sábado, 11 de junho de 2011

Opinião #32: "O Dardo de Kushiel" (Livro)

- O DARDO DE KUSHIEL -

Autora:
Jacqueline Carey

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 400
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789896371852
Idioma - Português

Sinopse:
TERRE D’ANGE é um lugar de beleza sem igual. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante do amor entre anjos e humanos se rege por uma simples regra: ama à tua vontade. Phèdre é uma jovem nascida com uma marca escarlate no olho esquerdo. Vendida para a servidão em criança, é comprada por Delaunay, um fidalgo com uma missão muito especial… Foi, também ele, o primeiro a reconhece-la como a eleita de Kushiel, para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. Phèdre é adestrada nas artes palacianas e de alcova, mas, acima de tudo, na habilidade de observar, recordar e analisar. Espia talentosa e cortesã irresistível, Phèdre tropeça numa trama que ameaça os próprios alicerces da sua pátria. A traição põe-na no caminho; o amor e a honra instigam-na a ir mais longe. Mas a crueldade do destino vai levá-la ao limite do desespero… e para além dele. Amiga odiosa, inimiga amorosa, assassina bem-amada; todas elas podem usar a mesma máscara reluzente neste mundo, e Phèdre apenas terá uma oportunidade de salvar tudo o que lhe é mais querido.

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Opinião:

Nem consigo dizer com precisão há quantos meses eu queria ler este livro, mas pelo menos uns três esteve na estante à espera de ser lido. Por isso, fui acumulando uma certa expectativa em relação à história, que se calhar se não tivesse já uma noção daquilo que ia encontrar, podia ter ficado um pouco desiludida. Mas sabendo ao que ia, acabei por aproveitar bastante bem o livro e ficar curiosa para ler os restantes.

Antes de começar a ler, já sabia que a Saída de Emergência tinha dividido os volumes originais ao meio, e que por isso este primeiro livro era a parte introdutória da história, e que só para a parte final é que começava a entrar na parte mais interessante.

Já sabendo isso, deixei-me levar pelas explicações da sociedade de Terre D'Ange, os seus costumes e as suas origens, sem me sentir frustrada por não estar a acontecer nada de muito "relevante", pois no fundo é necessário conhecer toda a formação e infância de Phédre para se perceber o resto da história. E sendo a história contada por ela já adulta, tendo já plena noção de quais os episódios que mais importaram para os acontecimentos que ocorreram no futuro, vai deixando pequenas "dicas" que nos fazem estar atentos aos pormenores, mesmo nessas partes que têm tendência a tornar-se mais maçadoras.

Achei a escrita da autora bastante interessante. Demorei um capítulo ou dois a entrar no ritmo, mas depois consegui apreciar a qualidade com que a história é contada. É o que acaba por dar mais valor ao livro, pois sendo o natural da época em que a história se passa e estando a ser contada na primeira pessoa, de qualquer outra forma o leitor não se sentiria tão envolvido na história. E os meus parabéns ao trabalho de tradução, não deve ter sido nada fácil manter a voz da autora original ao transpor tudo para português.

Quanto à história em si. Achei curiosa a forma como a autora abordou temas tão "complicados" ou de certa forma "tabu" de uma forma tão natural, porque era assim que a sociedade das suas personagens os encaravam também. Sendo uma sociedade com valores diferentes, é normal que a nós nos causem estranheza coisas como a prostituição infantil e o sadomasoquismo (isto já nem tanto nos dias de hoje, mas continua a ser um tema que não se aborda propriamente numa conversa de café), mas a autora conseguiu incluir esses aspectos na mitologia da sua história de uma forma muito neutra.

Estou bastante curiosa para ler o volume seguinte, pois realmente as últimas cem páginas deste primeiro livro é onde se começa a desenrolar a acção propriamente dita, que é cortada de uma forma um pouco abrupta (mas de qualquer forma, tomada a decisão de dividir um livro ao meio, é sempre difícil cortar num ponto onde não cause estranheza ao leitor). E devo dizer que estou a torcer pelo Joscelin e pela Phédre juntos, porque gostei bastante das cenas deles juntos, e tenho por passatempo torcer por casais que parecem impossíveis nos livros.

Que venha o próximo!

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