terça-feira, 14 de junho de 2011

Opinião #34: "O Clã da Loba" (Livro)

- O CLÃ DA LOBA -

Capa:Autora:
Maite Carranza

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 328
Editor - Editorial Presença
ISBN - 9789722343329
Idioma - Português

Sinopse:
Desde que há memória, dois clãs de bruxas, as Omar e as Odish, vivem em permanente conflito, incapazes de conciliar as suas diferenças ancestrais. Apenas uma velha profecia deixa entrever alguma esperança de no futuro a eleita conseguir unir ambas as tribos. E agora todos os sinais confirmam que a chegada dessa eleita está próxima. Quando Anaíd, uma jovem de catorze anos, acorda uma manhã e verifica que a mãe desapareceu, pensa que lhe poderá ter acontecido todo o tipo de coisas, menos que a sua mãe é uma bruxa Omar e considerada por todas aquela de que a profecia fala…

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Opinião:

Se há um livro que li até agora neste ano sobre o qual fiquei bastante dividida na minha opinião, foi com certeza este. Em vários aspectos gostei, noutros começava a pensar se deveria levar a leitura em frente. Como era um livro pequeno e até gostei da história base, acabei de o ler, mas fiquei com algumas reservas.

A mitologia das bruxas é muito boa, e gostei bastante do capítulo onde foi contada a história da origem das bruxas e da sua divisão em dois clãs rivais, pois afastou-se da linguagem que a autora usou no resto do livro, tendo escrito este excerto com uma voz mais "histórica". Já no resto do livro a escrita utilizada causou-me alguma estranheza, mas fiquei sem perceber se foi mesmo problema meu com a forma de escrever da autora, ou se foi um problema de má (ou melhor, péssima) tradução. Qualquer pessoa diz que sabe falar espanhol, mas a verdade é que dependendo da zona de Espanha há muita coisa que muda, e pode ter havido um grande descuido no processo de tradução (e já se sabe que hoje em dia quem anda a formar-se para aprender a traduzir, na maioria dos casos nem o português sabe em condições).

Quanto à história em si, a parte mais interessante era previsível desde o início, embora tivesse um aspecto envolvido do qual eu não estava à espera. Mesmo assim, é um pouco frustrante estar a ler um livro quando já se está a prever o que vai acontecer no fim, e este foi um dos quais em que isso me aconteceu. Mas mesmo com essa parte previsível, houve bastantes aspectos interessantes no que se relaciona com a sociedade das bruxas e a diferença de valores entre os dois clãs. Por isso mesmo prevendo o que ia acontecer, essa curiosidade de saber mais sobre elas levou-me a continuar a ler. Devo ainda dizer que achei que o tema das bruxas foi introduzido na história de forma um pouco "abrupta".

Mas, de todos os pequenos problemas que tive com este livro (que, admito, muitos devem ter sido relacionados com a minha "exigência" enquanto leitora), há um que eu não posso mesmo deixar de referir, porque me deixou perplexa, ao ponto de já o ter referido a várias pessoas com as quais falei sobre este livro, pois não sei mesmo como é que se pode ter deixado um erro daquele género chegar às bancas. Há uma cena no livro em que Anaíd está com uma amiga da mãe ao pé do mar, e surge um "cardume de peixes" (é mesmo assim que surge descrito no livro) a nadar em volta dos seus pés. Eu comecei a imaginar um grupo de pequenos peixes, como é normal, mas no fim do parágrafo surge, para minha admiração, a referência a esses "peixes" como sendo "golfinhos". Sim, aquele animal fofinho e inteligente que embora viva no mar, até uma criança de colo sabe que é um mamífero. Isto fez-me imensa confusão, e levou-me a estar mais inclinada para o facto de a escrita me parecer estranha mesmo por má tradução. Como é que é possível que um tradutor, ou até um revisor, deixe uma coisa destas passar assim?

Fora estes aspectos, até fiquei com uma ideia positiva do livro (embora tenha ficado "alérgica" a livros cuja protagonista é uma criança de 14, 15 anos sobredotada depois de ler "A Sociedade do Sangue"), mas achei que teve um final decente e fiquei sem qualquer tipo de curiosidade em ler o volume seguinte, mesmo depois de ir ler a sinopse. Isto deve-se ao facto de, na minha opinião, não serem deixadas pontas soltas importantes o suficiente neste livro para incitar um leitor a querer continuar a ler.

Mas não vão por mim no caso de o quererem ler, porque, como já disse, fiquei bastante dividida na minha opinião deste livro, e tenho argumentos para defender tanto uma opinião positiva como negativa (sendo o aspecto negativo muito assente na parte linguística que eu, como licenciada em Jornalismo, não consigo deixar de parte). Se o querem ler façam-no, que a história não é má, e até pode ser que a leitura vos corra melhor do que a mim!

1 comentário:

  1. Pois que tu já sabes a minha opinião no que toca a protagonistas, especialmente femininas, na fase da puberdade xD Raramente sai coisa boa lol

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