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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Balanço das Leituras de 2011

Antes de começar a falar sobre os livros que li em 2011, tenho de dizer que estou bastante orgulhosa de mim em termos de leituras. Enquanto estive na faculdade o tempo para ler algo que não fossem textos teóricos e apontamentos era literalmente nenhum, e depois de acabar o curso tive de voltar a habituar-me a ler por prazer, e redescobri o meu amor pelos livros.

Uma das minhas resoluções para o ano de 2011 era conseguir ler uma média de 5 livros por mês, o que daria um total de 60 livros. Consegui superar esse objectivo e ler um total de 70 livros em 2011, embora por várias vezes não tenha conseguido chegar aos 5 livros por mês. Mesmo assim, considero este um desafio mais do que superado!

Uma das coisas que também me orgulho de ter feito neste ano que passou foi ter começado a ler mais em inglês. Não é que tivesse algum tipo de dificuldade em fazê-lo antes (sempre gostei bastante de ler em inglês, preferindo-o de certa forma às traduções portuguesas), mas nunca fui pessoa de acompanhar muito os lançamentos de livros nos EUA, e este ano através de plataformas como o Goodreads, e seguindo bastantes blogs, tornei-me uma pessoa mais informada nesse aspecto. Descobri assim também a maravilha que é o BookDepository!

Finalmente, comecei algo que andei durante anos a prometer a mim mesma que fazia: comecei um blog. Posso não ser das pessoas mais certas e consistentes a publicar opiniões, mas esforcei-me por o manter minimamente actualizado, e não desisti dele passado um mês, como sempre fiz antes. Foi mais uma vitória!

E agora, sem mais testamentos e lenga-lengas, aqui fica o meu balanço de 2011!
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Os Melhores Livros

Estes foram os livros isolados que mais gostei de ler em 2011, e que facilmente me vejo a reler num futuro próximo. "A Rapariga Que Roubava Livros" e "O Rapaz do Pijama às Riscas" são ambos sobre a mesma época histórica, mas tocaram-me de maneiras bastante diferentes. "O Retrato de Dorian Gray" fez-me reflectir sobre a ilusão das aparências, e o "The Time Traveler's Wife" convenceu-me de que há casos de amor que sobrevivem a tudo.

Não me surpreenderia se pelo menos um destes volte a surgir na minha lista de leitura este ano!

As Melhores Séries

Que fique anotado que aqui apenas me refiro às séries que comecei a ler este ano. De entre estas tenho mesmo a destacar a Trilogia do Elfo Negro de R.A. Salvatore, e As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley. Tenho pena que as editoras em Portugal deixem de apostar nas séries que começam, o que vai fazer com que vá ter de continuar a ler a série Fever da Karen Marie Moning em inglês, tal como a Guild Hunter da Nalini Singh, se não houver novidades num futuro próximo.

As Surpresas

De entre estes, o que me surpreendeu mesmo bastante foi "O Leão Escarlate". Estava à espera de não gostar nada do livro, mas assim que lhe peguei fiquei presa à história até à última página! Os restantes também foram boas surpresas, mas por razões diferentes: "A Cidade das Cinzas" fez com que mudasse para muito melhor a minha opinião da Cassandra Clare, o "Vingança Mortal" convenceu-me de que a Nora Roberts não é só boa em romances, e "O Braço Esquerdo de Deus" de que até consigo gostar de livros com tema pseudo-religioso.

Os Melhores Autores

A Sherrilyn Kenyon continua a confirmar-se como uma das minhas autoras favoritas, mas noto que já não tenho tanta "euforia" em ir ler um livro dela assim que é publicado. De autores que tenha descoberto este ano, comecei a adorar R.A. Salvatore, Cassandra Clare (esta de uma forma "re-descoberta", como já referi), Karen Marie Moning, J.R. Ward, Elizabeth Chadwick, Marion Zimmer Bradley, Anne Bishop e Jacqueline Carey. Vejo-me a ler pelo menos uma obra de cada um deles em 2012!

As Desilusões

Falta aqui enumerar, "Inkheart - Coração de Tinta" e até um certo ponto, "O Hipnotista". Não me vou alargar nas minhas razões para não ter gostado destes livros, pois já o fiz nas minhas opiniões, mas costuma rodar sempre à volta das mesmas: premissas mal aproveitadas, traduções mal feitas, testes à minha paciência, insultos à minha inteligência... De todos estes, apenas não consegui terminar o "Angelologia", pois costumo sempre ter esperança de que um livro melhore para o final, mas não estava mesmo a conseguir entrar no ritmo da história dele. Esperemos que no balanço de 2012, este ponto esteja bastante mais vazio!

Menções Honrosas

Já me alarguei bastante neste balanço, mas não posso deixar de referir alguns livros que, embora não tenham sido os meus favoritos absolutos, acho que valem bastante a pena e recomendo a sua leitura: "Onde Estarás?", "O Dardo de Kushiel", "Shiver", "Belladonna", "O Terceiro Passo" e "Speak".

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Resta-me então desejar um 2012 repleto de boas leituras a todos os visitantes do blog!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Opinião #41: "The Time Traveler's Wife" (Livro)

- THE TIME TRAVELER'S WIFE -

Capa:
Autora:
Audrey Niffenegger

Informação:
Edição/reimpressão - 2004
Páginas - 560
Editor - Vintage
ISBN - 9780099464464
Idioma - Inglês

Sinopse:
This extraordinary, magical novel is the story of Clare and Henry who have known each other since Clare was six and Henry was thirty-six, and were married when Clare was twenty-two and Henry thirty. Impossible but true, because Henry is one of the first people diagnosed with Chrono-Displacement Disorder: periodically his genetic clock resets and he finds himself pulled suddenly into his past or future. His disappearances are spontaneous and his experiences are alternately harrowing and amusing. The Time Traveler's Wife depicts the effects of time travel on Henry and Clare's passionate love for each other with grace and humour. Their struggle to lead normal lives in the face of a force they can neither prevent nor control is intensely moving and entirely unforgettable.

(sinopse em português aqui)

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Opinião:

Sabem quando se define um romance como sendo uma história de amor intemporal?

Pois esta é-o. Literalmente!

Depois de ter visto o filme baseado neste livro fiquei com alguma curiosidade em lê-lo (como fico sempre quando gosto deste género de filmes), e aproveitei uma promoção num dos sites onde costumo fazer compras para o encomendar. Como sempre, ficou uns meses à espera que eu o começasse a ler, mas assim que comecei fiquei logo agarrada à história!

Clare conhece Henry quando tem 6 anos e ele 36, mas Henry apenas conhece Clare quando tem 28 anos e ela 20. Confuso? Talvez um pouco, mas é a desvantagem de se ter a "doença" que Henry não tem como curar: ele viaja no tempo sem que a sua vontade própria tenha algo a dizer sobre isso. É algo que ele não consegue evitar, que lhe dá imensos problemas (mais do que aqueles que ele próprio pode imaginar), mas que lhe salvou a vida quando era apenas uma criança, e lhe deu a oportunidade de conhecer o amor da vida dele.

A minha primeira impressão deste livro, mesmo antes de o abrir, foi "mas que livro grande para uma história tão simples". Afinal, um romance é um romance, por muitos aspectos "anormais" que lhe adicionem, e estava-me mesmo a parecer um livro demasiado extenso para aquilo que já conhecia da história pelo filme. Fiquei com algum receio de que o livro fosse muito descritivo e maçador, mas tentei que isso não afectasse a minha leitura.

O livro é, de facto, muito descritivo, mas para a complexidade desta história (lá se foi a ideia de que era simples!) de facto pede-o. Mas é uma descrição que nunca se torna aborrecida, e aumenta a curiosidade do leitor de continuar a ler, para saber mais e mais sobre a vida deste casal. A história começa no momento em que Henry conhece Clare, e descobre que aquela mulher, que nunca viu na vida, o conhece desde criança. A partir desse primeiro encontro voltamos até à infância de Clare e vamos conhecendo Henry através dela (com alguns momentos do presente e do futuro de ambos pelo meio), até que a história os volta a "apanhar" e a partir daí vamos acompanhando a relação repleta de altos e baixos de ambos.

É interessante tentar encaixar os momentos em que Henry visita Clare em miúda (de notar que estas visitas só começam depois de ambos já estarem casados), que descobrimos no início do livro, com os momentos em que estas visitas acontecem no Presente de ambos, mais para a frente. Às vezes temos mesmo de recorrer à memória ou fazer algumas suposições, mas é o que faz com que a leitura deste livro nos prenda do início ao fim, pois damos por nós a tentar reter o mínimo detalhe, pois pode ser importante mais tarde.

Gostei imenso da escrita da autora, e ganhou imenso a minha admiração ao conseguir escrever uma história deste género de uma maneira brilhante. Não é qualquer pessoa que não ficaria completamente baralhada a tentar organizar datas, acontecimentos e vidas de várias personagens diferentes. O facto de no início de cada capítulo dizer sempre a idade tanto de Henry como de Clare na altura que vai descrever é uma grande ajuda, mas não é apenas por aí que se organiza uma história destas, e as pequenas pistas que são dadas ao longo do livro são uma grande mais-valia.

Quanto à relação livro/filme, devo dizer que acho que está uma adaptação muito bem feita, e o muito que tiveram de cortar para o filme, foi bem retirado. É claro que ao ler o livro ficamos muito mais ligados aos personagens, pois conhecemos todas as suas vidas, mas um livro destes em hora e meia/duas horas de filme era impossível. Gostei mais do final no filme, é muito mais emocionante, mas o do livro é amoroso!

É um facto que este livro pode ser um pouco confuso no início (por mais do que uma vez tive de voltar atrás para confirmar datas), mas vale completamente a pena o "esforço" de continuar a ler, mesmo através de todas as descrições. É uma história de amor muito bonita (e isto vindo de mim, que não sou pessoa de romances, é dizer muito), que nos mete a pensar em todas as coisas que nós nas nossas relações tomamos como garantido.

domingo, 24 de abril de 2011

Aquisições Da Semana #7

Esta semana consegui conter-me! Tal como queria, esta semana só comprei o "Sedução na Noite", da Sherrilyn Kenyon, e chegaram finalmente os últimos livros das encomendas deste mês: "Shiver", de Maggie Stiefvater (em inglês) e "The Time Traveler's Wife", de Audrey Niffenegger.

Agora, queria conseguir o impossível: estar durante um mês sem comprar livros. Tenho andado a abusar um pouco nos gastos, e tenho livros suficientes para ler durante esse mês, por isso era algo que queria mesmo cumprir. Mas com a Feira do Livro de Lisboa quase a começar, vai ser muito difícil. Por isso, se voltar a fazer um destes posts nos próximos tempos, não se admirem!