domingo, 30 de outubro de 2011

Opinião #59: "Wicked Game" (Livro)

- WICKED GAME -

Capa:
Autora:
Jeri Smith-Ready

Informação:
Edição/Reimpressão - 2008
Páginas - 384
Editor - Pocket
ISBN - 9781416551768
Idioma - Inglês

Sinopse:
LATE NIGHT RADIO YOU CAN SINK YOUR TEETH INTO

Recovering con artist Ciara Griffin is trying to live the straight life, even if it means finding a (shudder!) real job. She takes an internship at a local radio station, whose late-night time-warp format features 1940s blues, '60s psychedelia, '80s goth, and more, all with an uncannily authentic flair. Ciara soon discovers just how the DJs maintain their cred: they're vampires, stuck forever in the eras in which they were turned.

Ciara's first instinct, as always, is to cut and run. But communications giant Skywave wants to buy WVMP and turn it into just another hit-playing clone. Without the station — and the link it provides to their original Life Times — the vampires would "fade," becoming little more than mindless ghosts of the past. Suddenly a routine corporate takeover is a matter of life and undeath.

To boost ratings and save the lives of her strange new friends, Ciara rebrands the station as "WVMP, the Lifeblood of Rock 'n' Roll." In the ultimate con, she hides the DJs' vampire nature in plain sight, disguising the bloody truth as a marketing gimmick. WVMP becomes the hottest thing around — next to Ciara's complicated affair with grunge vamp Shane McAllister. But the "gimmick" enrages a posse of ancient and powerful vampires who aren't so eager to be brought into the light. Soon the stakes are higher — and the perils graver — than any con game Ciara's ever played...

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Opinião:

Este foi um livro que se inclui naquele grupo em que a sinopse me chama sempre imenso a atenção, mas que depois fico com receio de ler por poder perder o interesse todo simplesmente ali, na sinopse. Ainda não fiquei completamente farta dos livros de vampiros (embora me interessem sempre aqueles que trazem algo de novo, que foi o caso, mas já lá iremos), mas aqui o que me atraiu mesmo foi o facto de se passar no mundo da rádio (quem me conhece sabe que sou licenciada em Jornalismo e que a rádio foi uma paixão que descobri na faculdade).

Ou seja, esta história tinha todo o potencial para me desiludir redondamente, ou para me fazer adorá-lo. Aqui acabei por ter sorte, pois gostei bastante da história, embora lhe aponte os seus defeitos.

Em primeiro lugar, adorei a personalidade da Ciara. Era rara a cena em que ela não me fazia rir com as respostas que dava aos restantes personagens. Até hoje me ficou na cabeça uma das frases dela, que me fez literalmente rir no meio da rua quando a li, e que acho que vou adoptar para situações semelhantes. Se alguém me estiver constantemente a chatear com um assunto que a mim não me interessa para nada, já sei que posso responder "Pardon my lack of giving a shit"!

Quanto à história em si, na parte do romance podia ter sido um pouco melhor trabalhada. A partir do momento em que surge o Shane na história, logo no parágrafo em que ele é descrito dá para perceber que eles os dois vão ter um caso, e mal se dá por ela e eles já estão numa relação: insta-romances é algo que, por muito bem que os autores escrevam, me faz dar pontos negativos à história.

Mas se pecou nesse aspecto, compensou na mitologia dos vampiros. Embora estes sejam, em grande parte, iguais aos vampiros tradicionais (que ardem ao sol, precisam de sangue para sobreviver, morrem se lhes cortarem a cabeça ou espetarem uma estaca no coração, etc), têm algumas subtis diferenças que melhoraram em muito a história. Em primeiro lugar, todos os vampiros ficam presos nas épocas em que foram transformados, e se não conseguirem manter uma ligação a essa época de alguma forma, enlouquecem (sendo assim a sua suposta imortalidade, teórica). Além disso, todos desenvolvem distúrbios obsessivos-compulsivos (adorei uma cena em que a Ciara impede uma das vampiras de sair da divisão ao atirar uma caixa de lápis ao chão, sabendo que esta se sentiria obrigada a apanhá-los imediatamente e a contá-los), e todo o seu corpo desaparece completamente quando lhes é espetada uma estaca: não morrem apenas, deixam completamente de existir (é difícil de descrever, mas as cenas em que isso acontece são deveras incomodativas de ler).

A acção decorre a um bom ritmo, mas acabou por pecar no final pois ao acabar o livro fiquei sem saber bem o que teria ficado por explicar para justificar o facto de este ser o primeiro de uma série. Apenas quando fui ler a sinopse do segundo livro esta me chamou a atenção, o que não deveria acontecer. De qualquer modo eu iria lê-lo, pois gostei o bastante da história para querer ler mais, mas é suposto esse interesse vir por si só de um livro para o outro, e não ao saber-se aquilo de que vai tratar o seguinte.

É uma série para continuar, pois a avaliação geral acabou por ser bastante positiva!

1 comentário:

  1. Tenho novidades sobre o saco. Daquele género só mesmo em laranja. Há uns em plástico, mas são transparentes, em azul, amarelo e cor de rosa. Caso prefiras esses, os preço é o mesmo que os laranja.

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