quinta-feira, 14 de julho de 2011

Optimus Alive 2011

Era suposto ter feito uma série de posts relacionadas com a minha ida ao Alive deste ano, mas com a azáfama que foram estas semanas (a tentar encaixar a minha ida de três dias ao festival com o trabalho), já não faz muito sentido estar a falar muito pormenorizadamente de algo que já se passou praticamente há uma semana. Mas aqui fica um resumo.

Andei durante meses a tentar arranjar um passe de três dias a um preço mais acessível, através do meu pai (que parece que tem conhecimentos em todo o lado), mas sem efeito. Já tinha desistido da ideia de ir, e depois comecei a trabalhar, pondo assim a ideia completamente de parte. Mas, no primeiro dia do Alive (o de Coldplay), telefona-me ele a dizer que tinha conseguido um passe. Passei o dia todo a pensar que não ia conseguir ir (estava baralhada com as datas e pensava que ia trabalhar em dois dos três dias), mas finalmente lá consegui encaixar tudo, e no dia 7 à tarde fui buscar o meu bilhete!


Dia 7 - Quando cheguei já tinha começado o primeiro concerto do palco principal (Jimmy Eat World), mas entretanto ainda fui trocar o meu bilhete pela pulseira de três dias. Como fui uma ida um pouco inesperada acabei por não ter tempo de me informar mais sobre as bandas que não conhecia tão bem, por isso aproveitei para também dar uma volta pelo recinto, pelos outros palcos e voltei para ver a segunda metade do primeiro concerto. Fiquei por lá para ver My Chemical Romance, banda da qual muito sinceramente apenas conhecia três músicas (e dessas, só tocaram duas), por isso fiquei bastante surpreendida por ter gostado tanto. São uma boa banda ao vivo, e foram os únicos, nos três dias, que se deram ao trabalho de referir mais do que uma vez todas as bandas que iam tocar nesse dia (mesmo que lhe tenha saído um "Xutos e Ponteipes", valeu pela intenção!). Depois Xutos e Pontapés já se sabe como é, deve ser raro o português que nunca os viu ao vivo. Entretanto eu estava a considerar ir para casa mais cedo, pois estava completamente sozinha e ir a um festival sozinha é do mais deprimente que há, mas durante Iggy Pop (que nem me dei ao trabalho de ficar lá a ver, não é mesmo o meu género de música), encontrei um grupo com colegas meus que também iam aos três dias, e a partir daí melhorou imenso. Passámos o resto da noite na galhofa, fomos ver Foo Fighters até às tantas, espreitámos Buraka Som Sistema, e fomos embora por volta das 3 da manhã.

Dia 8 - Era o dia pelo qual eu estava mais ansiosa, e a razão por que eu queria ir ao Alive, e foi o maior flop que eu já vi no mundo dos festivais. Não me quero alargar muito, mas há mesmo MUITA coisa que aconteceu lá que nunca foi passada cá para fora (e que nem muita gente que lá esteve chegou a saber), e que apenas piora a já má ideia que eu tinha da Everything is New. Digamos apenas que já estive em concertos esgotados nos quais estive muito mais confortável do que quando os seguranças do Alive nos começaram a esmagar contra as grades, e a recusarem-se a ajudar quem se sentia mal. Foi um suceder de faltas de respeito para com quem pagou 50 ou 100 euros para ali estar, sem termos recebido satisfações nenhumas, o que eu soube sobre o que se estava a passar soube-o por pessoas que não estavam lá. 30 Seconds to Mars lá acabaram por tocar (e dar um concerto brutal como já é de esperar deles) uma reles hora, e depois ficámos para ouvir The Chemical Brothers. Se tivesse ido sozinha não ficava lá para os ver, mas um dos meus colegas adora-os, por isso fomos mesmo lá para a frente (depois de as miúdas chorosas se irem todas embora). Ia ficando sem tímpanos, mas até gostei!

Dia 9 - Depois de apenas 3 horas de sono derivadas da chegada a casa às 5 da manhã e ter de ir trabalhar das 11h às 20h neste dia, cheguei ao Alive estafada e apenas apanhei as duas últimas músicas de Kaiser Chiefs, concerto que queria mesmo ver por curiosidade, mas que tinha de perder se quisesse ir de todo neste dia (escolhas!). Depois ficámos num sítio mesmo bom para Paramore, e foi um concerto brutal! Havia alturas em que eu não conseguia ouvir a Hayley a cantar, só o público. Eles adoraram-nos (modéstia à parte), e ela disse mais do que uma vez que tinham demorado muito tempo a virem cá, por isso espero mesmo que voltei a Portugal num futuro próximo, adorei a presença deles ao vivo! Depois do concerto deles fomos jantar, porque Jane's Addiction foi provavelmente a banda mais estranha que eu já vi na minha vida, e Duck Sauce não nos interessava minimamente (durante quanto tempo se consegue usar o nome da Streisand numa música sem ficar repetitivo?). Ficámos por lá mais um bocado pelas bancas e afins, e depois fomos embora.

Concluindo, se não fosse o dia 8, eu tinha completamente adorado o Alive. Mas assim fiquei com uma péssima ideia da organização daquilo, e muito sinceramente, embora tenha gostado bastante de todas as bandas que vi (e já esteja a tratar de adicionar muitas delas ao meu ipod), fiquei bastante de pé atrás para lá voltar e pensarei duas ou três vezes antes de o fazer, a menos que tenham um cartaz a que eu não possa mesmo dizer que não (pois este ano sim tinham um bom cartaz, mas muito basicamente só duas bandas é que me fizeram ir lá).

Valeu pela companhia e os bons momentos passados em grupo, que embora não tenha registo deles (a máquina fotográfica ficou-me sem pilhas e o telemóvel tirava péssimas fotografias de noite), vou-me sempre lembrar deles! Valeu pelo alargar dos meus conhecimentos musicais (estou neste preciso momento a ouvir My Chemical Romance, quando antes pensava que não iria gostar da música deles), e o descobrir que se deve sempre dar uma oportunidade a todos os géneros de música (até no palco clubbing eu me diverti!). Valeu pela boa música (quanto a houve).

Que venham mais festivais de verão (mas organizados como deve ser)!

2 comentários:

  1. Parece ter sido giro. ;) Excepção feita ao dia 8. É pena que as coisas por vezes não estejam bem organizadas, isto era uma situação que punha em perigo a segurança das pessoas e a sensação que deu cá fora foi que tudo foi resolvido "em cima do joelho". :/

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  2. Foi resolvido em cima do joelho porque eles quiseram. Desde as 18.30h da tarde, que foi quando nos mandaram sair da área à frente do palco, até por volta das dez da noite, que foi quando nos disseram que iam COMEÇAR os trabalhos, não apareceu uma única pessoa no palco ou à volta, estava tudo deserto. Só por volta das onze é que apareceu um grupo de gajos com capacetes e puseram as gruas a segurar os holofotes.

    Por isso há muita coisa que não foi bem explicada, e se tivessem dito lá que era um risco de segurança (em vez de darem a entender que a culpa era dos 30 Seconds to Mars, que queriam meter um palco onde nós estávamos), se calhar as pessoas até tinham percebido e colaborado.

    Enfim, isto era um assunto que dava pano para muitas mangas! Mas sim, foi bastante giro e gostei imenso de ir :)

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