domingo, 31 de julho de 2011

Aquisições da Semana #18

Costumo usar esta rubrica para mostrar só os livros que compro durante a semana, mas fiz uma compra hoje que tenho mesmo de incluir aqui!

Ora bem, as compras desta semana foram: "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen (e também arranjei o dvd do filme, portanto quando chegar a este livro na minha lista de leitura já tenho um belo serão planeado!), e a primeira temporada completa de Glee em DVD. Como podem confirmar pela etiqueta a Fnac deve ter perdido o juízo, e simplesmente não podia deixar de aproveitar este preço!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Opinião #41: "The Time Traveler's Wife" (Livro)

- THE TIME TRAVELER'S WIFE -

Capa:
Autora:
Audrey Niffenegger

Informação:
Edição/reimpressão - 2004
Páginas - 560
Editor - Vintage
ISBN - 9780099464464
Idioma - Inglês

Sinopse:
This extraordinary, magical novel is the story of Clare and Henry who have known each other since Clare was six and Henry was thirty-six, and were married when Clare was twenty-two and Henry thirty. Impossible but true, because Henry is one of the first people diagnosed with Chrono-Displacement Disorder: periodically his genetic clock resets and he finds himself pulled suddenly into his past or future. His disappearances are spontaneous and his experiences are alternately harrowing and amusing. The Time Traveler's Wife depicts the effects of time travel on Henry and Clare's passionate love for each other with grace and humour. Their struggle to lead normal lives in the face of a force they can neither prevent nor control is intensely moving and entirely unforgettable.

(sinopse em português aqui)

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Opinião:

Sabem quando se define um romance como sendo uma história de amor intemporal?

Pois esta é-o. Literalmente!

Depois de ter visto o filme baseado neste livro fiquei com alguma curiosidade em lê-lo (como fico sempre quando gosto deste género de filmes), e aproveitei uma promoção num dos sites onde costumo fazer compras para o encomendar. Como sempre, ficou uns meses à espera que eu o começasse a ler, mas assim que comecei fiquei logo agarrada à história!

Clare conhece Henry quando tem 6 anos e ele 36, mas Henry apenas conhece Clare quando tem 28 anos e ela 20. Confuso? Talvez um pouco, mas é a desvantagem de se ter a "doença" que Henry não tem como curar: ele viaja no tempo sem que a sua vontade própria tenha algo a dizer sobre isso. É algo que ele não consegue evitar, que lhe dá imensos problemas (mais do que aqueles que ele próprio pode imaginar), mas que lhe salvou a vida quando era apenas uma criança, e lhe deu a oportunidade de conhecer o amor da vida dele.

A minha primeira impressão deste livro, mesmo antes de o abrir, foi "mas que livro grande para uma história tão simples". Afinal, um romance é um romance, por muitos aspectos "anormais" que lhe adicionem, e estava-me mesmo a parecer um livro demasiado extenso para aquilo que já conhecia da história pelo filme. Fiquei com algum receio de que o livro fosse muito descritivo e maçador, mas tentei que isso não afectasse a minha leitura.

O livro é, de facto, muito descritivo, mas para a complexidade desta história (lá se foi a ideia de que era simples!) de facto pede-o. Mas é uma descrição que nunca se torna aborrecida, e aumenta a curiosidade do leitor de continuar a ler, para saber mais e mais sobre a vida deste casal. A história começa no momento em que Henry conhece Clare, e descobre que aquela mulher, que nunca viu na vida, o conhece desde criança. A partir desse primeiro encontro voltamos até à infância de Clare e vamos conhecendo Henry através dela (com alguns momentos do presente e do futuro de ambos pelo meio), até que a história os volta a "apanhar" e a partir daí vamos acompanhando a relação repleta de altos e baixos de ambos.

É interessante tentar encaixar os momentos em que Henry visita Clare em miúda (de notar que estas visitas só começam depois de ambos já estarem casados), que descobrimos no início do livro, com os momentos em que estas visitas acontecem no Presente de ambos, mais para a frente. Às vezes temos mesmo de recorrer à memória ou fazer algumas suposições, mas é o que faz com que a leitura deste livro nos prenda do início ao fim, pois damos por nós a tentar reter o mínimo detalhe, pois pode ser importante mais tarde.

Gostei imenso da escrita da autora, e ganhou imenso a minha admiração ao conseguir escrever uma história deste género de uma maneira brilhante. Não é qualquer pessoa que não ficaria completamente baralhada a tentar organizar datas, acontecimentos e vidas de várias personagens diferentes. O facto de no início de cada capítulo dizer sempre a idade tanto de Henry como de Clare na altura que vai descrever é uma grande ajuda, mas não é apenas por aí que se organiza uma história destas, e as pequenas pistas que são dadas ao longo do livro são uma grande mais-valia.

Quanto à relação livro/filme, devo dizer que acho que está uma adaptação muito bem feita, e o muito que tiveram de cortar para o filme, foi bem retirado. É claro que ao ler o livro ficamos muito mais ligados aos personagens, pois conhecemos todas as suas vidas, mas um livro destes em hora e meia/duas horas de filme era impossível. Gostei mais do final no filme, é muito mais emocionante, mas o do livro é amoroso!

É um facto que este livro pode ser um pouco confuso no início (por mais do que uma vez tive de voltar atrás para confirmar datas), mas vale completamente a pena o "esforço" de continuar a ler, mesmo através de todas as descrições. É uma história de amor muito bonita (e isto vindo de mim, que não sou pessoa de romances, é dizer muito), que nos mete a pensar em todas as coisas que nós nas nossas relações tomamos como garantido.

domingo, 24 de julho de 2011

Aquisições da Semana #17

Apenas um livro esta semana! Tenho mesmo de começar a ler esta série, para poder justificar o facto de continuar a comprar os livros seguintes...

"O Despertar da Meia-Noite", de Lara Adrian.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Opinião #40: "Uma Bruxa Em Apuros" (Livro)

- UMA BRUXA EM APUROS -

Capa:
Autora:
Kim Harrison

Informação:
Edição/reimpressão - 2011
Páginas - 384
Editor - Edições Chá das Cinco
ISBN - 9789897100000
Idioma - Português

Sinopse:
Todas as criaturas das trevas se reúnem na cidade de Hollows para se esconder, festejar… e comer. As longas noites são dominadas por vampiros num mundo de predadores que se caçam uns aos outros sem piedade.
A jovem e sexy Rachel Morgan é caçadora de prémios por profissão e bruxa por vocação. A sua obrigação é manter Hollows minimamente civilizada. Vagueando pelas ruas da cidade, Rachel persegue criaturas sobrenaturais que cacem os habitantes mais inocentes e vulneráveis.
Mas quando a noite esconde os maiores pesadelos imagináveis, uma personalidade forte e uma mão cheia de feitiços podem não ser suficientes para sobreviver. A não ser, claro, que Rachel Morgan seja mais do que aparenta ser…

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Opinião:

Tinha este livro na minha estante praticamente desde que foi publicado, e a minha leitura estava de tal maneira atrasada, que saiu o segundo volume (e comprei-o) antes sequer de começar a ler este. Não costumo fazer isso (para o caso de não gostar do primeiro volume da série, não estar a deitar dinheiro fora comprando os restantes), mas neste caso acertei na minha aposta, pois foi uma leitura bastante interessante!

Acho que já há muito tempo que não lia um livro em que o título lhe assentasse tão bem: Rachel Morgan é, decididamente, uma bruxa em muitos apuros. Toda a gente a quer morta, chegando a um ponto que já nem se sabe muito bem de quem é que vem esta ou aquela tentativa de assassinato. Nesse aspecto fez-me lembrar imenso o "O Despertar das Trevas", pois tem uma premissa parecida. Embora neste livro a escrita seja bastante melhor, e não tenha os defeitos evidentes que o livro da Karen Chance tem. Mas mais sobre isso adiante.

Rachel Morgan é uma bruxa de terra, que trabalha para uma organização que tenta regular a actividade de todos os seres sobrenaturais que habitam em Hollows. No entanto, esse não é um trabalho que agrade completamente a Rachel (devido à falta de atribuição de boas missões por parte do seu chefe), e decide então demitir-se. Mal ela sabia que a partir daí toda a sua vida ia sofrer uma enorme volta.

No início fiquei um pouco céptica em relação a este livro, e nem sei bem dizer porquê. Lembro-me de ler os primeiros capítulos na internet quando a editora os disponibilizou pela altura do lançamento, e não fiquei muito "fascinada" pela história. Agora, ao voltar a ler, tive novamente essa sensação, mas passado um certo ponto a acção prendeu-me ao livro. Não sei se será por ter um início um pouco lento, ou se me fez confusão tentar imaginar um pixy com roupas mais coloridas do que uma árvore de Natal a fazer de apoio a uma agente "policial", mas consegui entrar na história.

O que me fez imediatamente lembrar o "O Despertar das Trevas" foi o facto de a protagonista ser perseguida incessantemente ao longo de todo o livro. Há um encaixe de várias cenas sucessivas em que Rachel está a tentar escapar de algo ou alguém que a quer matar, mas a transição não é abrupta e não é algo que tome conta de toda a linha da história, havendo uma premissa que é seguida pelos personagens ao longo do livro, que a tentam resolver, em vez de ser apenas uma história de "eles querem-me matar, tenho de fugir". Só por aqui coloco este livro acima do da Karen Chance, e acabam por aqui as semelhanças.

Quanto à escrita da autora, fiquei bastante surpreendida. Não é novidade para ninguém que muitas vezes quem escreve fantasia não faz um mínimo esforço para ser diferente, e embora a mitologia deste livro não seja algo único, a maneira como a autora o escreveu dá uma certa "frescura" a algo que já não é novo. Notei isto principalmente nas cenas que envolviam a colega vampira de Rachel, Ivy (entre as quais existe uma tensão que sugere muito mais do que apenas amizade, se é que me entendem), já que todas as suas reacções e alterações inerentes ao seu estado de vampira estão muito bem escritas.

Foi uma boa introdução para uma série, e fiquei curiosa para ler o seguinte, que é o mínimo que se pode pedir de um primeiro volume. Agora espero conseguir fazê-lo antes de ser publicado mais algum!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Opinião #39: "Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2" (Filme)

- HARRY POTTER E OS TALISMÃS DA MORTE - PARTE 2 -

Trailer:


Ficha Técnica:

Acção/Aventura, 130 min
Realização - David Yates
Argumento - Steve Kloves
Interpretação - Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Alan Rickman, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes

Sinopse:
No épico final, a batalha entre as forças do bem e do mal do mundo dos feiticeiros vai originar uma guerra sem precedentes. Os riscos nunca foram tão elevados e ninguém está seguro. Mas é Harry Potter quem terá de fazer o sacrifício final, pois a luta com Lord Voldemort aproxima-se. Tudo acaba.

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Opinião:

Eu cresci com o Harry Potter. Lembro-me de receber o meu primeiro livro da saga, e de ter encontrado assim o meu amor pelos livros e pelo mundo da fantasia. Lembro-me de ver as cassetes dos dois primeiros filmes (dobrados em português), outra e outra vez, até que quase estraguei o vídeo de tanto as rebobinar. Lembro-me de acordar às 6 da manhã para ir a pé, sob chuva torrencial, até à livraria onde tinha o "Ordem da Fénix" reservado já há mais de um mês, e estar até às 3 da manhã do dia seguinte agarrada ao livro. Lembro-me de todas as directas que fiz depois da publicação de mais uma aventura. E acima de tudo lembro-me da companhia que esta saga me fez quase toda a minha vida.

Por isso foi com uma mistura de alegria e tristeza que fui ver este filme. Alegria pois ia finalmente ver com os meus próprios olhos o final daquilo que passei anos a imaginar dentro da minha cabeça. E tristeza pois era a última oportunidade de ver um brilhante grupo de actores a dar vida a esta história. Mas saí da sala de cinema bastante satisfeita!

Achei o início do filme um pouco "abrupto", mas já era de esperar quando se trata da divisão de um livro. Muito basicamente é este o único pseudo-defeito que tenho a apontar ao filme, porque de resto foi tudo excelente. Está brilhantemente bem feito, adorei tudo, e se quisesse estar aqui a apontar tudo aquilo de que gostei neste filme ficava aqui infinitamente, por isso nem sequer vou começar.

Passei todo o filme num misto de riso e de quase-choro (só não chorei mesmo graças ao facto de me lembrar de certas cenas dos musicais dos Starkids -A Very Potter Musical e A Very Potter Sequel, se ainda não viram não sei do que é que estão à espera - depois das cenas mais dramáticas, se não tinha mesmo chorado que nem um bebé), e acção foi coisa que não faltou. Sempre achei que este livro tinha muita coisa a acontecer num curto espaço de tempo, e que poderia ser um pouco maior por causa disso, mas acho que no filme ficou tudo bem distribuído, não faltando nada de essencial e acabando por não ser um filme assim tão grande, comparando com os restantes da saga. Sendo assim, foi mesmo a melhor das decisões dividir o livro em dois filmes (não que alguma vez tenha duvidado disso).

O 3D também estava muito bom, mas aqui tem mesmo tudo a ver com a tecnologia utilizada pelos cinemas. Esqueçam o 3D com aqueles inúteis óculos de plástico, e vão a um cinema onde tenham tecnologia de expand 3D e um sistema activo nos óculos (não vou falar em "marcas", mas se quiserem saber é só perguntar). Realmente foi uma experiência muito boa, e em certas cenas parecia mesmo que estava dentro do filme. Mas sendo um filme de Harry Potter já era de esperar que não fosse um 3D feito de qualquer maneira!

Depois do filme acabar, ainda andei um bom bocado a tentar acostumar-me à ideia de que tinha acabado de ver pela última vez Harry Potter no grande ecrã. Mas não fiquei triste nem sentimental, pois nunca acredito quando dizem que Harry Potter acabou. Tal como é dito várias vezes ao longo da saga, as pessoas de que gostamos nunca desaparecem completamente, ficam sempre no nosso coração. Por isso não, Harry Potter não "acabou". Enquanto houver novas gerações a pegar pela primeira vez nos seus livros, a verem os filmes, a apaixonarem-se por esta história que cativou todo o mundo, Harry Potter nunca vai acabar. Apenas vai começar outra, outra, e outra vez.

domingo, 17 de julho de 2011

Aquisições da Semana #16

Esta semana foi mais calma em termos de compras (como era suposto que fosse sempre, mas acho que entro numa espécie de transe quando estou perto de livros que quero, e não respondo por mim), mas havendo algo para mostrar, aqui fica o meu habitual post de domingo!

"A Idade da Inocência", de Edith Wharton (colecção Focus), "A Sangue Frio", de Truman Capote (pedido no winkingbooks), e a grande compra desta semana, "Pecados na Noite", de Sherrilyn Kenyon!

Opinião #38: "A Senhora da Magia" (Livro)

- A SENHORA DA MAGIA -

Capa:
Autora:
Marion Zimmer Bradley

Informação:
Edição/reimpressão - 1987
Páginas - 316
Editor - Difel
ISBN - 9722900781
Idioma - Português

Sinopse:
Num universo paralelo à Grã-Bretanha celta, a enigmática ilha de Avalon é a guardiã dos grandes mistérios eternos e sagrados. E os que estão destinados a viver nos dois mundos são, passo a passo, confrontados com as antigas tradições ligadas à Natureza, e às suas forças obscuras, e à nova fé cristã que procura espalhar-se no território.

No centro de A Senhora da Magia, primeiro dos quatro volumes desta saga, está Morgaine, a meia-irmã de Arthur, que se encontra num processo de iniciação para se tornar Grã-Sacerdotisa de Avalon. O seu grande objectivo é afastar a Bretanha da nova religião que encara a mulher como portadora do pecado original, ao mesmo tempo que desenvolve todos os esforços para colocar o seu meio-irmão no poder, como símbolo e líder da Bretanha unificada, sob a égide de Avalon e da Espada Mágica, Excalibur.

Num ambiente verdadeiramente mágico de paganismo, cristianismo, rituais mágicos e visões, sensualidade e realidade, A Senhora da Magia introduz-nos no mundo lendário do Rei Arthur, dos Cavaleiros da Távola Redonda e das Cruzadas. É o olhar feminino sobre o tempo da busca da paz e da unificação da Bretanha: cheio de inesperadas cintilações e magias, repleto de penumbras, brumas e rituais femininos. Uma perspectiva alucinante e vertiginosa de uma época onde tudo era possível através dos poderes das mulheres.

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Opinião:

Esta sinopse (retirada do site da wook) é bastante explicativa, por isso vou abster-me de tentar apresentar a história de melhor maneira, e apenas falar da minha experiência de leitura.

Depois de anos (literalmente) a tentar ser convencida pela Lóide a começar a ler os livros da Marion Zimmer Bradley, finalmente cedi e aproveitei uma óptima oportunidade em termos de preço para comprar o primeiro volume das Brumas de Avalon (com as capas antigas da Difel, pois não gosto das mais recentes, embora estas edições sejam mais difíceis de encontrar).

Entretanto, o livro ficou uns meses na estante. É verdade que qualquer livro que eu compre passa no mínimo uns dois ou três meses até que eu finalmente o leia (a não ser que seja algum que eu não consiga mesmo resistir a passar à frente), devido à quantidade que tenho em lista de espera, mas este ia adiando por uma razão. Tinha receio de que, depois de tanto tempo a ouvir maravilhas sobre os livros, eu acabasse por não gostar e ter um belo momento constrangedor a tentar explicar o porquê a alguém que muito basicamente venera a senhora (sim, Lóide, ainda estou a falar de ti!).

Mas, felizmente, esse momento nunca chegou, porque adorei!

Não me chamem feminista, mas adoro ler todo o tipo de livros que falem sobre sociedades onde o poder reside nas mulheres. Foi uma das razões porque adorei a Trilogia do Elfo Negro, por exemplo, e também me fez gostar bastante deste livro, embora essa vertente não esteja tão presente como na Trilogia. Gostei especialmente do confronto religioso que se cria entre o paganismo seguido pelas sacerdotisas de Avalon e o cristianismo com os seus padres. É curioso como a crença mais antiga admite a convivência com outras (afirmando que todos acreditam no mesmo Deus), mas a que se instala mais recentemente recusa-se terminantemente a fazer o mesmo, e afirma-se como crença soberana. Parece-vos familiar?

Gostei do facto de a história ser contada do ponto de vista de Morgaine, e de começar muitos anos antes de os eventos principais sequer ocorrerem, mas mesmo assim não se tornar maçador. Muitas vezes há autores que "atiram" as suas histórias logo para acção, pois não têm capacidade de manter um leitor atento em momentos menos densos de enredo. Mas, neste caso, dei por mim bastante curiosa em saber mais sobre as origens de Morgaine e da sua família, e de como a história iria evoluir para ela se tornar meia-irmã de Arthur.

Já há muitos anos que tinha curiosidade em aprender mais sobre esta época e a lenda do Rei Arthur, e vejo que comecei pelo sítio certo. Nota-se à distância o nível extenso de pesquisa que a autora fez antes de escrever estes livros (e, se não se notasse, há toda uma nota de autor em que ela fala extensivamente sobre isso), e para alguém que, como eu, não era a pessoa mais conhecedora desta época, foi uma agradável surpresa aprender certos aspectos destas lendas sobre os quais até agora não fazia ideia.

Costumo sempre falar sobre o tipo de escrita dos autores que leio, principalmente numa primeira experiência, mas neste caso não sei mesmo como a descrever, para além de dizer que ela faz parecer verdadeira uma história de ficção. Para quem já a conhece, basta dizer: É Marion Zimmer Bradley! Para quem não a conhece, também basta apenas um: Leiam, não se vão arrepender!

Já tenho o segundo volume desta série, e estou bastante curiosa em começar a lê-lo. Foi uma boa aposta, e recomendo bastante esta série a quem, muito basicamente, gosta de um bom livro. Não deixem que a minha opinião confusa vos demova de o ler (já que ultimamente não sou capaz de pôr as minhas ideias em ordem naquilo que escrevo), porque o livro é mil vezes melhor do que aquilo que eu o fiz parecer!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Optimus Alive 2011

Era suposto ter feito uma série de posts relacionadas com a minha ida ao Alive deste ano, mas com a azáfama que foram estas semanas (a tentar encaixar a minha ida de três dias ao festival com o trabalho), já não faz muito sentido estar a falar muito pormenorizadamente de algo que já se passou praticamente há uma semana. Mas aqui fica um resumo.

Andei durante meses a tentar arranjar um passe de três dias a um preço mais acessível, através do meu pai (que parece que tem conhecimentos em todo o lado), mas sem efeito. Já tinha desistido da ideia de ir, e depois comecei a trabalhar, pondo assim a ideia completamente de parte. Mas, no primeiro dia do Alive (o de Coldplay), telefona-me ele a dizer que tinha conseguido um passe. Passei o dia todo a pensar que não ia conseguir ir (estava baralhada com as datas e pensava que ia trabalhar em dois dos três dias), mas finalmente lá consegui encaixar tudo, e no dia 7 à tarde fui buscar o meu bilhete!


Dia 7 - Quando cheguei já tinha começado o primeiro concerto do palco principal (Jimmy Eat World), mas entretanto ainda fui trocar o meu bilhete pela pulseira de três dias. Como fui uma ida um pouco inesperada acabei por não ter tempo de me informar mais sobre as bandas que não conhecia tão bem, por isso aproveitei para também dar uma volta pelo recinto, pelos outros palcos e voltei para ver a segunda metade do primeiro concerto. Fiquei por lá para ver My Chemical Romance, banda da qual muito sinceramente apenas conhecia três músicas (e dessas, só tocaram duas), por isso fiquei bastante surpreendida por ter gostado tanto. São uma boa banda ao vivo, e foram os únicos, nos três dias, que se deram ao trabalho de referir mais do que uma vez todas as bandas que iam tocar nesse dia (mesmo que lhe tenha saído um "Xutos e Ponteipes", valeu pela intenção!). Depois Xutos e Pontapés já se sabe como é, deve ser raro o português que nunca os viu ao vivo. Entretanto eu estava a considerar ir para casa mais cedo, pois estava completamente sozinha e ir a um festival sozinha é do mais deprimente que há, mas durante Iggy Pop (que nem me dei ao trabalho de ficar lá a ver, não é mesmo o meu género de música), encontrei um grupo com colegas meus que também iam aos três dias, e a partir daí melhorou imenso. Passámos o resto da noite na galhofa, fomos ver Foo Fighters até às tantas, espreitámos Buraka Som Sistema, e fomos embora por volta das 3 da manhã.

Dia 8 - Era o dia pelo qual eu estava mais ansiosa, e a razão por que eu queria ir ao Alive, e foi o maior flop que eu já vi no mundo dos festivais. Não me quero alargar muito, mas há mesmo MUITA coisa que aconteceu lá que nunca foi passada cá para fora (e que nem muita gente que lá esteve chegou a saber), e que apenas piora a já má ideia que eu tinha da Everything is New. Digamos apenas que já estive em concertos esgotados nos quais estive muito mais confortável do que quando os seguranças do Alive nos começaram a esmagar contra as grades, e a recusarem-se a ajudar quem se sentia mal. Foi um suceder de faltas de respeito para com quem pagou 50 ou 100 euros para ali estar, sem termos recebido satisfações nenhumas, o que eu soube sobre o que se estava a passar soube-o por pessoas que não estavam lá. 30 Seconds to Mars lá acabaram por tocar (e dar um concerto brutal como já é de esperar deles) uma reles hora, e depois ficámos para ouvir The Chemical Brothers. Se tivesse ido sozinha não ficava lá para os ver, mas um dos meus colegas adora-os, por isso fomos mesmo lá para a frente (depois de as miúdas chorosas se irem todas embora). Ia ficando sem tímpanos, mas até gostei!

Dia 9 - Depois de apenas 3 horas de sono derivadas da chegada a casa às 5 da manhã e ter de ir trabalhar das 11h às 20h neste dia, cheguei ao Alive estafada e apenas apanhei as duas últimas músicas de Kaiser Chiefs, concerto que queria mesmo ver por curiosidade, mas que tinha de perder se quisesse ir de todo neste dia (escolhas!). Depois ficámos num sítio mesmo bom para Paramore, e foi um concerto brutal! Havia alturas em que eu não conseguia ouvir a Hayley a cantar, só o público. Eles adoraram-nos (modéstia à parte), e ela disse mais do que uma vez que tinham demorado muito tempo a virem cá, por isso espero mesmo que voltei a Portugal num futuro próximo, adorei a presença deles ao vivo! Depois do concerto deles fomos jantar, porque Jane's Addiction foi provavelmente a banda mais estranha que eu já vi na minha vida, e Duck Sauce não nos interessava minimamente (durante quanto tempo se consegue usar o nome da Streisand numa música sem ficar repetitivo?). Ficámos por lá mais um bocado pelas bancas e afins, e depois fomos embora.

Concluindo, se não fosse o dia 8, eu tinha completamente adorado o Alive. Mas assim fiquei com uma péssima ideia da organização daquilo, e muito sinceramente, embora tenha gostado bastante de todas as bandas que vi (e já esteja a tratar de adicionar muitas delas ao meu ipod), fiquei bastante de pé atrás para lá voltar e pensarei duas ou três vezes antes de o fazer, a menos que tenham um cartaz a que eu não possa mesmo dizer que não (pois este ano sim tinham um bom cartaz, mas muito basicamente só duas bandas é que me fizeram ir lá).

Valeu pela companhia e os bons momentos passados em grupo, que embora não tenha registo deles (a máquina fotográfica ficou-me sem pilhas e o telemóvel tirava péssimas fotografias de noite), vou-me sempre lembrar deles! Valeu pelo alargar dos meus conhecimentos musicais (estou neste preciso momento a ouvir My Chemical Romance, quando antes pensava que não iria gostar da música deles), e o descobrir que se deve sempre dar uma oportunidade a todos os géneros de música (até no palco clubbing eu me diverti!). Valeu pela boa música (quanto a houve).

Que venham mais festivais de verão (mas organizados como deve ser)!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aquisições da Semana #15

Este post vem um dia atrasado (esta semana foi de loucos por causa do Alive, mas assim que puder faço um post sobre isso!), mas aqui ficam os livros que vieram para a minha já recheada estante esta semana!

"O Beijo da Meia-Noite" de Lara Adrian (tinha o segundo e já encomendei o terceiro, preciso de começar a ler esta série!), "O Braço Esquerdo de Deus" de Paul Hoffman e "Inkheart - Coração de Tinta" de Cornelia Funke através de uma troca, e "Tristão e Isolda" de Joseph Bédier, da colecção da Focus.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Opinião #37: "Shiver" (Livro)

- SHIVER -

Capa:
Autora:
Maggie Stiefvater

Informação:
Edição/reimpressão - 2009
Páginas - 392
Editor - Scholastic
ISBN - 9781407115009
Idioma - Inglês

Sinopse:
the cold.
Grace has spent years watching the wolves in the woods behind her house. One yellow-eyed wolf—her wolf—watches back. He feels deeply familiar to her, but she doesn't know why.
the heat.
Sam has lived two lives. As a wolf, he keeps the silent company of the girl he loves. And then, for a short time each year, he is human, never daring to talk to Grace...until now.
the shiver.
For Grace and Sam, love has always been kept at a distance. But once it's spoken, it cannot be denied. Sam must fight to stay human—and Grace must fight to keep him—even if it means taking on the scars of the past, the fragility of the present, and the impossibility of the future.


(sinopse em português aqui)

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Opinião:

Já aqui tinha dito numa das minhas opiniões que adoro quando sou surpreendida por um livro que me apresenta uma premissa que não está inteiramente explícita na sinopse, e este foi um desses casos. Já tinha lido muito boas críticas a este livro, mas estava de certo modo de pé atrás pois estava com receio que fosse apenas mais um a aproveitar a onda dos vampiros e lobisomens que o Twilight começou. Mas estava enganada!

Grace foi atacada em criança pela matilha de lobos que vive na floresta ao lado de sua casa. Podia ter sido morta, mas um dos lobos mostrou compaixão pouco característica no mundo animal, e salvou-a. Desde aí, Grace vive obcecada durante anos com esses lobos, principalmente com o que a salvou, de olhos amarelos (e sim, de início estava sempre a lembrar-me dos vampiros "vegetarianos" por causa da cor dos olhos, mas depressa me esqueci da comparação). Mas os lobos apenas surgem durante o Inverno, deixando Grace a contar os dias até aos primeiros sinais de neve durante todo o Verão.

O primeiro aspecto que me agradou neste livro foi a escrita da autora. Estava à espera de uma escrita muito mais dirigida a um público mais jovem, muito simples e pouco trabalhada, mas surpreendeu-me, com uma prosa bastante fluída, ritmada, trabalhada (sem se tornar complicada) e, sem encontrar outra palavra para a descrever, "bonita". Como este livro, infelizmente, tive de o ler só no pouco tempo que andava de transportes, dava por mim super frustrada por não poder ler quase tudo de uma vez. Se não tivesse sido este o caso, penso mesmo que o teria lido no máximo em dois dias, de tanto que fiquei presa à história. E mesmo assim não é um livro com uma story line muito aprofundada, é claramente uma introdução à relação de Grace e Sam, o que ainda valoriza mais o facto de me ter conseguido prender de tal maneira.

Em segundo lugar, outro pormenor que já por aqui referi várias vezes que é decisivo para a minha boa opinião sobre um livro: a originalidade. Adorei a mitologia dos lobisomens criada pela autora, pois nunca tinha lido algo parecido.

Nesta série, a mudança dos lobisomens não é influenciada pela mudança das fases da lua como popularmente se diz, ou então feita de livre vontade (os chamados shapeshifters), mas sim de acordo com a temperatura. Os lobisomens encontram-se na sua fase de lobos durante o tempo frio, apenas voltando a ser humanos durante a Primavera/Verão. Mas, com o passar dos anos, cada vez mais tarde conseguem voltar a ser humanos (apenas no pico do Verão ou com muito altas temperaturas), até que chegam a um ponto em que passam o resto das suas vidas "presos" na forma de lobos. E são simplesmente lobos (nada de "monstros" enormes ou outras coisas do género), sendo que a única diferença é que os lobisomens mantêm na sua forma de lobos os seus olhos humanos.

Se não fosse esta "novidade" considerável, muito provavelmente o livro seria bastante aborrecido e "apenas mais um", mas dei por mim a querer saber mais e mais sobre os lobos, os seus costumes e a restante matilha. Mas embora tenha sido este o ponto que ajudou bastante a que gostasse do livro, o romance entre Grace e Sam também está muito bem escrito (embora pareça um pouco insta-romance, mesmo que de certa forma justificado), e a minha miúda interior ficou com vontade de ter um lobinho só para ela (pelo menos este não se apaixonou por uma recém-nascida...).

Recomendo a quem gosta deste género, não é uma leitura que exija muito mas vale bastante a pena! (e peço desculpa pela opinião mal desenvolvida, mas foi o que consegui arranjar depois de vários dias de trabalho sem poder pensar muito no que escrever).

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Aquisições da Semana #14

Esta semana faço este post uns dias mais cedo, mas como não sei se venho à internet durante o fim de semana e tenho bastantes livros para mostrar (e não tenho intenções de comprar mais até domingo), aqui fica um "Aquisições da Semana" antecipado, mas bem recheado!

"Beyond The Highland Mist" de Karen Marie Moning e "Wicked Game" de Jeri Smith-Ready. Recebi ambos através de uma pseudo-troca, e estando na minha wishlist há tanto tempo, estou ansiosa para os começar a ler!

"Bruxa e Detetive" de Kim Harrison (ainda não li o primeiro, mas é o próximo na minha lista), "A Marca de Kushiel" de Jacqueline Carey (li o primeiro e adorei, andava desde então à procura deste!), "As Brumas de Avalon - Rainha Suprema" de Marion Zimmer Bradley (estou agora a ler "A Senhora da Magia", e já sei que vou querer continuar) e "Romeu e Julieta" de William Shakespeare (da nova colecção que a Focus está a lançar. É um clássico que nunca li, e esta é a oportunidade perfeita de o ler a muito baixo custo! E é de capa dura com uma imagem do filme, o que me fez querer ainda mais comprá-lo). Todos estes livros custaram nada mais nada menos que 18 euros! Não podia deixar de os trazer.

E sim, eu continuo auto-proibida de comprar livros (embora não pareça), mas tecnicamente nenhum deles me custou um cêntimo a mim (os que foram comprados eu insisti para pagar, mas ofereceram-mos). Mas foi uma grande semana para mim em termos de livros, por isso vou andar uns dias sem me queixar do aumento considerável da pilha para ler.

Venham muitas semanas assim!