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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Opinião #63: "Rainha Suprema" (Livro)

- RAINHA SUPREMA -

Capa:
Autora:
Marion Zimmer Bradley

Informação:
Edição/reimpressão - 2001
Páginas - 320
Editor - Difel
ISBN - 9789722900805
Colecção - Literatura Estrangeira
Idioma - Português

Sinopse:
A Rainha Suprema é a belíssima Gwenhwyfar, que vive dividida entre a fidelidade que deve ao Rei Supremo, o rei Arthur, com quem se casou, e a enorme paixão que sente por Lancelet, cavaleiro invencível, capitão de cavalaria dos exércitos e o amigo mais íntimo do seu marido. E não sabe, Gwenhwyfar, se é o respeito pelo juramento que fez no dia do seu casamento ou o temor de pecar contra os mandamentos de Cristo - de quem é fervorosa seguidora - ou ambos, o que a impede de consumar por actos o que em pensamentos, não consegue evitar. É tão ardente o seu desejo de que Cristo triunfe na Terra que não hesitará em persuadir o rei Arthur a trair o juramento que fizera de lutar sob o estandarte real de Pendragon, tudo fazendo para que a decisiva batalha contra os saxões seja travada unicamente sob o estandarte da Cruz de Cristo, que ela mesma bordou.
Mas maior do que a angústia de uma paixão impossível é o sofrimento em que vive, por não conseguir consumar o seu casamento oferecendo um filho ao rei. Nem os mistérios insondáveis de Deus são conforto suficiente para tanta dor e sofrimento.
E é nesta angústia, ou, quem sabe, na secreta esperança de, sem pecar, poder consumar a sua paixão ardente dando à luz um herdeiro ao reino, que a bela Gwenhwyfar decide entregar-se nas mãos da Deusa. Mas, se são difíceis de compreender os caminhos de Deus, o que poderá acontecer quando se procura modificá-los com encantamentos e magias?
Neste segundo volume da mítica saga As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley continua a maravilhar-nos através de um imaginário ancestral, de uma visão do mágico, do místico, do fantástico, de eras perdidas do mito, só ao alcance dos grandes escritores.

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Opinião:

Mais uma vez, tal como no primeiro volume, a sinopse é explicativa o suficiente para não ser necessário fazer um resumo daquilo que se passa neste segundo livro das Brumas de Avalon. Por isso falarei apenas daquilo que achei do livro, sem dar muita importância a incluir factos do enredo na minha opinião.

A primeira coisa que posso dizer em relação a este livro (e que sei que vai receber algum apoio dos leitores desta série, pois é opinião comum), é a seguinte: a
Gwenhwyfar irrita-me. Volta Morgaine, estás perdoada! A sério, a Gwen é uma personagem que simplesmente me irritava quase todas as vezes que surgia na história. Ou está assustada com alguma coisa, ou com medo (sendo a mais parva delas todas o ter medo do "nada"), ou irritada, ou a tentar fazer com que alguém engula as suas crenças cristãs e comece também a acreditar nelas. A única razão porque até aguentei a sua presença foi porque é através dela que se torna mais forte a dicotomia cristianismo/paganismo. A partir daí, o facto de ser uma personagem sem qualquer tipo de substância não me atraiu minimamente. Nem entremos pela ironia enorme que é o facto de ela ser uma cristã tão fervorosa, mas fantasiar trair o marido antes sequer de estarem casados...

Senti a falta da Morgaine nesta parte da história, pois foi a sua narrativa que me fez adorar o primeiro livro. Mas compreendo o facto de termos tido de passar por outros narradores: se víssemos tudo pelos olhos dela, iríamos acabar por perder aspectos importantes da história, já que ela não está sempre presente, e a Visão não apanha tudo. Espero que volte a ter mais protagonismo nos próximos livros (e que se fale mais do filho dela, pois já é de prever que vai acontecer algo de grande em que ele esteja envolvido!).

Continua a fazer-me rir o facto de ninguém nestes livros estar, em termos amorosos, com quem deveriam estar. Com a excepção da mãe de Morgaine (que mesmo assim, esteve vários anos casada com um homem que desprezava), nenhuma das personagens está feliz nas suas relações. Ora vejamos: Morgaine tem um filho do meio-irmão, Arthur, mas fantasia com uma relação com Lancelet, que apenas vê nela a sua prima. Arthur está casado com Gwen, mas não consegue que ela engravide, enquanto que esta apenas tem olhos para Lancelet, que sendo o melhor amigo de Arthur, se contenta em admirá-la de longe e em não assentar com nenhuma outra mulher. Entretanto, Morgause e o marido não receberam o memorando sobre fidelidade no casamento, e tudo o que anda sobre duas pernas naquele castelo encontra o seu caminho para a cama de um deles. A sério, este novelo não tem ponta por onde se lhe consiga pegar!

No geral, gostei tanto deste livro como do primeiro, pois embora tenha perdido a narração da Morgaine, e ganho o aborrecimento de ler as divagações da Gwen, o desenrolar dos acontecimentos foi bastante interessante e claro, a escrita é excelente. Fiquei ansiosa por ler os restantes!

domingo, 17 de julho de 2011

Opinião #38: "A Senhora da Magia" (Livro)

- A SENHORA DA MAGIA -

Capa:
Autora:
Marion Zimmer Bradley

Informação:
Edição/reimpressão - 1987
Páginas - 316
Editor - Difel
ISBN - 9722900781
Idioma - Português

Sinopse:
Num universo paralelo à Grã-Bretanha celta, a enigmática ilha de Avalon é a guardiã dos grandes mistérios eternos e sagrados. E os que estão destinados a viver nos dois mundos são, passo a passo, confrontados com as antigas tradições ligadas à Natureza, e às suas forças obscuras, e à nova fé cristã que procura espalhar-se no território.

No centro de A Senhora da Magia, primeiro dos quatro volumes desta saga, está Morgaine, a meia-irmã de Arthur, que se encontra num processo de iniciação para se tornar Grã-Sacerdotisa de Avalon. O seu grande objectivo é afastar a Bretanha da nova religião que encara a mulher como portadora do pecado original, ao mesmo tempo que desenvolve todos os esforços para colocar o seu meio-irmão no poder, como símbolo e líder da Bretanha unificada, sob a égide de Avalon e da Espada Mágica, Excalibur.

Num ambiente verdadeiramente mágico de paganismo, cristianismo, rituais mágicos e visões, sensualidade e realidade, A Senhora da Magia introduz-nos no mundo lendário do Rei Arthur, dos Cavaleiros da Távola Redonda e das Cruzadas. É o olhar feminino sobre o tempo da busca da paz e da unificação da Bretanha: cheio de inesperadas cintilações e magias, repleto de penumbras, brumas e rituais femininos. Uma perspectiva alucinante e vertiginosa de uma época onde tudo era possível através dos poderes das mulheres.

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Opinião:

Esta sinopse (retirada do site da wook) é bastante explicativa, por isso vou abster-me de tentar apresentar a história de melhor maneira, e apenas falar da minha experiência de leitura.

Depois de anos (literalmente) a tentar ser convencida pela Lóide a começar a ler os livros da Marion Zimmer Bradley, finalmente cedi e aproveitei uma óptima oportunidade em termos de preço para comprar o primeiro volume das Brumas de Avalon (com as capas antigas da Difel, pois não gosto das mais recentes, embora estas edições sejam mais difíceis de encontrar).

Entretanto, o livro ficou uns meses na estante. É verdade que qualquer livro que eu compre passa no mínimo uns dois ou três meses até que eu finalmente o leia (a não ser que seja algum que eu não consiga mesmo resistir a passar à frente), devido à quantidade que tenho em lista de espera, mas este ia adiando por uma razão. Tinha receio de que, depois de tanto tempo a ouvir maravilhas sobre os livros, eu acabasse por não gostar e ter um belo momento constrangedor a tentar explicar o porquê a alguém que muito basicamente venera a senhora (sim, Lóide, ainda estou a falar de ti!).

Mas, felizmente, esse momento nunca chegou, porque adorei!

Não me chamem feminista, mas adoro ler todo o tipo de livros que falem sobre sociedades onde o poder reside nas mulheres. Foi uma das razões porque adorei a Trilogia do Elfo Negro, por exemplo, e também me fez gostar bastante deste livro, embora essa vertente não esteja tão presente como na Trilogia. Gostei especialmente do confronto religioso que se cria entre o paganismo seguido pelas sacerdotisas de Avalon e o cristianismo com os seus padres. É curioso como a crença mais antiga admite a convivência com outras (afirmando que todos acreditam no mesmo Deus), mas a que se instala mais recentemente recusa-se terminantemente a fazer o mesmo, e afirma-se como crença soberana. Parece-vos familiar?

Gostei do facto de a história ser contada do ponto de vista de Morgaine, e de começar muitos anos antes de os eventos principais sequer ocorrerem, mas mesmo assim não se tornar maçador. Muitas vezes há autores que "atiram" as suas histórias logo para acção, pois não têm capacidade de manter um leitor atento em momentos menos densos de enredo. Mas, neste caso, dei por mim bastante curiosa em saber mais sobre as origens de Morgaine e da sua família, e de como a história iria evoluir para ela se tornar meia-irmã de Arthur.

Já há muitos anos que tinha curiosidade em aprender mais sobre esta época e a lenda do Rei Arthur, e vejo que comecei pelo sítio certo. Nota-se à distância o nível extenso de pesquisa que a autora fez antes de escrever estes livros (e, se não se notasse, há toda uma nota de autor em que ela fala extensivamente sobre isso), e para alguém que, como eu, não era a pessoa mais conhecedora desta época, foi uma agradável surpresa aprender certos aspectos destas lendas sobre os quais até agora não fazia ideia.

Costumo sempre falar sobre o tipo de escrita dos autores que leio, principalmente numa primeira experiência, mas neste caso não sei mesmo como a descrever, para além de dizer que ela faz parecer verdadeira uma história de ficção. Para quem já a conhece, basta dizer: É Marion Zimmer Bradley! Para quem não a conhece, também basta apenas um: Leiam, não se vão arrepender!

Já tenho o segundo volume desta série, e estou bastante curiosa em começar a lê-lo. Foi uma boa aposta, e recomendo bastante esta série a quem, muito basicamente, gosta de um bom livro. Não deixem que a minha opinião confusa vos demova de o ler (já que ultimamente não sou capaz de pôr as minhas ideias em ordem naquilo que escrevo), porque o livro é mil vezes melhor do que aquilo que eu o fiz parecer!

sábado, 26 de março de 2011

Aquisições Da Semana #3

Foram estes os livros que esta semana vieram parar à minha estante:

"As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia", de Marion Zimmer Bradley (comprado na Bibliofeira), "O Clã da Loba" de Maite Carranza e "A Luz do Fogo" de Sophie Jordan (para dar uso ao cartão da Fnac recebido nos anos).

Decidi que me era mais prático colocar o que fosse relacionado com compras de livros na mesma tag, por isso todos os posts que forem apenas sobre os livros que adiciono à minha "biblioteca", têm agora a etiqueta "Aquisições da Semana" (ninguém se vai interessar por isto sem ser eu, mas pronto, fica a nota).