quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mini-Opiniões: #67, #68, #69 e #70

Opinião #67: "Tristão e Isolda", Joseph Bédier

Em relação ao livro anterior desta colecção ("Romeu e Julieta"), gostei relativamente mais deste. Contudo, o tipo de escrita retirado da oralidade fez-me alguma confusão desde o início, mais no aspecto de entrar devidamente na história, pois de certa forma é também o aspecto mais curioso no livro.
Enquanto história de amor também me convenceu mais (duas pessoas que deviam seguir caminhos separados mas se apaixonam perdidamente com uma poção de amor bebida por engano, o que não há para gostar?), pois tanto Tristão como Isolda são personagens bem construídas e com as quais nos conseguimos relacionar facilmente. Mas porque é que nestes livros os casais perfeitos nunca podem ficar juntos??
Terei de o voltar a ler com mais atenção, pois na altura em que fiz a leitura não estava com a melhor das "mentalidades" para o fazer, e acabei por o fazer um pouco à pressa. Talvez assim já vá mais preparada para o tipo de narração, e consiga assimilar melhor a história.

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Opinião #68: "Speak", Laurie Halse Anderson

Já há algum tempo que tinha curiosidade em ler este livro, de tão boas críticas que lia, e foi através de um passatempo ganho num blog-hop sobre livros banidos que finalmente a oportunidade surgiu.
Não me surpreende que tenham banido este livro em escolas dos EUA. Já se sabe que por muito avançados que eles sejam numas coisas, são retrógrados demais noutras, uma dessas coisas sendo o não gostarem de falar nos problemas que afligem a sua própria sociedade.
Este é um livro sobre uma rapariga que vê a sua vida virada do avesso no Verão antes de entrar no liceu: apenas por ter tentado dizer "não". A partir daí, Melinda recusa falar. Se ninguém se interessa por aquilo que ela possa ter para dizer, porquê preocupar-se? E o segredo que tem para guardar não é para os ouvidos de qualquer pessoa.
História escrita de uma maneira brilhante, acho que qualquer pessoa se consegue, de uma forma ou de outra, colocar no lugar de Melinda. Tem alguns excertos que me fizeram mesmo arrepiar, mas é assim que deve ser, para mostrar a realidade deste tipo de problemas. Recomendo bastante a leitura!

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Opinião #69: "Blue Bloods", Melissa de la Cruz

Enquanto primeiro volume de uma série, gostei. Foi uma boa introdução ao mundo construído pela autora, às personagens e à mitologia. Achei-o, acima de tudo, bastante original!
Nesta série, a mitologia dos vampiros une-se com a dos anjos caídos, e os pormenores estão bastante bem encaixados, tornando a história plausível. Para além disso, toda a forma como os vampiros são "feitos" está excelentemente elaborada, sem discrepâncias que não façam sentido. Nota-se a pesquisa histórica feita pela autora, dado que, segundo ela, os vampiros foram para os EUA com os primeiros peregrinos que lá se instalaram, infiltrados no navio Mayflower.
Mas enquanto os peregrinos estão a fugir da perseguição religiosa, de que fogem os vampiros?
Adorei o pormenor de antes de alguns dos capítulos haver uma página de diário para ler, de uma das ocupantes desse navio, até ao ponto em que o próprio diário entra na história. Gostei bastante da forma como a história é escrita, que mesmo não sendo brilhante, suscita alguma curiosidade sobre o que pode vir a seguir. Que venha o próximo!

(já que não abordei muito a história, as minhas desculpas)
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Opinião #70: "As Cores do Espaço", Marion Zimmer Bradley

Comprei este livro completamente por impulso. Por norma não gosto de livros de ficção científica, este não tem sequer a sinopse na contra-capa, aspectos que me costumam demover de comprar um livro. Mas como era bastante barato, e é da Marion Zimmer Bradley, cujas obras estou a tentar conhecer melhor, trouxe-o comigo. E a avaliação final até acabou por ser positiva!
Em 200 páginas, é-nos contada a história de Bart Steele, acabado de se formar e com o sonho de ser astronauta, que ao regressar a casa descobre que o seu pai está desaparecido. Este desaparecimento está de alguma forma relacionada com o povo alienígena Lhari, que na sua malícia esconde dos humanos o segredo da super-propulsão, que lhes permite viajar rapidamente entre galáxias. O pai de Bart estava a tentar descobrir esse segredo quando desapareceu, e Bart vai então à sua procura, assumindo o seu lugar na missão infiltrada numa nave Lhari.
É uma boa história sobre tolerância e aceitação daquilo que nos é estranho, ensinando que não devemos julgar o que não conhecemos pela opinião dos outros. Está escrito de uma forma muito boa (claro, é MZB!), embora se note a diferença por ser dirigido a um público mais jovem. No entanto, o início da história está um pouco confuso, pois começamos a leitura no meio de uma conversa, dando aquela sensação de "cair de pára-quedas" no enredo.

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