quinta-feira, 30 de junho de 2011

Desafio: Fantasia (Actualização #8)


1. Vampiros - "Desejo Insaciável", Kresley Cole
2. Lobisomens - "Shiver", Maggie Stiefvater
3. Anjos - "Torment", Lauren Kate
4. Demónios - "Jogos na Noite", Sherrilyn Kenyon
5. Dragões - "A Luz do Fogo", Sophie Jordan
6. Fantasmas - "O Despertar das Trevas", Karen Chance
7. Bruxos / Feiticeiros - "A Cidade de Vidro", Cassandra Clare
8. Deuses / Deusas - "Sedução na Noite", Sherrilyn Kenyon
9. Fadas - "A Cidade das Cinzas", Cassandra Clare
10. Videntes - "Evermore", Alyson Noel


E está assim completo este desafio! Acabei o último livro (nº2) mesmo hoje, portanto foi mesmo no limite, mas ainda conta! :) Gostei bastante de fazer este desafio, pois acabei por andar à procura de livros que encaixassem nas categorias, e diversifiquei um pouco a minha leitura. Venham mais!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Aquisições da Semana #13

A semana passada não comprei livros nem recebi nenhum, daí a falta de post, mas esta semana já me estava a esquecer completamente de o fazer! Mesmo sendo só para um livro.

Recebi, via winkingbooks, "Marley & Eu", de John Grogan (a capa do meu é diferente, com um cão e um laço ao pescoço).

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Meme Literário by Ne

A pedido da Ne, aqui ficam as minhas respostas ao seu meme literário!


1- Se fosses um livro, de que género serias?
Um livro de Fantasia, sem dúvida. São os meus favoritos e não me importava nada de fazer parte de qualquer um deles.

2- Que tipo de capas te chamam mais atenção?
Normalmente são as que têm um aspecto de originalidade no design, que não se deixam ficar pelo recurso às tão repetidamente usadas stock photos. Posso dar um exemplo da última capa que vi e que simplesmente adorei, e que se o livro não estivesse já há imenso tempo na minha wishlist, quase que só por esta capa nova que recebeu eu iria querer tê-lo na minha estante (link).

3- Concordas com a frase: "um livro não se julga pela capa"?
De certo modo, sim, mas é um facto que a capa de um livro influencia muito o meu interesse por ele. De há uns meses para cá que ando a seguir imensos blogs literários, e são tantos os livros de que falam e os lançamentos que publicitam que simplesmente não teria tempo para ir ler todas as sinopses e informar-me sobre eles, para saber se o quero ler ou não. Vejo sempre primeiro as capas dos livros, e se elas me chamarem a atenção, aí vou ler a sinopse. Mas é um facto que gosto de muitos livros cuja capa não é tão apelativa, e que li livros que odiei mas cuja capa era excelente. Ou seja, concluindo, um livro não se julga pela capa, mas muitas vezes um bom livro perde-se porque a capa não lhe faz justiça.

4- Qual foi o último livro que leste que te fez ficar acordado até mais tarde num dia útil da semana?
Ultimamente não tenho lido à noite (aproveito sempre a manhã e a tarde ou quando ando de transportes), mas lembro-me que quando li o "Torment", da Lauren Kate, fiquei tão presa na história que o li praticamente em dois dias, sendo que no segundo estive a ler até quase de madrugada.

5- Descrição ou diálogo?
Se tivesse mesmo de escolher, descrição. Já li livros em que acontece um destes dois aspectos ser péssimo e o outro excelente, mas já me apercebi que acabo por gostar mais de um livro que tenha boas descrições e ritmo de acção mesmo que o diálogo seja menos bom, do que o contrário (mas se o diálogo for péssimo e artificial, nem uma descrição excelente o salva). Mas, no meu caso pessoal, custa-me bastante mais escrever um diálogo do que uma descrição, por isso admiro bastante os autores capazes de escrever um bom diálogo (e acho que esta foi a resposta mais confusa de sempre!).

6- O que é para ti faz um bom escritor?
Um escritor cujo livro me prenda de tal forma às suas páginas que eu perca completamente a noção do tempo e passe horas esquecidas a ler, sem qualquer esforço. Alguém que consiga passar para o papel um mundo que criou inteiramente na sua cabeça, de tal forma que quem o vá ler sinta que faz parte dele, merece todo o mérito.

7- Preferes mundos reais ou fantásticos?
Fantásticos. Sou daquelas pessoas que usa a leitura muitas vezes como forma de escape do mundo real, e por isso quanto mais diferente melhor. Embora não deixe de parte um bom histórico, por exemplo.

8- Em cima da tua mesinha de cabeceira estão quantos livros?
Um. Muito raramente leio mais do que um livro ao mesmo tempo, e apenas o faço se ambos os livros forem de temas completamente diferentes, e se um deles for grande demais para o poder levar na mala quando ando nos transportes.

9- Gostas de ler o fim antes de começar o livro?
Quem me conhece bem ou costuma falar comigo sobre livros/séries/filmes com certeza que sabe que odeio spoilers. Não gosto de saber o mais pequeno pormenor que seja sobre as histórias que acompanho, por isso nunca leio o final dos livros. Mas é um facto que se estiver a ler uma cena que sei que vai ter uma conclusão emocionante, os meus olhos não resistem e saltam um parágrafo ou dois para tentar descobrir o que vai acontecer, principalmente em diálogos.

10- Nomeia o pior e o melhor livro que já leste.
Isto é muito subjectivo, pois a ideia da leitura que nós temos de certo livro depende muito do nosso estado de espírito quando o lemos. Por exemplo, eu lembro-me que odiei ler o livro "Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde" do Mário de Carvalho, porque foi um livro de leitura obrigatória (se há algo que me faça odiar ler, é ler por obrigação), mas se calhar se o fosse reler agora até podia gostar. O mesmo se passa com os que adorei, os nossos gostos mudam ao longo do tempo. E gosto de tantos e tantos livros que simplesmente não consigo escolher "o melhor" (embora a minha fã interior esteja a implorar-me que inclua aqui a saga Harry Potter, por isso aqui fica!).


Gostei bastante de responder a este meme, por isso quem quiser fazê-lo também está à vontade!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meme Literário

Como já há uns dias que não posto nada aqui no blog, trouxe emprestado este meme do blog da Ne, que ela não se importa. Aqui vai!

- MEME LITERÁRIO -

1- Existe um livro que leias e releias várias vezes?

Actualmente não releio livros, pois tenho tantos em lista de espera para ler a primeira vez que simplesmente não dá para reler nenhum, com muita pena minha. Mas há pelo menos um que já perdi a conta às vezes que o li, e que me vejo a reler bastantes mais vezes ao longo da minha vida, e é sem dúvida o já clássico "Harry Potter e a Pedra Filosofal", de J.K.Rowling. Ando há imenso tempo para reler a saga toda! Mas como este foi o primeiro, foi sem dúvida aquele que li mais vezes.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Esta é fácil! "O Traficante de Armas", de Hugh Laurie. Não me perguntem porque não o consegui acabar, porque estava a gostar imenso do livro, mas devo ter pegado nele umas três vezes, e de nenhuma delas passei do meio. Eu às vezes sou assim, esquisita!

3 - Se escolhesses um livro para o resto da tua vida, qual seria ele?

Pronto, esta já não é de tão fácil resposta lol Realmente não me vejo só com um livro para o resto da vida, até porque sou uma rapariga que se aborrece facilmente. Teria de ser uma biblioteca inteira!

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que por algum motivo nunca leste?

Tantos! Agora assim de repente o primeiro que me vem à cabeça é o "A Sangue Frio", de Truman Capote. Sempre tive alguma curiosidade em relação ao livro, mas desde que numa aula da faculdade lemos um excerto e estivemos a falar sobre o livro que tenho querido mesmo lê-lo. Por alguma razão, ainda não o arranjei.

5 - Que livro cuja "cena final" jamais conseguiste esquecer?

Correndo o risco de parecer um disco riscado de tanta vez que falo desta série, tenho mesmo de dizer "Harry Potter e os Talismãs da Morte". Qualquer pessoa que tenha crescido com estes livros nunca se vai esquecer daquele final!

6 - Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?

Lia bastante, mas não era propriamente "livros". Antes de o Harry Potter me ter levado para o mundo dos livros, eu passava os meus dias a ler as BD's do Tio Patinhas e do Donald lol Ainda hoje as tenho todas, guardo-as religiosamente!

7 - Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

"A Sabedoria Infinita de Harriet Rose", de Diana Janney. O livro é mesmo muito maçador, e custou-me a ler praticamente desde o princípio, mas dadas as circunstâncias em que livro me veio parar às mãos, sentia-me mal em não o acabar, e com muita força de vontade e uma dose de teimosia cheguei ao fim.

8 - Indica alguns dos teus livros preferidos.

Tenho de referir outra vez a saga "Harry Potter". Fora esses, gosto bastante da saga dos "Caçadores de Sombras" da Cassandra Clare, qualquer um de Paul Doherty (para quem gosta de históricos), os "Predadores da Noite" da Sherrilyn Kenyon, a "Trilogia do Elfo Negro" de R.A. Salvatore, e podia estar aqui o resto do dia.

9 - Indica 10 blogs para o meme literário.

Quem o quiser fazer, está à vontade!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Opinião #36: "O Despertar das Trevas" (Livro)

- O DESPERTAR DAS TREVAS -

Capa:
Autora:
Karen Chance

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 304
Editor - Edições Gailivro
ISBN - 9789895576944
Colecção - 1001 Mundos
Idioma - Português

Sinopse:
Cassandra Palmer consegue ver o futuro e comunicar com espíritos - dons que a tornam atraente para os mortos e mortos-vivos. Os fantasmas dos mortos não costumam ser perigosos; apenas gostam de conversar… e muito. Os mortos-vivos já são outra conversa.
Tal como qualquer rapariga sensata, Cassie tenta evitar os vampiros. Mas, quando o mafioso sugador de sangue a quem fugira há três anos a reencontra com intuitos de vingança, Cassie é obrigada a recorrer ao Senado dos vampiros em busca de protecção. Os senadores dos mortos-vivos não irão ajudá-la sem contrapartidas. Cassie terá de colaborar com um dos seus membros mais poderosos, um vampiro mestre perigosamente sedutor. E o preço que ele exige poderá ser superior ao que Cassie está disposta a pagar…

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Opinião:

Em primeiro lugar, devo dizer que gosto sempre de livros que não se resumem ao que está descrito na sinopse. Muitas das vezes, antes de ler um livro, vou com a ideia que tenho da sinopse na cabeça e se a história não se afasta muito disso, fico com a sensação de que foi um desperdício de tempo, pois podia ter lido só o resumo e ficava-me por aí. Neste caso isso não aconteceu, pois há bastante mais informação e acontecimentos a decorrer ao longo do livro (talvez não da melhor maneira, mas já lá iremos), e mesmo o que estava incluído na sinopse não aconteceu da maneira que tinha inicialmente previsto.

Muito resumidamente, Cassandra é uma vidente que consegue comunicar com fantasmas, e há toda uma panóplia de pessoas que andam atrás dela por esse motivo, mas não pelas mesmas razões. Uns querem protegê-la, para depois poderem usar os seus poderes em seu proveito, e outros querem saltar essa parte da protecção, que por vezes se torna mais maçadora do que proveitosa, e seguir logo para a parte de usá-la para seu bel-prazer. Ou então querem simplesmente matá-la, mas isso seria um desperdício.

Achei o livro uma boa introdução à série, pois são apresentados vários aspectos da história que dá para perceber bem que ainda vão dar, como se costuma dizer, "pano para mangas". Se há coisa que não gosto em séries é andar-se a esticar histórias que não têm flexibilidade nenhuma, simplesmente porque séries é o que dá dinheiro, e neste caso fiquei curiosa para ver resolvidos alguns pontos deixados em aberto, por isso foi positivo.

Outra coisa de que gostei bastante foi a inclusão de personagens "históricas" no livro, acabando assim por ser uma justificação de certos aspectos duvidosos da sua vida ou o seu desaparecimento misterioso. Há assim uma pequena fusão da realidade com a ficção, tendo a autora tomado liberdade criativa para dar um novo final mais paranormal a essas pessoas que existiram na nossa História, como é o facto de Jack, o Estripador (adorei vê-lo como vampiro, pena ter aparecido pouco), e Rasputine, o místico russo. Há ainda a referência a uma outra história de que eu gosto bastante, mas como é mais para o final do livro não digo directamente qual é, que não gosto de dar spoilers (mesmo que este não seja muito essencial para a storyline em si). Mas é uma história que já foi adaptada ao cinema, e o Leonardo DiCaprio é um dos actores.

Agora, aspectos negativos. Embora eu goste de livros em que a acção seja uma constante, e não se guarde para o fim os acontecimentos mais importantes, neste caso talvez tenha sido um pouco extremo. A mim pessoalmente não me afecta muito este tipo de coisas, mas mesmo assim chegou a fazer-me por várias vezes confusão o facto de num parágrafo estar tudo bem, e no outro estar já quase toda a gente quase a morrer (o que, acreditem, acontece bastante), ou em que se passam páginas e páginas a apreender informação. Novamente, isto a mim não me faz muita diferença (até prefiro assim do que do outro lado da escala, em que não se sabe de nada), mas tenho noção de que a outras pessoas pode parecer maçador. Talvez fosse preciso um maior esforço para suavizar as transições entre cenas e não tornar os momentos em que se passa informação essencial ao leitor tão "carregados".

E, para acabar, um aspecto em que eu ainda me ri bastante a ler. Sim, eu sei que hoje em dia os romances paranormais tendem cada vez mais a ter uma componente sexual forte, mas é um facto que nem todos os autores conseguem lidar com a escrita desse tipo de cenas da melhor forma. Há uma cena desse género neste livro, e a melhor analogia que eu consigo usar para explicar o quanto a achei hilariante (não propriamente da forma positiva), é a de uma lanterna cujas pilhas estão prestes a acabar. Não acho normal que durante uma cena de quase-sexo (sim, porque passam páginas, e páginas, e páginas naquilo e a coisa não se dá), num segundo estejam muito bem os dois nos seus preliminares, mas no segundo seguinte estejam a ter uma conversa de teor super sério e deixem tudo o resto de lado, para depois como se nada fosse voltarem ao que estavam a fazer. E quantas e quantas vezes isto acontece, parece mesmo que alguém lhes estava a ligar/desligar o interruptor, ou que por muito que estivessem a tentar, as pilhas simplesmente já não dessem para fazer nada.

Concluindo, gostei bastante do livro, mas tenho plena noção dos defeitos que outras pessoas lhe podem encontrar, mas que para mim não afectam a leitura. Vou com certeza continuar a ler a série (isto é, se a editora mo permitir, dado que já há mais de um ano que este saiu, e sem sinais do segundo ainda à vista. Mas se em português não for, em inglês será de certeza), e esperar que o ritmo abrande um bocadinho, mas que não se quebre totalmente.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desafio: Fantasia (Actualização #7)

1. Vampiros - "Desejo Insaciável", Kresley Cole
2. Lobisomens
3. Anjos - "Torment", Lauren Kate
4. Demónios - "Jogos na Noite", Sherrilyn Kenyon
5. Dragões - "A Luz do Fogo", Sophie Jordan
6. Fantasmas - "O Despertar das Trevas", Karen Chance
7. Bruxos / Feiticeiros - "A Cidade de Vidro", Cassandra Clare
8. Deuses / Deusas - "Sedução na Noite", Sherrilyn Kenyon
9. Fadas - "A Cidade das Cinzas", Cassandra Clare
10. Videntes - "Evermore", Alyson Noel

Mudei o livro que estava no número 6 (Fantasmas) para o número 8 (Deuses/Deusas) por ser mais apropriado, e acrescentei um novo livro para o número 6.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Opinião #35: "O Leão Escarlate" (Livro)

- O LEÃO ESCARLATE -

Capa:Autora:
Elizabeth Chadwick

Informação:
Edição/reimpressão - 2009
Páginas - 448
Editor - Edições Chá das Cinco
ISBN - 9789898032478
Idioma - Português

Sinopse:
A coragem e lealdade de William Marshal como cavaleiro ao serviço da casa real inglesa foram recompensadas com a sua união a Isabelle de Clare, uma rica herdeira de propriedades na Inglaterra, Normandia e Irlanda.

Mas a segurança e felicidade do casal são destruídas quando o rei Ricardo morre e é sucedido pelo irmão João, que toma os filhos de Marshal como reféns e apropria-se das suas terras. O conflito entre os que permanecem leais e os que se irão revoltar contra as injustiças ameaça destruir o casamento de William e Isabelle e arruinar as suas vidas. William terá que optar por um caminho desesperado que o poderá levar à governação do reino. E Isabelle, receando pelo homem que é a luz da sua vida, terá que se preparar para enfrentar o que o futuro lhes reserva.

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Opinião:

Tinha andado a adiar a leitura deste livro pelo tamanho e por me parecer um pouco denso (e porque por alguma razão que me escapa, tenho andado a fugir dos históricos já há imenso tempo), mas assim que o comecei arrependi-me logo de não o ter começado mais cedo.

Este livro conta-nos a história de William Marshal, um cavaleiro leal ao serviço da coroa inglesa. Desde o final do século XII e pelo início do século XIII, fazemos uma viagem ao longo de mais de vinte anos da sua vida, e de todos os problemas políticos, territoriais e familiares que William e a sua família enfrentam.

Depois de o Rei Ricardo falecer e de o seu irmão João subir ao trono, William começa a deparar-se com sérios problemas para manter todos os privilégios e territórios que foi recebendo ao longo dos seus anos de serviço a Ricardo, e vê-se até obrigado a entregar os seus filhos mais velhos ao cargo de João como prova da sua lealdade. Com o passar do tempo William vai ter de se equilibrar de forma muito cuidadosa entre Inglaterra, a Irlanda e a França, de forma a não atraiçoar nenhuma das pessoas a quem deve a sua lealdade: o rei João de Inglaterra, o rei Filipe de França, e a sua esposa, Isabelle.

Penso que ainda não tinha lido um histórico sobre este período (pelo menos que me lembre, mas a minha memória já teve melhores dias), e gostei bastante. O mundo da corte é como um grande novelo repleto de fios, e que com o mínimo contratempo se pode encher de nós. Foi interessante ver como William "navegava" nesse mundo com mestria, e fazia os possíveis e os impossíveis para preservar sempre os seus interesses e os da sua família.

A escrita da autora prendeu-me de tal maneira, que sempre que podia ia pegar no livro para ler, ou quando estava ocupada com outra coisa qualquer, apetecia-me ler. Não tenho qualquer tipo de defeito a apontar-lhe! E li mais de metade do livro num dia, o que tendo em conta o volume do livro e a formatação das páginas não é nada pouco.

Tenho pena que a Saída de Emergência ainda não tenha editado o livro que antecede de certa forma este (The Greatest Knight), pois gostava bastante de ficar a saber como é que William chegou ao ponto em que está neste livro, conhecer a sua infância, a sua formação enquanto cavaleiro e claro, o início da sua vida com Isabelle.

Mas vai ser uma autora que certamente irei continuar a seguir, em português ou no inglês original!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Opinião #34: "O Clã da Loba" (Livro)

- O CLÃ DA LOBA -

Capa:Autora:
Maite Carranza

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 328
Editor - Editorial Presença
ISBN - 9789722343329
Idioma - Português

Sinopse:
Desde que há memória, dois clãs de bruxas, as Omar e as Odish, vivem em permanente conflito, incapazes de conciliar as suas diferenças ancestrais. Apenas uma velha profecia deixa entrever alguma esperança de no futuro a eleita conseguir unir ambas as tribos. E agora todos os sinais confirmam que a chegada dessa eleita está próxima. Quando Anaíd, uma jovem de catorze anos, acorda uma manhã e verifica que a mãe desapareceu, pensa que lhe poderá ter acontecido todo o tipo de coisas, menos que a sua mãe é uma bruxa Omar e considerada por todas aquela de que a profecia fala…

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Opinião:

Se há um livro que li até agora neste ano sobre o qual fiquei bastante dividida na minha opinião, foi com certeza este. Em vários aspectos gostei, noutros começava a pensar se deveria levar a leitura em frente. Como era um livro pequeno e até gostei da história base, acabei de o ler, mas fiquei com algumas reservas.

A mitologia das bruxas é muito boa, e gostei bastante do capítulo onde foi contada a história da origem das bruxas e da sua divisão em dois clãs rivais, pois afastou-se da linguagem que a autora usou no resto do livro, tendo escrito este excerto com uma voz mais "histórica". Já no resto do livro a escrita utilizada causou-me alguma estranheza, mas fiquei sem perceber se foi mesmo problema meu com a forma de escrever da autora, ou se foi um problema de má (ou melhor, péssima) tradução. Qualquer pessoa diz que sabe falar espanhol, mas a verdade é que dependendo da zona de Espanha há muita coisa que muda, e pode ter havido um grande descuido no processo de tradução (e já se sabe que hoje em dia quem anda a formar-se para aprender a traduzir, na maioria dos casos nem o português sabe em condições).

Quanto à história em si, a parte mais interessante era previsível desde o início, embora tivesse um aspecto envolvido do qual eu não estava à espera. Mesmo assim, é um pouco frustrante estar a ler um livro quando já se está a prever o que vai acontecer no fim, e este foi um dos quais em que isso me aconteceu. Mas mesmo com essa parte previsível, houve bastantes aspectos interessantes no que se relaciona com a sociedade das bruxas e a diferença de valores entre os dois clãs. Por isso mesmo prevendo o que ia acontecer, essa curiosidade de saber mais sobre elas levou-me a continuar a ler. Devo ainda dizer que achei que o tema das bruxas foi introduzido na história de forma um pouco "abrupta".

Mas, de todos os pequenos problemas que tive com este livro (que, admito, muitos devem ter sido relacionados com a minha "exigência" enquanto leitora), há um que eu não posso mesmo deixar de referir, porque me deixou perplexa, ao ponto de já o ter referido a várias pessoas com as quais falei sobre este livro, pois não sei mesmo como é que se pode ter deixado um erro daquele género chegar às bancas. Há uma cena no livro em que Anaíd está com uma amiga da mãe ao pé do mar, e surge um "cardume de peixes" (é mesmo assim que surge descrito no livro) a nadar em volta dos seus pés. Eu comecei a imaginar um grupo de pequenos peixes, como é normal, mas no fim do parágrafo surge, para minha admiração, a referência a esses "peixes" como sendo "golfinhos". Sim, aquele animal fofinho e inteligente que embora viva no mar, até uma criança de colo sabe que é um mamífero. Isto fez-me imensa confusão, e levou-me a estar mais inclinada para o facto de a escrita me parecer estranha mesmo por má tradução. Como é que é possível que um tradutor, ou até um revisor, deixe uma coisa destas passar assim?

Fora estes aspectos, até fiquei com uma ideia positiva do livro (embora tenha ficado "alérgica" a livros cuja protagonista é uma criança de 14, 15 anos sobredotada depois de ler "A Sociedade do Sangue"), mas achei que teve um final decente e fiquei sem qualquer tipo de curiosidade em ler o volume seguinte, mesmo depois de ir ler a sinopse. Isto deve-se ao facto de, na minha opinião, não serem deixadas pontas soltas importantes o suficiente neste livro para incitar um leitor a querer continuar a ler.

Mas não vão por mim no caso de o quererem ler, porque, como já disse, fiquei bastante dividida na minha opinião deste livro, e tenho argumentos para defender tanto uma opinião positiva como negativa (sendo o aspecto negativo muito assente na parte linguística que eu, como licenciada em Jornalismo, não consigo deixar de parte). Se o querem ler façam-no, que a história não é má, e até pode ser que a leitura vos corra melhor do que a mim!

Dia 45 - Próximo Livro a Ler

As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia, Marion Zimmer Bradley

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Opinião #33: "X-Men: O Início" (Filme)

- X-MEN: O INÍCIO -

Trailer:


Ficha Técnica:
Ficção Científica, 132 min
Realização - Matthew Vaughn
Argumento - Ashley Miller, Jane Goldman
Interpretação - James McAvoy, January Jones, Jennifer Lawrence, Kevin Bacon, Michael Fassbender

Sinopse:
Antes de se tornarem Professor X e seu arqui-inimigo Magneto, Charles Xavier e Erik Lensherr eram dois jovens que acabavam de descobrir os seus poderes pela primeira vez. Eram, na altura, amigos e companheiros de luta que trabalhavam juntos com outros Mutantes, tentando evitar a maior ameaça que o mundo já enfrentara. É da divergência entre ambos que se dá a cisão que origina a eterna guerra entre Magneto e seus seguidores, e os X-Men do Professor X.

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Opinião:

Sendo eu fã da Marvel, e ainda mais dos X-Men (têm lá um dos meus dois personagens preferidos da Marvel, era difícil não gostar), não podia deixar de ir ver esta prequela, e foi a ida ao cinema deste fim de semana.

Sempre tive muita curiosidade em relação à origem dos personagens, e foi por isso que adorei o filme sobre o Wolverine (e também ajudou o facto de ser um desses dois personagens preferidos, interpretado pelo meu actor favorito), e também acabei por adorar este. Havia uma série de questões que eu queria ver respondidas, como a razão porque Xavier anda de cadeira de rodas, como é que ele e Magneto se conheceram e mais tarde separaram, e como é que Mystique, melhor amiga de Xavier, acaba por se aliar a Magneto, como é possível ver nos vários filmes da trilogia.

Devo dizer que tive resposta a todas essas perguntas e mais algumas (até dá para ficarmos a saber como é que "apareceu" o famoso Cerebro, o aparelho que Xavier usa nos outros filmes para encontrar mutantes), e que por isso fiquei bastante satisfeita com a abordagem que fizeram nesta prequela. O filme é grande, tem mais de duas horas, mas vê-se bastante bem e de outra forma não dava para abordar tantas storylines diferentes.

No entanto, houve muita informação que ficou por dizer, mesmo por entrarem tantos mutantes diferentes neste filme. Há vários que aparecem neste mas que não têm relação alguma com os da trilogia (pelo menos que eu saiba), como é o caso, por exemplo, de Emma Frost, Riptide e Darwin, cujos passados não nos são contados e aparecem um pouco do "céu". Mas outros têm ligações curiosas com os dos restantes filmes, que seria engraçado dar a conhecer de alguma forma, para quem não conhece assim tão bem o mundo da Marvel. Por exemplo, o Nightcrawler (que se não me falha a memória aparece no segundo filme da trilogia) é filho do Azazel e da Mystique, e o Havok é irmão do Cyclops, que tem um papel preponderante na trilogia. Mas não se pode dizer tudo, por isso fiquei bastante satisfeita com tudo o que explicaram no filme, e aprendi bastante.

Agora, defeitos. Só tenho a apontar um, que acaba por ser fruto se calhar de uma certa preguiça por parte dos actores/produção. Ao longo do filme, vários personagens falam diversas línguas (para além do óbvio inglês, falam espanhol, francês, russo e alemão), e nota-se à distância o pouco trabalho que tiveram no sotaque das diferentes línguas. Não posso falar sobre o russo, que é a única das línguas que falaram sobre a qual não tenho qualquer base, mas em todas as outras a pronunciação nas palavras mais básicas era péssima, e ainda se notava mais quando os punham a falar com actores nativos na língua (sim, a diferença era tão grande que dava para reparar nisso). Sei que é difícil por serem diálogos longos e se calhar eles não tinham qualquer tipo de bases nessas línguas, mas ninguém pedia que eles aprendessem a língua na sua totalidade, pelo menos que tivessem um certo cuidado com a enunciação.

Fora isso, foi tudo muito bom, desde a storyline até aos efeitos visuais e tudo o resto (embora, devo dizer, tenha ali uns momentos entre o Xavier e o Magneto que me fizeram duvidar do nível da "amizade" deles, e não fui a única). E o facto de o Hugh Jackman fazer uma mini-participação no seu papel de Wolverine, mesmo que só com uma fala de três palavras, fez-me adorar ainda mais o filme, e foi uma cena que pôs toda a gente a rir na sala. Por alguma razão se fala de continuar o franchise do filme do Wolverine.

Por isso, se viram os outros filmes dos X-Men (mesmo que não tenham sido todos, que não afecta em nada), ou se têm curiosidade e querem ver este antes dos restantes, recomendo o visionamento, que está um filme muito bem feito!

Dia 44 – Último Livro Lido

O Clã da Loba, Maite Carranza


domingo, 12 de junho de 2011

Aquisições da Semana #12

Esta semana foi bastante boa em termos de livros, pois vieram cá parar a casa quatro, sem eu ter gasto um único cêntimo!

"Perfect Formation" de K.B. Alan (autografado) e "Uma Grandiosa e Terrível Beleza" de Libba Bray, ganhos em passatempos. O primeiro no Goodreads, o segundo no blog 1001 Mundos.

"Nudez Mortal" de J.D. Robb e "O Beijo Carmesim" de Lara Adrian, pedidos no winkingbooks.

Que todas as semanas fossem como esta!

Dia 43 – Livro Que Marcou A Infância

A Lua de Joana, Maria Gonzalez


sábado, 11 de junho de 2011

Opinião #32: "O Dardo de Kushiel" (Livro)

- O DARDO DE KUSHIEL -

Autora:
Jacqueline Carey

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 400
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789896371852
Idioma - Português

Sinopse:
TERRE D’ANGE é um lugar de beleza sem igual. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante do amor entre anjos e humanos se rege por uma simples regra: ama à tua vontade. Phèdre é uma jovem nascida com uma marca escarlate no olho esquerdo. Vendida para a servidão em criança, é comprada por Delaunay, um fidalgo com uma missão muito especial… Foi, também ele, o primeiro a reconhece-la como a eleita de Kushiel, para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. Phèdre é adestrada nas artes palacianas e de alcova, mas, acima de tudo, na habilidade de observar, recordar e analisar. Espia talentosa e cortesã irresistível, Phèdre tropeça numa trama que ameaça os próprios alicerces da sua pátria. A traição põe-na no caminho; o amor e a honra instigam-na a ir mais longe. Mas a crueldade do destino vai levá-la ao limite do desespero… e para além dele. Amiga odiosa, inimiga amorosa, assassina bem-amada; todas elas podem usar a mesma máscara reluzente neste mundo, e Phèdre apenas terá uma oportunidade de salvar tudo o que lhe é mais querido.

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Opinião:

Nem consigo dizer com precisão há quantos meses eu queria ler este livro, mas pelo menos uns três esteve na estante à espera de ser lido. Por isso, fui acumulando uma certa expectativa em relação à história, que se calhar se não tivesse já uma noção daquilo que ia encontrar, podia ter ficado um pouco desiludida. Mas sabendo ao que ia, acabei por aproveitar bastante bem o livro e ficar curiosa para ler os restantes.

Antes de começar a ler, já sabia que a Saída de Emergência tinha dividido os volumes originais ao meio, e que por isso este primeiro livro era a parte introdutória da história, e que só para a parte final é que começava a entrar na parte mais interessante.

Já sabendo isso, deixei-me levar pelas explicações da sociedade de Terre D'Ange, os seus costumes e as suas origens, sem me sentir frustrada por não estar a acontecer nada de muito "relevante", pois no fundo é necessário conhecer toda a formação e infância de Phédre para se perceber o resto da história. E sendo a história contada por ela já adulta, tendo já plena noção de quais os episódios que mais importaram para os acontecimentos que ocorreram no futuro, vai deixando pequenas "dicas" que nos fazem estar atentos aos pormenores, mesmo nessas partes que têm tendência a tornar-se mais maçadoras.

Achei a escrita da autora bastante interessante. Demorei um capítulo ou dois a entrar no ritmo, mas depois consegui apreciar a qualidade com que a história é contada. É o que acaba por dar mais valor ao livro, pois sendo o natural da época em que a história se passa e estando a ser contada na primeira pessoa, de qualquer outra forma o leitor não se sentiria tão envolvido na história. E os meus parabéns ao trabalho de tradução, não deve ter sido nada fácil manter a voz da autora original ao transpor tudo para português.

Quanto à história em si. Achei curiosa a forma como a autora abordou temas tão "complicados" ou de certa forma "tabu" de uma forma tão natural, porque era assim que a sociedade das suas personagens os encaravam também. Sendo uma sociedade com valores diferentes, é normal que a nós nos causem estranheza coisas como a prostituição infantil e o sadomasoquismo (isto já nem tanto nos dias de hoje, mas continua a ser um tema que não se aborda propriamente numa conversa de café), mas a autora conseguiu incluir esses aspectos na mitologia da sua história de uma forma muito neutra.

Estou bastante curiosa para ler o volume seguinte, pois realmente as últimas cem páginas deste primeiro livro é onde se começa a desenrolar a acção propriamente dita, que é cortada de uma forma um pouco abrupta (mas de qualquer forma, tomada a decisão de dividir um livro ao meio, é sempre difícil cortar num ponto onde não cause estranheza ao leitor). E devo dizer que estou a torcer pelo Joscelin e pela Phédre juntos, porque gostei bastante das cenas deles juntos, e tenho por passatempo torcer por casais que parecem impossíveis nos livros.

Que venha o próximo!

Dia 41 – Livro Que É Um “Guilty Pleasure”, Dia 42 – Livro Que Adoravas E Agora Detestas

Neste caso posso juntar os dois dias num, pois é o mesmo livro e uma coisa explica a outra.
Crepúsculo, Stephenie Meyer

Na altura em que li os livros desta saga não dei tanta atenção às falhas e até gostei bastante de os ler. Mas depois com o passar do tempo, re-leituras e ao ver os filmes, já algum tempo depois, fui vendo a quantidade de parvoíces que estes livros têm. Daí o já não gostar deles da mesma maneira (dia 42), mas continuar a gostar da história, mesmo sabendo que não devia (dia 41).

Dia 40 – Autor Cujo Talento Invejas

J.K. Rowling
Havia dúvidas? Mas para não dizerem que uso sempre o mesmo, vou pôr mais uma.
Cassandra Clare

Dia 39 – Livro Que Custou A Ler

Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde, Mário de Carvalho

Porque foi leitura obrigatória na faculdade, e tudo o que tenho de ler por obrigação me custa.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dia 38 – Livro Para Os Dias Solarengos

O Espírito do Amor, Ben SherwoodBasicamente porque é um livro que se lê bem num dia, é uma história leve e bonita que sabe sempre bem ler num dia de sol. E porque não fazia ideia de que livro usar, e por isso fui um bocado ao calhas à minha lista de leituras.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dia 37 – Livro Para Os Dias Chuvosos

Vou fazer batota neste (mas dizendo a verdade na mesma), e dizer que num dia chuvoso qualquer livro me serve, o que importa é ter mesmo alguma coisa para ler, sentada no sofá, enquanto se ouve a chuva a cair!

domingo, 5 de junho de 2011

Aquisições da Semana #11

Continuo na minha proibição de comprar livros, por isso não fiz nenhuma compra nova. Mas já há meses que andava à procura deste livro (li-o emprestado há anos e adorei), e encontrei-o finalmente no winkingbooks, por isso pedi-o e chegou esta semana cá a casa.

Dia 36 – Personagem Literária Que Não Quererias Encontrar Num Beco

Lord Voldemort, Saga Harry Potter

Sim, mais um de Harry Potter. Digam lá que não é o melhor vilão de sempre, e que fugiam a sete pés se o vissem num beco escuro (ou se gozavam com o nariz dele).

sábado, 4 de junho de 2011

Opinião #31: "Hunger" (Livro)

- HUNGER -

Capa:

Autora:
Jackie Morse Kessler

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 177
Editor - Harcourt Graphia
ISBN - 9780547341248
Idioma - Inglês

Sinopse:
“Thou art the Black Rider. Go thee out unto the world.”

Lisabeth Lewis has a black steed, a set of scales, and a new job: she’s been appointed Famine. How will an anorexic seventeen-year-old girl from the suburbs fare as one of the Four Horsemen of the Apocalypse?

Traveling the world on her steed gives Lisa freedom from her troubles at home: her constant battle with hunger, and her struggle to hide it from the people who care about her. But being Famine forces her to go places where hunger is a painful part of everyday life, and to face the horrifying effects of her phenomenal power. Can Lisa find a way to harness that power — and the courage to battle her own inner demons?

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Opinião:

Normalmente, acho que os livros cuja premissa se pode resumir sem problemas numa frase são ou muito simples ou pouco originais. Neste caso não acontece nem uma coisa nem outra, e a história pode resumir-se mesmo numa simples frase: Este livro é sobre uma rapariga anoréctica que se torna o Cavaleiro do Apocalipse da Fome. Viram? Nem sequer é uma frase grande. Mas parece interessante, não é?

Foi mesmo por isso que fiquei bastante curiosa com este livro. Depois de ler a sinopse achei a premissa super original e interessante, e só lia críticas positivas, por isso dificilmente iria ser um daqueles casos de boa ideia, mas péssima execução, por isso decidi arriscar e comprá-lo. E em boa hora o fiz, adorei o livro!

Este livro é, fora o aspecto de ficção que envolve os Cavaleiros do Apocalipse, uma autêntica viagem à mente de uma anoréctica. Fiquei bastante impressionada com a forma como a autora aborda o tema. Está autêntico, e tão realista que ficamos mesmo a pensar como é que há pessoas que fazem isto ao próprio corpo, sem terem noção do perigo que estão a correr. Mesmo quem nunca passou por este problema, de certeza que em certos aspectos se relaciona com Lisa: quantas vezes, durante aquelas refeições que nos fazem sentir um pouco culpadas por não serem propriamente do mais saudável possível, ouvimos uma voz na nossa cabeça a fazer-nos comentários menos simpáticos?

E não ficamos a conhecer um pouco mais só sobre o problema da anorexia. A melhor amiga da protagonista, Lisa, é bulímica, e há uma parte no livro em que há um relato bastante realista e até "assustador" do seu ritual diário. Achei impressionante o facto de a autora conseguir abordar estes temas de uma forma tão real, e em parte fiquei esclarecida ao ler na nota final que ela foi, numa fase da sua vida, bulímica. Mesmo assim, com certo conhecimento de causa, não se pode retirar o valor do excelente trabalho que ela fez na escrita, pois nem toda a gente consegue escrever brilhantemente mesmo sobre assuntos que conhecem.

Agora, quanto ao resto do livro. Para quem não sabe, os Cavaleiros do Apocalipse são quatro figuras bíblicas que representam os quatro males do mundo: Fome, Guerra, Pestilência e Morte. Neste primeiro livro de uma série, é dado a Lisa o papel do Cavaleiro da Fome, através do qual vai aprender uma valiosa lição para o resto da sua vida.

Embora este primeiro livro seja centrado na personagem de Lisa, os restantes Cavaleiros também fazem a sua aparição, e devo dizer que adorei a Morte (pode parecer um pouco mórbido, mas não consegui evitar!). A partir do momento em que a Morte, supostamente assustadora, naquela sua figura de capa e capuz preto e uma foice, tem falas do género "Thou art Famine, yo" e "At least you didn't go with Muffin" (em relação ao nome que Lisa dá ao seu cavalo), fiquei logo a gostar imenso dele. E já disse que ele tem a aparência física do Kurt Cobain? Se isso não é awesome, não sei o que será. Infelizmente terei de esperar até 2013 para ler o livro dedicado a ele, pois vai ser o último a sair da série!

Recomendo bastante este livro (eu sei que digo quase sempre isto nas minhas opiniões, mas este é mesmo dos melhores livros que li este ano). Na primeira página do livro está escrita a frase "If you have ever looked in the mirror and hated what you saw, this book is for you" (numa tradução livre, "Se alguma vez olhaste para o espelho e odiaste aquilo que viste, este livro é para ti."), e não podia estar mais de acordo. Mete todas as inseguranças que qualquer pessoa possa ter em relação a si própria em perspectiva, e só por isso já vale bastante a pena ler.

Dia 35 – Personagem Literária Para A Qual Escreverias Um Livro

Mesmo problema do dia 18: Se estivessem à espera de que eu escrevesse o livro, bem podiam esperar sentados, e o autor original de todas as personagens que eu poderia referir neste dia de certeza que fariam um trabalho um milhão de vezes melhor do que eu, por isso volto a usar a mesma ideia do dia 34... Quero um livro com a geração anterior à do Harry Potter!

Dia 34 - Personagem Literária Secundária Que Merecia Um Livro Só Dela

Moony, Wormtail, Padfoot e Prongs, Saga Harry Potter

Não sou a única que gostava de ler um livro sobre esta geração de Hogwarts, pois não?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dia 33 – Personagem Literária Com A Qual Terias “One-Night Stand”

Jace Wayland, Caçadores de Sombras

(para quem não sabe, o Jamie-Campbell Bower foi escolhido para o papel de Jace no filme, por isso aqui fica uma manip que fizeram dele com as runas)

Escolhi o Jace para este dia porque embora não me importasse nada de dar uma "voltinha" com ele, acho que em termos de personalidade não seria o melhor dos encaixes, por isso ficava-me mesmo só pela "voltinha". E não ficava nada mal servida!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia 32 – Personagem Literária Com a Qual Terias Uma Relação Amorosa Estável

Kyrian, Predadores da Noite

Seria era um bocado complicado, dado que o senhor é bem casado e pai de filhos, e não desejo mal nenhum ao casamento. Mas de todos os Predadores sempre foi o meu preferido, e para este dia só me vinham à cabeça os personagens da SK, por isso aqui fica o Kyrian.