a cultura de que fala e as suas personagens históricas.

Já não é a primeira vez que, quando falo deste autor a alguém, digo logo "ele escreve como se estivesse lá". E nunca me canso de o dizer, porque é totalmente verdade. As suas histórias estão repletas dos mais pequenos pormenores, e, ao ler, qualquer pessoa se sente facilmente transportada milhares de anos no passado.

Neste livro, começamos a acompanhar Alexandre no início da sua viagem para a Ásia, com o objectivo de derrotar o exército persa de Dario III, o Rei dos Reis, e ocupar as cidades para lá do Helesponto. Mas, no seu acampamento, começa uma série de acontecimentos misteriosos, e Alexandre pede a sua mãe, Olímpia, que mande um dos seus amigos de infância, o médico Telamon, para o ajudar a desvendar esse mistério.

Gostei do livro mesmo pelo facto de aprender bastante sobre a grande figura que foi Alexandre. É inacreditável como é que um homem tão novo tinha ambições tão grandes, e encarava já o mundo como um velho sábio com toda uma vida de experiência. Ele era, acima de tudo, um grande actor, e conseguia compensar grandes desvantagens ao enganar os seus adversários com os mais diversos esquemas, ou simplesmente fazendo-se passar pelo jovem ingénuo que muitos pensavam que ele era.

O relato da batalha de Granico está brilhante. Toda a agitação da batalha, a descrição das estratégias de ambos os lados e a forma como são postas em prática, foi tudo muito bem conseguido. Foi mesmo a parte do livro em que fiquei mais presa à leitura.

Quanto à parte da resolução do mistério, a parte mais ficcional do livro, não estava à espera de que acabasse desta forma. Mas como não suspeitava de ninguém (estava mais embrenhada no resto da história), de qualquer maneira iria-me surpreender.

Para terminar, achei curiosa uma das coisas que Paul Doherty referiu na sua Nota final especificamente feita para a edição portuguesa. O autor refere que, antes da sua morte, Alexandre estava a planear ocupar o norte de África e a Península Ibérica. Como a nossa História seria diferente se isso tivesse acontecido!

Recomendo bastante para quem tem curiosidade sobre esta época, ou para quem gosta de um bom romance histórico!

Sem comentários:

Enviar um comentário