terça-feira, 11 de outubro de 2011

Opinião #56: "O Hipnotista" (Livro)

- O HIPNOTISTA -

Capa:Autor:
Lars Kepler

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 560
Editor - Porto Editora
ISBN - 978-972-0-04066-4
Idioma - Português

Sinopse:
Estocolmo. Uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre.

Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços. Urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios.

Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou...

Uma leitura compulsiva carregada de suspense. Um mistério caracterizado por estranhos e inesperados contornos.

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Opinião:

Este foi mais um caso de livro em que andei a adiar a sua leitura durante meses. Para além do tempo habitual que os livros ficam na minha estante até chegar a sua vez de serem lidos, quando cheguei finalmente a este, ainda lhe passei uns quantos à frente, a ganhar coragem para começar. Para quem já acompanha as minhas opiniões sabe que eu sou um pouco "selectiva" quanto a ler policiais: ou me está mesmo a apetecer, ou então nem vale a pena. E este embora me despertasse curiosidade, o tamanho considerável estava a demover-me um pouco de o começar (quanto mais não seja, por amor aos meus ombros por andar com ele dentro da mala).

Mas, finalmente, lá me deu vontade de ler um policial, e peguei nele. No início a forma de escrita fez-me um pouco de confusão, por ser demasiado descritiva, e para além disso a história passa-se na primeira pessoa e é contada no Presente, o que não estou de todo habituada a ler (mais a parte do tempo verbal utilizado). No início estive quase tentada a desistir do livro, pois para além destes factores, estava a tornar-se extremamente maçador ler todos os pormenores de um mesmo dia, contados por várias pessoas. Durante cerca de 80 páginas a acção passou-se sempre no mesmo dia, mudando apenas o ponto de vista dos personagens. Cheguei mesmo ao ponto de passar páginas à frente, só para ver quando é que finalmente se ia passar para o dia seguinte.

Mas assim que a história ganhou ritmo, fiquei completamente presa na leitura. As páginas passavam e eu nem reparava nos capítulos que já tinha lido. O caso que inicialmente se aborda na história (do assassinato de uma família inteira, e do facto de um dos filhos do casal morto ter sobrevivido por milagre) cativou-me completamente, pelos contornos que foi tomando, e que me apanharam completamente de surpresa. Quando eu começava a pensar que este ia ser um dos meus policiais favoritos, a desilusão instalou-se.

Embora esse caso tenha a sua importância no desenvolvimento final da história, acaba por não ser directamente relacionado com este (tanto que chega a um ponto em que nem sequer é referido). A trama sofre tantas voltas, que chegou a um ponto em que parecia dois livros completamente diferentes, o que não me agradou. Embora eu goste de policiais com reviravoltas, este mais parecia um furacão dentro de uma máquina de lavar!

Mas, abstraindo-me desse ponto, posso dizer que gostei bastante do livro (pelo menos dos primeiros 2/3 dele). É difícil de entrar no ritmo da história, mas depois vale a pena. Quanto à escrita, penso que foi a primeira vez que li um livro escrito por duas pessoas (que me recorde), e não consegui notar qualquer diferença ao longo de todo o livro que me apontasse que era esse o caso.

Leria de bom grado o volume seguinte (sim, que apenas a cerca de metade do livro é que me apercebi de que o protagonista é o polícia, e não o hipnotista, no meu grande momento clueless desta leitura), mas fiquei com receio de voltar a desiludir-me com o desenrolar do caso. Se o fizer, será talvez através de empréstimo (apenas para tentar redimir esta série com outra hipótese), pois não é o tipo de policial que me vejo a reler.

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