segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Opinião #52: "Uma Grandiosa e Terrível Beleza" (Livro)

- UMA GRANDIOSA E TERRÍVEL BELEZA -

Capa:
Autora:
Libba Bray

Informação:
Edição/reimpressão - 2011
Páginas - 352
Editor - Edições Gailivro
ISBN - 9789895578702
Idioma - Português

Sinopse:
Gemma Doyle não é igual às outras raparigas de postura irrepreensível, que só falam quando interpeladas, que conservam a postura, que permanecem deitadas e que pensam na Inglaterra quando lhes é pedido. Não, Gemma é uma ilha. Aos dezasseis anos é enviada para a Academia Spence, em Londres, após uma tragédia que assombrou a sua família na Índia. Sozinha, carregando o peso da culpa e propensa a visões do futuro que têm o mau hábito de se concretizar, Gemma é alvo de uma recepção gelada. Mas Gemma não está só… ela foi seguida por um jovem misterioso, que quer que a sua mente se feche às visões. Em Spencer os poderes de Gemma ganham força. Ela vê-se enredada com as raparigas mais influentes da escola e descobre a ligação da sua mãe a um grupo obscuro conhecido por a Ordem. E será aí que o seu destino a espera… se Gemma acreditar nele. "Uma Grandiosa e Terrível Beleza" é o tipo de livro que não conseguimos largar… É uma vasta tapeçaria de saias rodadas, de sombras dançantes e de coisas que se escondem na escuridão. É um retrato vivo da época vitoriana, altura em que as raparigas eram educadas para serem esposas de homens ricos… E é a história de uma rapariga que viu um caminho diferente.

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Opinião:

A primeira e única palavra que me vem à cabeça para descrever este livro é, com toda a certeza, "aborrecido". Apenas o terminei por teimosia e por ser um livro pequeno (não me ocupando assim tanto tempo quanto isso), mas posso jurar que descobri nele a minha cura para uma noite de insónias.

Não me quero alongar muito nesta opinião, até porque sinceramente penso que não o merece, mas a verdade é que estava à espera de mais. Não tinha muitas expectativas em relação a ele (e nem sequer me despertou curiosidade ao ponto de o comprar, tendo-o apenas porque o ganhei num passatempo), mas as poucas que tinha não foram cumpridas.

Estava à espera de um livro histórico. Li um livro onde nada me indica a época onde se passa fora as referências a datas e as menções óbvias e introduzidas "à pressão" do sentido de decoro das mulheres da altura (e rio-me bastante de cada vez que vejo escrito na sinopse que "É um retrato vivo da época vitoriana"). Estava à espera de um livro com um aspecto paranormal. Li um livro onde há uma rapariga que tem um par de visões em toda a história, e que entra num qualquer mundo alternativo que mais parece o fruto da imaginação de quem andou a fumar produtos ilegais. Estava à espera de um romance. E aqui não li mesmo nada disso.

Mas o que mais me desiludiu foi mesmo o facto de a protagonista, Emma, não ser assim tão diferente das suas colegas. No início gostei bastante do seu sarcasmo e aparente desinteresse por aquilo que a sociedade esperava de si, mas a partir do momento em que se muda para a sua nova escola, basicamente perde-se na multidão. Essa personalidade desapareceu, e apenas a distingui das outras raparigas pelo nome. Para além disso, não houve, na minha opinião, qualquer tipo de desenvolvimento em qualquer das personagens.

Admira-me o facto de este livro fazer parte de uma série. Não há qualquer tipo de pergunta cuja resposta não tenha sido dada, ou que suscite curiosidade suficiente no leitor para ler mais um livro (e quanto mais dois, já que é uma trilogia). Para mim, é um daqueles casos em que se começa a ter pena das árvores e a lamentar o desperdício de papel.

Foi bom apenas para passar o tempo e para ter uma leitura que não exigisse muito de mim, mas foi leve e sem enredo demais para o meu gosto.

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