sábado, 28 de maio de 2011

Opinião #30: "Alexandre - O Rival dos Deuses" (Livro)

- ALEXANDRE - O RIVAL DOS DEUSES -

Capa:Autor:
Paul Doherty

Informação:
Edição/reimpressão - 2006
Páginas - 272
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789728839338
Idioma - Português

Sinopse:
O lobo da Macedónia defronta o Centauro em 334 a. C. Alexandre esmaga os grandes exércitos do rei Dario III e assola o Império Persa do Ocidente. Apoderando-se das cidades como um predador esfomeado, justifica a sua alcunha de “o Lobo da Macedónia”.
Ao chegar à grande cidade de Éfeso, o êxito da sua campanha é ameaçado por uma série de violentos assassinatos levados a cabo por um importante espião persa conhecido apenas como “o Centauro”.
Um dos antigos tutores de Alexandre é encontrado a flutuar nas águas de um tanque numa casa ligada a um grupo de assassinos.
Mais uma vez, o ponderado Telamon, amigo e médico do rei, tem de tentar resolver um emaranhado de mistérios sangrentos.
Como sempre, um dos maiores obstáculos é a natureza volátil e imprevisível de Alexandre, actor consumado cujo desejo de glória iguala a carnificina e a intriga que lhe perseguem os passos como se fossem as próprias Fúrias.

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Opinião:

Sinceramente, não tenho muito mais a dizer sobre este livro do que aquilo que já disse sobre o anterior da série. O autor é excelente, sabe sobre o que está a escrever (o que muitas vezes, infelizmente, não acontece com outros autores), e escreve brilhantemente dentro do género histórico.

Por isso, não foi surpresa nenhuma para mim o facto de ter gostado até mais deste volume do que do anterior. Não sei se foi por já estar mais familiarizada com o tema, e por isso não ter estado a focar tanta atenção aos pormenores sobre a época e as suas personagens, mas neste livro senti-me bastante mais interessada no aspecto misterioso.

Quem é o Centauro? Como é que um grupo de oligarcas, com criados e elementos do exército, são mortos dentro do Templo de Hércules, quando a sala em que se encontravam estava selada, e não era possível entrar ou sair dela? Quem é o responsável pelas restantes mortes que se vão seguindo na cidade, e como é que estão ligadas?

Tudo isto eram questões que eu me ia fazendo ao longo do livro, o que acabou por me puxar mais a curiosidade do que propriamente Alexandre. No primeiro volume quis ficar a saber mais sobre ele e as características do seu tempo, neste já o "conhecia" (embora me tenha surpreendido também umas quantas vezes, como de resto sempre fez àqueles que o rodeavam), pude focar-me na história em si.

O aspecto militar e da guerra também está muito bem conseguido neste livro. Novamente, todas as estratégias de invasão estão relatadas o mais próximo da realidade possível, e foi muito bom ter visto, outra vez, a forma como Alexandre nunca considerava nada impossível, e não descansava até atingir os seus objectivos, por meio da força ou da inteligência.

Tal como o anterior, recomendo!

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