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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Opinião #46: "Planeta dos Macacos: A Origem" (Filme)

- PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM -

Trailer:


Ficha Técnica:
Ficção Científica, 105 min
Realização - Rupert Wyatt
Argumento - Pierre Boulle
Interpretação - Andy Serkis, Brian Cox, Freida Pinto, James Franco, Tom Felton

Sinopse:
Um simples acto de compaixão e de simultânea arrogância leva-nos a uma guerra como até hoje não assistimos – a ascensão do planeta dos macacos. O macaco "sapiens" é um macaco humanizado nas capacidades intelectuais e emocionais, cuja interação com o ser humano parece ser entre iguais. Tal acontecimento transforma-se numa nova revolução, e como em qualquer transformação do surgir do inesperado, novas mentalidades crescem acompanhando novos perigos, desta vez protagonizados pela ascensão do fenómeno símio...


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Opinião:

Torna-se curioso comentar este filme logo após o "Super 8", pois vai-me fazer passar por "mentirosa". Disse nessa minha opinião que ficção científica não é, no geral, o meu género de filme, e isso continua a ser verdade. Mas são filmes como este que se incluem nessa pequena fatia que refuta a regra.

Posso dizer que uma das piores coisas de trabalhar num cinema é ver os filmes a estrear, as pessoas a irem ver, e depois ouvirmos os comentários de que filme x ou y é excelente e tudo o mais, e não podermos ir ver. Ainda para mais um filme que eu já sabia que ia adorar, mas aproveitei a minha primeira folga desde a sua estreia para o ir ver, e superou as minhas já altas expectativas!

Este "Planeta dos Macacos: A Origem" é um género de uma prequela do conhecido filme "Planeta dos Macacos", realizado pelo grande Tim Burton. É um pouco complicado explicar toda a cronologia desta série, pois antes destes há vários filmes antigos com esta história, que eu como não vi não posso comentar. Mas sei que cada realizador que lhe pega altera um pouco a história, mas sempre mantendo a premissa original. Ou seja, embora em termos de cronologia este se passe antes do filme do Tim Burton, ambos podem não encaixar mais tarde, pois o Rupert Wyatt vai fazer mais filmes neste mundo (pelo menos está planeado), e vai então ter a sua visão própria da história.

Já que esta sinopse é péssima, não contando nada da história, vou fazer um pequeno resumo. Will Rodman é um cientista que tem um grande objectivo para a sua vida: criar uma cura para a doença de Alzheimer, de forma a poder curar o seu pai, cada vez mais perdido dentro dela. Essa cura, em desenvolvimento durante largos anos, começa a ser testada em chimpanzés. Aos primeiros sinais de avanços, Will tenta convencer a empresa a investir na sua cura, mas tudo corre mal e Will vê-se a braços com um chimpanzé bebé. Este, sendo filho de uma fêmea a quem tinha sido dada a cura, nasce com o vírus que dela deriva, e assim Will descobre um efeito secundário do projecto que ocupou toda a sua carreira: e que vai alterar o mundo como o conhece.

Como já disse, este filme está excelente, e podem-se enumerar diversas razões para esse facto. O argumento é excelente, os actores muito bons (embora a química entre Franco e Pinto seja algo estranha, para não dizer inexistente), e os efeitos especiais são brilhantes.

Por mais do que uma vez ouvi comentários, antes de o filme estrear, de que não ia ser bom pois os macacos seriam todos feitos por CGI, em vez de se usarem macacos reais, ou até pessoas "disfarçadas". Devo dizer que os efeitos estão tão bem feitos, que logo desde o início qualquer pessoa se esquece que o que está a ver não é um macaco "verdadeiro". Os actores que fizeram o papel dos macacos foram excelentes no seu trabalho (sim, não os fizeram aparecer do ar), pois captaram lindamente todos os maneirismos e hábitos sociais dos primatas. Para quem não sabe, Caesar (o macaco acolhido por Will) é representado pelo actor Andy Serkis, que fez de Gollum nos filmes do Senhor dos Anéis, por isso já era de esperar algo brilhante vindo dele.

E não posso deixar de referir Tom Felton. Eu já sabia que ia surgir algures no filme alguma cena em que eu lhe associasse logo a sua já conhecida fala "Wait until my father hears about this!" (quem conhece o mundo Harry Potter sabe do que estou a falar), e ela apareceu mesmo, e devo dizer que me ri bastante na sala. E não posso negar que também me lembrei de HP quando ele diz "Take your stinking paws off me you damn dirty ape!". Soa-vos familiar? Mas sim, adorei vê-lo num registo diferente!

Recomendo bastante, se não forem vê-lo pelo aspecto de ficção científica, vão pela grande mensagem que passa, entre vários outros temas, em relação aos direitos dos animais.

domingo, 14 de agosto de 2011

Opinião #45: "Super 8" (Filme)

- SUPER 8 -

Trailer:


Ficha Técnica:
Ficção Científica, 112min
Realização - J.J. Abrams
Argumento - J.J. Abrams
Interpretação - Amanda Michalka, Elle Fanning, Kyle Chandler, Ron Eldard

Sinopse:
No Verão de 1979, um grupo de amigos na pequena localidade do Ohio, testemunham um catastrófico desastre de comboio enquanto filmavam um filme em super 8 e depressa se apercebem que afinal não foi um acidente. Pouco depois, invulgares desaparecimentos e situações inexplicáveis começam a ocorrer e as entidades locais tentam descobrir a verdade - algo mais aterrorizador do que alguma vez se tinha pensado.

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Opinião:

Em primeiro lugar devo dizer que fui ver este filme contrariada, pois já quando tinha visto o trailer ele não me chamou à atenção minimamente. Por regra não costumo gostar de filmes de ficção científica, e o tema deste não me interessava muito, mas acabei por ir vê-lo com o meu pai, que andava há semanas a dizer-me que tínhamos de o ir ver. Acabei por até gostar, mas continuo com a ideia de que não era preciso ter ido vê-lo ao cinema.

Eu não sou propriamente fã do Spielberg pelos filmes onde ele por alguma razão mete lá o nome, mas uma pessoa não sabe bem o que raio ele lá fez, por isso nem essa premissa (que basicamente é o que tem levado muitas pessoas ao cinema ver este filme) me atraía. Há muitos bons realizadores/produtores/etc por aí que passam despercebidos, e depois há estes casos onde uma pessoa fez nome com uns quantos bons filmes, e a partir daí quase que pode fazer só lixo, que ninguém quer saber (não estou a dizer que seja o caso do Spielberg, mas acho um pouco exagerado o hype todo).

Mas pronto, voltando ao filme. Resumidamente, a premissa da história não vai muito longe daquilo que está na sinopse. Um grupo de amigos está a gravar um filme de zombies numa estação de comboios, e testemunham o descarrilamento suspeito de um comboio de carga. A partir daí dá-se uma sucessão de acontecimentos invulgares, que parecem estar todos ligados à carga misteriosa que o comboio transportava.

Já me tinham dito que este filme fazia lembrar o "E.T.", e realmente é verdade. Parece uma versão um pouco alterada da mesma história, mas sem tanto interesse, pois praticamente desde o início do filme qualquer pessoa deduz o que ia dentro do comboio, e o facto de passarem mais de metade do mesmo a fazer planos obscurecidos da "coisa" e só a mostrarem praticamente no final foi deveras irritante. Já toda a gente sabia o que era, mais valia mostrarem-no logo e darem trabalho à equipa de efeitos especiais!

Para mim, o que vale a pena neste filme são os miúdos. Fui para lá um pouco na dúvida quanto ao que esperar da performance de um grupo de actores jovens que maioritariamente não é conhecido (com a excepção da Elle Fanning, que na minha opinião fez um papel mesmo muito bom), mas portaram-se todos lindamente. Há momentos cómicos muito bons e basicamente são eles que aguentam o filme. Se não fosse pelos miúdos, muito provavelmente tinha adormecido a meio do filme...

Gostei bastante do pormenor que acrescentaram no final do filme. Os miúdos passam tanto tempo durante a história a fazer as gravações para o filme de zombies, que assim que começaram os créditos, o meu primeiro comentário foi "Então e o filme dos miúdos?". Mas assim que falei começou a passar o filme completo feito por eles, e foi excelente poder vê-lo.

No geral, até achei piada ao filme, mas como não faz mesmo o meu género o meu comentário final foi algo perto de um simples "...eh". Mas tenho noção de que muita gente tem gostado bastante, por isso se estiverem curiosos em relação a ele, não se deixem influenciar pela minha opinião nada imparcial e vão vê-lo!

Mas esta gente anda a viver debaixo de algum calhau?

Hoje estava eu muito bem no meu trabalho, quando a meio da tarde se aproximou um casal da bilheteira do cinema que me perguntou, com uma cara muito séria, se ainda tínhamos bilhetes para o Avatar.

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Eu lá tentei explicar aos senhores, fazendo um grande esforço para não me rir (o que foi pedir muito da minha força de vontade), que o Avatar tinha saído no cinema há bem mais de um ano e meio. Mas eles insistiram, duvidando da nossa palavra, e ainda perguntaram "Mas não estará ainda em exibição em algum cinema?". E eu estive quase para responder que estava em exibição num cinema chamado Fnac, onde até podiam levar o filme para casa e ver as vezes que quisessem, era a última novidade no mundo do cinema!

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Ao fim de uns minutos lá os conseguimos convencer, e foram-se embora. Fiquei seriamente a pensar que tinha acabado de falar com dois viajantes no tempo, porque recuso-me a acreditar que existam duas pessoas no mundo que não tenham ouvido falar do Avatar quando saiu!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mais dois para a minha colecção!


Para quem não sabe, eu gosto imenso de posters de filmes (tenho imensos, um dia destes tiro algumas fotos). O do "Capitão América" é o poster em papel, e o do "X-Men" é um banner enorme (que se note que está a tapar a minha cama toda, e ainda fica uma parte de fora).

Eu era uma rapariga feliz se tivesse paredes em casa que chegassem para pendurar todas as coisinhas deste género que cá tenho...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Opinião #43: "Capitão América" (Filme)

- CAPITÃO AMÉRICA -

Trailer:



Ficha Técnica:
Acção/Aventura, 125 min
Realização - Joe Johnston
Argumento - Christopher Markus, Stephen McFeely
Interpretação - Chris Evans, Hayley Atwell, Hugo Weaving, Richard Armitage, Stanley Tucci, Tommy Lee Jones

Sinopse:
Os primórdios do Universo Marvel, quando Steve Rogers se apresenta como voluntário para participar num programa experimental que o irá tornar no Super Soldado conhecido como Capitão América. Agora, Rogers irá unir esforços com Bucky Barnes e Peggy Carter para entrar em guerra contra a organização maléfica Hydra, liderada pelo vilão Caveira Vermelha.

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Opinião:

Como já por mais do que uma vez aqui expressei no blog, eu adoro ver tudo o que sejam filmes da Marvel, e por isso não podia deixar de ir ver esta "primeira" aparição do Capitão América. E o veredicto foi: adorei, iria facilmente ver outra vez! Mas se comparar com o "X-Men: O Início", se calhar gostei mais deste último, também pelo facto de não ser tão fã da personagem do Capitão América como sou das personagens que fazem parte dos X-Men.

Mesmo por não conhecer tão bem a história da personagem, talvez este tenha sido o filme da Marvel em que estive mais "solta" no que respeita a fazer comparações filme/bd's. Não me recordo mesmo de ler nada do Capitão América (apenas dos Avengers), por isso bem que podem ter mudado imenso a história para o filme, que já comentaram comigo que foram mesmo feitas algumas alterações, mas eu não dei por nada, e pude aproveitar bastante mais o filme.

Mas do pouco que conhecia, fiquei contente de ver algumas coisas incluídas! Por exemplo, o facto de aparecer o senhor que vai ser o pai do Homem de Ferro (quem viu os filmes depressa faz a associação, tanto pelo apelido do homem como por cenas em que se pode visivelmente comentar mesmo "tal pai, tal filho!"), e por terem incluído uma pequena curiosidade. Na capa do número 1 da banda-desenhada do Capitão América, ele aparece a dar um murro ao Hitler, e no filme conseguiram incluir, de uma forma bastante engraçada, esse pormenor!

Quanto ao filme em si, gostei bastante por estar cheio de acção (sou tão maria-rapaz nestas coisas) e por ter um ritmo bastante bom, quase nem se dá conta do tamanho do filme. Tem apenas menos cinco minutos que o último filme do Harry Potter, mas pareceu-me muito mais pequeno!

Também não é segredo para ninguém que gosto de tudo o que envolva a II Guerra Mundial, o que foi o caso deste filme. Mas não pude deixar de me lembrar, por várias vezes ao longo do filme, que por volta daquela mesma altura, e se calhar nem muito longe dali, andavam também o Magneto, o Professor X e a sua "trupe" a dar uns sopapos aos nazis! Pelos vistos o Hitler era tão mau, que tudo o que é seres com poderes sobrenaturais andava atrás dele...

Já vi vários comentários contra a contratação do Chris Evans para o papel de Capitão América, dizendo que podiam ter encontrado um melhor actor. A essas pessoas eu digo: se andaram atrás dele durante imenso tempo, a ouvir recusa atrás de recusa, até que pela terceira vez ele lá aceitou, é porque algum valor ele tem, se não tinham mesmo passado à frente e procurado outro! Sim, é verdade que ele não é daqueles actores brilhantes como o Christian Bale (para enumerar um colega de adaptações de BD's), mas chega e bem para o papel que lhe deram.

Resumindo, recomendo a quem é fã deste género de filmes, e para quem o vai ver ao cinema, deixo uma recomendação: não saiam da sala quando começarem os créditos, pois mesmo no final há mais uma cena, e depois um teaser trailer do GRANDE filme que vai ser o dos Avengers!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Opinião #39: "Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2" (Filme)

- HARRY POTTER E OS TALISMÃS DA MORTE - PARTE 2 -

Trailer:


Ficha Técnica:

Acção/Aventura, 130 min
Realização - David Yates
Argumento - Steve Kloves
Interpretação - Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Alan Rickman, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes

Sinopse:
No épico final, a batalha entre as forças do bem e do mal do mundo dos feiticeiros vai originar uma guerra sem precedentes. Os riscos nunca foram tão elevados e ninguém está seguro. Mas é Harry Potter quem terá de fazer o sacrifício final, pois a luta com Lord Voldemort aproxima-se. Tudo acaba.

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Opinião:

Eu cresci com o Harry Potter. Lembro-me de receber o meu primeiro livro da saga, e de ter encontrado assim o meu amor pelos livros e pelo mundo da fantasia. Lembro-me de ver as cassetes dos dois primeiros filmes (dobrados em português), outra e outra vez, até que quase estraguei o vídeo de tanto as rebobinar. Lembro-me de acordar às 6 da manhã para ir a pé, sob chuva torrencial, até à livraria onde tinha o "Ordem da Fénix" reservado já há mais de um mês, e estar até às 3 da manhã do dia seguinte agarrada ao livro. Lembro-me de todas as directas que fiz depois da publicação de mais uma aventura. E acima de tudo lembro-me da companhia que esta saga me fez quase toda a minha vida.

Por isso foi com uma mistura de alegria e tristeza que fui ver este filme. Alegria pois ia finalmente ver com os meus próprios olhos o final daquilo que passei anos a imaginar dentro da minha cabeça. E tristeza pois era a última oportunidade de ver um brilhante grupo de actores a dar vida a esta história. Mas saí da sala de cinema bastante satisfeita!

Achei o início do filme um pouco "abrupto", mas já era de esperar quando se trata da divisão de um livro. Muito basicamente é este o único pseudo-defeito que tenho a apontar ao filme, porque de resto foi tudo excelente. Está brilhantemente bem feito, adorei tudo, e se quisesse estar aqui a apontar tudo aquilo de que gostei neste filme ficava aqui infinitamente, por isso nem sequer vou começar.

Passei todo o filme num misto de riso e de quase-choro (só não chorei mesmo graças ao facto de me lembrar de certas cenas dos musicais dos Starkids -A Very Potter Musical e A Very Potter Sequel, se ainda não viram não sei do que é que estão à espera - depois das cenas mais dramáticas, se não tinha mesmo chorado que nem um bebé), e acção foi coisa que não faltou. Sempre achei que este livro tinha muita coisa a acontecer num curto espaço de tempo, e que poderia ser um pouco maior por causa disso, mas acho que no filme ficou tudo bem distribuído, não faltando nada de essencial e acabando por não ser um filme assim tão grande, comparando com os restantes da saga. Sendo assim, foi mesmo a melhor das decisões dividir o livro em dois filmes (não que alguma vez tenha duvidado disso).

O 3D também estava muito bom, mas aqui tem mesmo tudo a ver com a tecnologia utilizada pelos cinemas. Esqueçam o 3D com aqueles inúteis óculos de plástico, e vão a um cinema onde tenham tecnologia de expand 3D e um sistema activo nos óculos (não vou falar em "marcas", mas se quiserem saber é só perguntar). Realmente foi uma experiência muito boa, e em certas cenas parecia mesmo que estava dentro do filme. Mas sendo um filme de Harry Potter já era de esperar que não fosse um 3D feito de qualquer maneira!

Depois do filme acabar, ainda andei um bom bocado a tentar acostumar-me à ideia de que tinha acabado de ver pela última vez Harry Potter no grande ecrã. Mas não fiquei triste nem sentimental, pois nunca acredito quando dizem que Harry Potter acabou. Tal como é dito várias vezes ao longo da saga, as pessoas de que gostamos nunca desaparecem completamente, ficam sempre no nosso coração. Por isso não, Harry Potter não "acabou". Enquanto houver novas gerações a pegar pela primeira vez nos seus livros, a verem os filmes, a apaixonarem-se por esta história que cativou todo o mundo, Harry Potter nunca vai acabar. Apenas vai começar outra, outra, e outra vez.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Opinião #33: "X-Men: O Início" (Filme)

- X-MEN: O INÍCIO -

Trailer:


Ficha Técnica:
Ficção Científica, 132 min
Realização - Matthew Vaughn
Argumento - Ashley Miller, Jane Goldman
Interpretação - James McAvoy, January Jones, Jennifer Lawrence, Kevin Bacon, Michael Fassbender

Sinopse:
Antes de se tornarem Professor X e seu arqui-inimigo Magneto, Charles Xavier e Erik Lensherr eram dois jovens que acabavam de descobrir os seus poderes pela primeira vez. Eram, na altura, amigos e companheiros de luta que trabalhavam juntos com outros Mutantes, tentando evitar a maior ameaça que o mundo já enfrentara. É da divergência entre ambos que se dá a cisão que origina a eterna guerra entre Magneto e seus seguidores, e os X-Men do Professor X.

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Opinião:

Sendo eu fã da Marvel, e ainda mais dos X-Men (têm lá um dos meus dois personagens preferidos da Marvel, era difícil não gostar), não podia deixar de ir ver esta prequela, e foi a ida ao cinema deste fim de semana.

Sempre tive muita curiosidade em relação à origem dos personagens, e foi por isso que adorei o filme sobre o Wolverine (e também ajudou o facto de ser um desses dois personagens preferidos, interpretado pelo meu actor favorito), e também acabei por adorar este. Havia uma série de questões que eu queria ver respondidas, como a razão porque Xavier anda de cadeira de rodas, como é que ele e Magneto se conheceram e mais tarde separaram, e como é que Mystique, melhor amiga de Xavier, acaba por se aliar a Magneto, como é possível ver nos vários filmes da trilogia.

Devo dizer que tive resposta a todas essas perguntas e mais algumas (até dá para ficarmos a saber como é que "apareceu" o famoso Cerebro, o aparelho que Xavier usa nos outros filmes para encontrar mutantes), e que por isso fiquei bastante satisfeita com a abordagem que fizeram nesta prequela. O filme é grande, tem mais de duas horas, mas vê-se bastante bem e de outra forma não dava para abordar tantas storylines diferentes.

No entanto, houve muita informação que ficou por dizer, mesmo por entrarem tantos mutantes diferentes neste filme. Há vários que aparecem neste mas que não têm relação alguma com os da trilogia (pelo menos que eu saiba), como é o caso, por exemplo, de Emma Frost, Riptide e Darwin, cujos passados não nos são contados e aparecem um pouco do "céu". Mas outros têm ligações curiosas com os dos restantes filmes, que seria engraçado dar a conhecer de alguma forma, para quem não conhece assim tão bem o mundo da Marvel. Por exemplo, o Nightcrawler (que se não me falha a memória aparece no segundo filme da trilogia) é filho do Azazel e da Mystique, e o Havok é irmão do Cyclops, que tem um papel preponderante na trilogia. Mas não se pode dizer tudo, por isso fiquei bastante satisfeita com tudo o que explicaram no filme, e aprendi bastante.

Agora, defeitos. Só tenho a apontar um, que acaba por ser fruto se calhar de uma certa preguiça por parte dos actores/produção. Ao longo do filme, vários personagens falam diversas línguas (para além do óbvio inglês, falam espanhol, francês, russo e alemão), e nota-se à distância o pouco trabalho que tiveram no sotaque das diferentes línguas. Não posso falar sobre o russo, que é a única das línguas que falaram sobre a qual não tenho qualquer base, mas em todas as outras a pronunciação nas palavras mais básicas era péssima, e ainda se notava mais quando os punham a falar com actores nativos na língua (sim, a diferença era tão grande que dava para reparar nisso). Sei que é difícil por serem diálogos longos e se calhar eles não tinham qualquer tipo de bases nessas línguas, mas ninguém pedia que eles aprendessem a língua na sua totalidade, pelo menos que tivessem um certo cuidado com a enunciação.

Fora isso, foi tudo muito bom, desde a storyline até aos efeitos visuais e tudo o resto (embora, devo dizer, tenha ali uns momentos entre o Xavier e o Magneto que me fizeram duvidar do nível da "amizade" deles, e não fui a única). E o facto de o Hugh Jackman fazer uma mini-participação no seu papel de Wolverine, mesmo que só com uma fala de três palavras, fez-me adorar ainda mais o filme, e foi uma cena que pôs toda a gente a rir na sala. Por alguma razão se fala de continuar o franchise do filme do Wolverine.

Por isso, se viram os outros filmes dos X-Men (mesmo que não tenham sido todos, que não afecta em nada), ou se têm curiosidade e querem ver este antes dos restantes, recomendo o visionamento, que está um filme muito bem feito!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Opinião #28: "Velocidade Furiosa 5" (Filme)

- VELOCIDADE FURIOSA 5 -

Trailer:



Ficha Técnica:
Acção/Aventura, 130 min
Realização - Justin Lin
Argumento - Chris Morgan, Gary Scott Thompson
Interpretação - Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Dwayne Johnson, Joaquim de Almeida

Sinopse:
Agora, o polícia demissionário Brian O'Conner junta-se ao ex-condenado Dom Toretto no outro lado da lei. Dwayne Johnson é a nova aquisição, com Jordana Brewster, Chris "Ludacris" Bridges, Tyrese Gibson, Sung Kang, Gal Gadot, Matt Schulze, Tego Calderon e Don Omar para esta derradeira corrida. Este poderoso elenco, conta ainda com a participação de Joaquim de Almeida. Desde que Brian e Mia Toretto soltaram Dom da prisão, eles ultrapassaram várias fronteiras para evitar as autoridades. Instalados agora no Rio de Janeiro, terão de realizar um último trabalho para conquistar a liberdade. Enquanto reúnem uma equipa de elite com condutores de topo, estes aliados improváveis sabem que esta é a única oportunidade para enfrentar o empresário corrupto que os quer matar a todos. Mas ele não é o único que os persegue. O duro agente federal Luke Hobbs nunca falha um alvo. Quando é destacado para perseguir Dom e Brian, ele e a sua equipa de intervenção desencadeiam uma missão de grande escala para os capturar. Mas enquanto a sua equipa invade o Brasil, Hobbs apercebe-se que não consegue separar os bons dos maus. Agora, terá de confiar nos seus instintos para apanhar a sua presa… antes que alguém o faça.

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Opinião:

Eu adoro todos os filmes do Velocidade Furiosa (até o "Ligação Tóquio", que muita gente detesta), por isso não podia deixar de ver o (esperemos mesmo que seja) último filme deste franchise. E devo dizer, não poderiam acabar de melhor maneira!

Quanto à história em si não vale a pena fazer qualquer resumo, que a sinopse é bastante extensa e detalhada. Gostei bastante do facto de se passar no Rio de Janeiro, e como sempre que acontece em qualquer filme de produção americana, achei imensa piada aos actores a falar brasileiro (não me perguntem porquê, sempre gostei de ver). O mundo das favelas brasileiras sempre me suscitou interesse, desde que vi o filme "Cidade de Deus", e este foi mais um que mostrou um pouco do que se passa nesse autêntico mundo à parte da pobreza no Brasil.

Fiquei surpreendida ao ver o Joaquim de Almeida (não tinha lido sinopses nem visto nada sobre o filme antes de o ver), e achei bastante curioso o facto de terem dado à personagem dele (o "vilão" do filme) um diálogo sobre a ocupação do Brasil por parte dos portugueses e dos espanhóis, em que ele diz "Eu pessoalmente gosto mais do método dos portugueses" (ou algo por essa linha). Tendo ele a origem que tem, achei engraçado a coincidência desse pormenor no guião.

Quanto ao final, não podia mesmo ser melhor. O filme reuniu personagens de todos os filmes anteriores, e todos tiveram direito ao seu final perfeito. Mesmo por ter acabado tão bem é que espero mesmo que seja desta que não façam mais nenhum, porque se forem mexer mais, vão acabar por estragar a maneira como deixaram tudo neste. Eu compreendo, quando dá dinheiro é bom continuar, mas tudo o que é bom também acaba, e acho que não há mais nada que se possa fazer com esta ideia.

Por isso, para quem viu os restantes, recomendo bastante verem este! Nem que seja para lavarem as vistas (e isto aplica-se a ambos os sexos, para não dizerem que faço comentários "feministas"!). Muito bom filme.

domingo, 8 de maio de 2011

Opinião #24: "Thor" (Filme)

- THOR -

Trailer:



Ficha Técnica:
Acção/Aventura, 114 min
Realização -Kenneth Branagh
Argumento - Ashley Miller, Zack Stentz
Interpretação - Anthony Hopkins, Chris Hemsworth, Natalie Portman, Stellan Skarsgard

Sinopse:
Aventura que une o Universo Marvel dos dias de hoje com o reino místico de Asgard. No centro da história está O Poderoso Thor, um forte, porém arrogante guerreiro, cujas imprudentes atitudes reacendem um antiga guerra. Como resultado, Thor é banido para a Terra, onde é obrigado a viver entre os humanos. Quando o mais perigoso vilão do seu mundo, envia as forças das trevas para invadir o nosso planeta, Thor aprende aquilo que é necessário para ser um verdadeiro herói.

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Opinião:

Em primeiro lugar devo dizer que eu sou um pouco suspeita para opinar sobre um filme deste género, que eu desde que me lembro que adoro os heróis da Marvel e da DC (sim, enquanto muitas meninas andavam a brincar com bonecas, eu preferia estar a ler bd's do Homem-Aranha e do Wolverine e a ver filmes antigos do Batman e afins. Sim, eu era ESSE tipo de miúda. E em parte continuo a ser!).

Continuando, como não poderia deixar de ser, adorei o filme. O Thor não é daqueles heróis com que eu estivesse mais familiarizada, mas conhecia vagamente a mitologia nórdica que lhe deu origem. E com o filme fiquei bastante surpreendida pela positiva (até porque tem, digamos de forma mais subtil, grandes argumentos a seu favor!).

Em primeiro lugar, os efeitos. A construção gráfica tanto do reino de Asgard (onde vivem Odin, Thor, Loki, enfim, os deuses nórdicos) como de Jotunheim (reino dos gigantes de gelo) está excelente, e os efeitos visuais em todas as cenas (principalmente as de batalha) são também muito muito bons.

Outro ponto bastante positivo: a comédia. Nunca pensei, ao entrar na sala de cinema, que me ia rir tanto a ver este filme. Não são piadas forçadas nem fora de contexto, estão nos sítios certos e melhoram bastante o filme, dando-lhe um ritmo mais leve.

E agora vem o meu lado mais feminino: raparigas comprometidas que queiram ir ver este filme, deixem o marido/namorado/amante/etc em casa, e vão ver o filme com amigas. Tem muito mais piada, e assim podem, digamos, apreciar o trabalho do Chris Hemsworth de todos os ângulos possíveis sem receberem propostas de divórcio ou fins de relações.

Iria ver o filme outra vez (mesmo que enfim, continue a achar uma exploração isto de agora quase todos os filmes serem em 3D, mas este ate se safava nesse aspecto), e fico à espera do próximo ano, em que vai sair o filme dos Vingadores, e aí vem o meu lado nerd todo ao de cima, que se vão juntar os heróis todos num só filme (incluindo o Thor).

Recomendo bastante!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Opinião #12: "Sucker Punch - Mundo Surreal" (Filme)

- SUCKER PUNCH - MUNDO SURREAL -

Trailer:



Ficha Técnica:
Acção/Fantasia, 109 min
Realização - Zack Snyder
Argumento - Steve Shibuya, Zack Snyder
Interpretação - Abbie Cornish, Emily Browning, Jamie Chung, Jena Malone, Vanessa Hudgens

Sinopse:
Babydoll foi presa contra a sua vontade, mas não perdeu as forças para sobreviver. Determinada a lutar pela sua liberdade, ela junta outras quatro raparigas - Rocket, Blondie, Amber e Sweet Pea – e juntas tentam escapar das mãos de Blue (Oscar Isaac), Madam Gorski e High Roller. Lideradas por Babydoll, iniciam uma luta contra tudo e todos. Juntas, têm de decidir o que estão dispostas a sacrificar, de modo a manterem-se vivas. Com a ajuda de Wise Man (Scott Glenn), vão fazer de tudo para conseguirem a tão valiosa liberdade.

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Opinião:

Estava com bastante curiosidade em ver este filme, por isso foi o escolhido para a última ida ao cinema. E o que saltou logo a atenção, assim que começou o filme, foi o quê?

A banda sonora. Já há bastante tempo que não vejo uma banda sonora tão boa num filme. Tem músicas excelentes, e que se enquadram bastante bem no tipo de filme que é. Fiquei surpreendida!

Quanto ao filme: Não estava à espera que me fosse pôr a pensar tanto. Não é um filme de compreensão fácil, e é bastante "alternativo". Grande parte da história passa-se na imaginação de Babydoll, sendo um paralelo ao que acontece na realidade, por isso chega-se a um ponto que, se não se estiver com atenção, já nem se sabe o que se está por ali a passar.

De resto, vê-se perfeitamente que é um filme que foi direccionado para um público masculino. Por favor, um grupo de raparigas bonitas, em trajes mínimos o filme todo, que passam metade do seu tempo a matar tudo e todos com sabres, bazucas e todo o tipo de armas, e isto tudo de saltos? Enfim, mas não deixa de ser um filme bastante bom por causa disso.

Outro pormenor: Passam o filme a dizer que a Babydoll é do outro mundo a dançar, mas tudo o que se vê é ela a abanar os ombros, fecha os olhos, e lá vai ela para o mundinho dela. Sei que isto não tem importância nenhuma, mas foi um pormenor que me ficou na memória. Pelo menos uma vez, custava porem a rapariga a dançar? Meteram-na a matar nazis, a degolar dragões e a desmontar bombas, ensinar-lhe uns passos de dança não devia ser algo de muito difícil!

terça-feira, 22 de março de 2011

Opinião #7: "Sou O Número Quatro" (Filme)

- SOU O NÚMERO QUATRO -

Trailer:



Ficha Técnica:
Ficção Científica, 109 min
Realização - D. J. Caruso
Argumento - Alfred Gough, Miles Millar
Interpretação - Alex Pettyfer, Diana Agron, Kevin Durand, Teresa Palmer, Timothy Olyphant

Sinopse:
Adolescentes alienígenas tentam adaptar-se à escola na Terra depois do planeta onde viviam ter sido destruído por uma espécie inimiga. No entanto, rapidamente descobrem que estão a ser perseguidos na Terra pela mesma espécie que destruiu o planeta de onde vieram.

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Opinião:

Andava há bastante tempo com vontade de ver este filme (e ainda mais depois de ter lido o livro), por isso foi a escolha óbvia para a ida ao cinema no meu aniversário. Como já opinei sobre o livro, não vou comentar a história, mas sim apenas o filme em si.

Devo dizer que o filme até está bastante bem feito visualmente, e visto isoladamente está bem estruturado, mas enquanto adaptação de livro deixa mesmo bastante a desejar. A única coisa que se mantém igual é a premissa base da história, de resto fizeram bastantes alterações. E não apenas na história, até na caracterização das personagens se notaram diferenças.

Nesse aspecto fiquei um pouco desiludida, pois havia umas quantas cenas que queria mesmo ver, e acabei por não ver uma grande parte do livro transposto no filme. É compreensível que se cortem partes nestas adaptações, pois não dá para mostrar absolutamente tudo num filme de hora e meia, mas fazerem alterações, e em coisas tão básicas... Está uma adaptação mesmo bastante livre.

Não deixa de ser um bom filme, e até há algumas cenas que não se encontram no livro e que gostei de ver, mas foi difícil abstrair-me da ideia que tinha do livro, pois estava constantemente a pensar "Agora vai acontecer isto", e depois ser algo completamente ao contrário.

Portanto, o meu conselho: vão ver o filme se gostam deste género; mas em relação ao livro, se o quiserem ler, das duas uma: se lerem antes de ir ao cinema, tenham plena consciência de que vão ver bastantes coisas diferentes, e não se agarrem à história, ou leiam apenas depois de ver o filme.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Opinião #5: "127 Horas" (Filme)

- 127 HORAS -

Trailer:



Ficha Técnica:
Acção/Aventura, 94 min
Realização - Danny Boyle
Argumento - Danny Boyle
Interpretação - James Franco, Amber Tamblyn, Kate Mara

Sinopse:
A história verídica da impressionante aventura do montanhista Aron Ralston, na sua luta ao ficar preso após uma queda num desfiladeiro isolado no Utah (EUA). Durante os cinco dias seguintes Ralston examina a sua vida e sobrevive aos elementos para finalmente descobrir que tem a coragem e os recursos para se libertar por qualquer meio necessário, escalar uma parede com 200 metros e caminhar mais de 12 km antes de ser finalmente salvo. Ao longo da sua viagem, Ralston recorda amigos, amantes, família e as duas caminhantes que conheceu antes do acidente.

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Opinião:

Desde que tomei conhecimento da história de vida deste senhor que fiquei bastante curiosa para ver o filme. Esta semana foi a escolha óbvia para a ida ao cinema, e realmente não há palavras para o descrever.

A sinopse é o suficiente para quem ainda não conhece a história a perceber minimamente, por isso nesse aspecto não me vou alongar muito. Aquilo de que vale mesmo a pena falar, não que a história seja de todo algo que se deva desprezar, é mesmo a prestação do James Franco, e o trabalho brilhante do Danny Boyle.

Penso que deste realizador só conheço mesmo o "Slumdog Millionaire", e devo dizer que é um realizador com uma visão brilhante. Não consigo encontrar defeitos à forma como o filme foi feito, e adorei o tipo de edição que foi feita. Tenho de explorar mais o trabalho dele!

Quanto ao James Franco, acho que dificilmente haveria outro actor que conseguisse representar o extremismo das fases por que Aron Ralston passou durante aqueles cinco dias tão bem quanto ele. Nas cenas mais sérias surpreendeu-me bastante, nas mais "cómicas" ele estava evidentemente "em casa". Foi uma pena ter tido concorrência tão forte nos Oscares este ano, porque fez um belíssimo trabalho. E o próprio filme também merecia alguma distinção, tal como o Danny Boyle.

A única coisa que digo a quem queira ir ver este filme é: se forem facilmente impressionáveis, ou não vão, ou não vejam mesmo a cena em que ele se consegue libertar da pedra (isto para não dizer mesmo o que ele faz, eu já sabia antes de ir e passei o filme todo na ansiedade de não a querer ver). Eu costumo ter um estômago até bastante forte para aquele tipo de cenas, mas a forma como foi feita, os efeitos de som, os planos usados e acima de tudo o facto de saber que aquilo aconteceu mesmo, fez com que saísse do cinema um pouco mal disposta.

Mas tentem ir ver na mesma, porque o filme é brilhante!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sinto-me observada...

Será que anda alguém da Lusomundo a seguir secretamente o meu blog, viu este post e lá foi emendar a trapalhada?

Espero bem que seja desta, porque até meteram a estreia para bastante mais cedo!

terça-feira, 1 de março de 2011



Filmes: A soar melhor em Auto-tune
do que a Kesha e a Britney Spears desde os Óscares 2011.

Opinião #4: Cerimónia dos Óscares 2011

No geral, pode-se definir a cerimónia deste ano com duas palavras: sem surpresas.

Ganharam alguns que eu queria mesmo que ganhassem (Christian Bale como Actor Secundário, Colin Firth e Natalie Portman como Actores Principais), ganharam alguns que não me surpreenderam, mas que se fosse por outra escolha também concordaria ("O Discurso do Rei" como Melhor Filme, que o "Cisne Negro" também merecia, ou Melhor Argumento Original também para o Discurso, onde "A Origem" acaba por ter um argumento por um lado mais forte), e como sempre, ganharam alguns onde acho que o prémio foi mal entregue (como por exemplo Melhor Actriz Secundária para Melissa Leo. Só vi o trailer do "Indomável", e até só por esses minutos acho que a Hailee Steinfeld teve uma performance melhor, para não referir as restantes nomeadas).

Gostei do facto de terem reconhecido o trabalho técnico d' "A Origem", e de o hype d' "A Rede Social" não se manter. Continuo frustrada pelo facto de "Entrelaçados" não ter sido nomeado para Melhor Filme de Animação, mas mesmo assim acho que não deveria ter ganho o "Toy Story 3". Por um lado já esperava, mas estava à espera de outro resultado.

Quanto ao duo de apresentadores, acho que funcionou bem, embora tenha a sensação de que a Hathaway aguentava a cerimónia sozinha. Tragam é o Hugh Jackman de volta!

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Coisas Que Eu Não Percebo #2

Quando anunciam a data de estreia de um determinado filme, e depois como que por magia, o filme desaparece da lista de estreias durante meses. Andam a jogar às escondidas com as pessoas?

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"O filme está aqui!"

"Agora já não está!!"

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Opinião #2: "The Fighter - Último Round" (Filme)

- THE FIGHTER - ÚLTIMO ROUND -

Trailer:



Ficha Técnica:
Biografia, 115 min
Realização - David O'Russell
Argumento - Scott Silver
Interpretação - Mark Wahlberg, Amy Adams, Christian Bale, Melissa Leo

Sinopse:
Dicky Ecklund é uma antiga lenda do pugilismo que desperdiçou os seus talentos e deitou fora a sua oportunidade de grandeza. Micky Ward, o seu meio-irmão, é um pugilista batalhador que viveu toda a vida na sombra do irmão. The Fighter é a história verídica e inspiradora destes dois irmãos que, contra todas as expectativas, se aproximam para treinar para um histórico combate pelo título que irá unir a sua família desfeita, redimir os seus passados e dar finalmente à sua cidade aquilo por que esta tanto espera: orgulho.

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Opinião:

Tal como já tinha referido noutro post, estava indecisa entre ir ver este filme ou o "Indomável" esta semana, e acabei mesmo por me decidir por este. E não fiquei desiludida!

Este filme trata-se, muito para além da história de um pugilista, de um autêntico retrato do amor entre irmãos. Para além das lutas físicas, são os confrontos familiares e até os pessoais que fazem desta história (real) um autêntico relato de perserverança, vitória, e sobretudo, amor.

Dicky Ecklund é, tal como gosta de ser chamado e de chamar a si próprio, "o orgulho de Lowell", a pequena localidade onde sempre viveu com a sua família. Na sua juventude, foi um grande pugilista, tendo até conseguido vencer Sugar Ray Leonard, no seu mais famoso combate. Depois de deixar de combater, tornou-se treinador a tempo inteiro do meio-irmão Micky Ward, que sempre o admirou.

No entanto, a sua vida não foi repleta de vitórias. O seu vício em crack levou-o a ver-se envolvido em todo o tipo de situações, que acabavam com inúmeras visitas à prisão e a constantes desilusões perto do irmão mais novo e do resto da sua família.

Entretanto, Micky Ward está a preparar o seu grande regresso ao mundo do pugilismo. Depois de algumas derrotas, que o desmotivaram cada vez mais de continuar a lutar, vê uma oportunidade de voltar a brilhar no ringue. No entanto, essa oportunidade não lhe surge livre de sacrifícios: Micky vê-se obrigado a escolher entre o apoio incondicional da família (e mais ocasional de Dicky) pela sua carreira, ou a seguir uma nova via, livre de problemas: nova namorada, novo treinador, novo manager.

Será que consegue conciliar estas duas vertentes, afastar-se da sombra do irmão e sair vitorioso na luta da sua vida?

O filme, enquanto biografia, está bem feito. É no entanto difícil de discernir, por vezes, sobre que vida se trata: a de Dicky Ecklund ou Micky Ward. Os dois irmãos eram tão próximos que por um lado é natural que não se consiga referir um sem falar do outro, mas se tivesse de escolher, diria que quem se destaca é realmente Dicky.

E a isto muito se deve a interpretação de Christian Bale, que rouba claramente o protagonismo a Mark Wahlberg (Micky). O actor está irreconhecível neste filme, tendo perdido bastante peso, e quem acompanha o seu trabalho dificilmente dirá que, por exemplo, o último Batman e Dicky Ecklund são interpretados pela mesma pessoa. Ele adoptou todo um conjunto de maneirismos inerentes à sua personagem, a um ponto em que ambos se confundem. Tal como o próprio já referiu várias vezes em entrevistas, Bale deixa-se "absorver" pelas suas personagens quando está a gravar algum filme, algo com que nem todos os actores conseguem lidar (toda a gente ainda se lembrará, certamente, do súbito desaparecimento de Heath Ledger).

Torna-se evidente, então, que é da minha opinião que deveria ser ele a ganhar o Óscar de Melhor Actor Secundário na cerimónia deste ano.

Quanto aos restantes actores, todos estiveram à altura do desafio de representar pessoas "de carne e osso" (que vários admitem que é bastante mais difícil do que com personagens fictícias), e também mereciam alguma distinção. Mas é um facto que é uma luta de gigantes, e este ano é difícil de apontar uma má representação de entre os nomeados.

Do filme em si, tenho a apontar a cinematografia bastante bem conseguida. Tendo em conta a época em que se passa a história, houve todo um cuidado com os pormenores, como por exemplo o tipo de imagem que era visto nas transmissões televisivas da altura. Quando são passados excertos dos programas que as personagens estão a assistir (sejam eles as lutas de Micky ou o documentário feito sobre Dicky), parece mesmo que tudo aquilo foi retirado de um arquivo dos anos 90.

Por outro lado, para quem está à espera de um filme repleto de cenas de acção e de luta, poderá não ficar completamente satisfeito. A esse nível, comparo-o ao filme "The Wrestler", em que o destaque é maioritariamente sobre quem luta, e não propriamente as lutas em si.

Recomendo!

Opinião #1: "O Discurso do Rei" (Filme)

- O DISCURSO DO REI -

Trailer:



Ficha Técnica:
Drama, 118 min
Realização - Tom Hooper
Argumento - David Seidler
Interpretação - Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter

Sinopse:
Após a morte de seu pai, o Rei George V, e da escandalosa abdicação do Rei Eduardo VIII, Bertie, que toda a sua vida sofreu de um debilitante problema de fala, é coroado Rei George VI de Inglaterra. Com o país à beira de uma guerra e a necessitar desesperadamente de um líder, a sua mulher, Elizabeth, futura Rainha-mãe, encaminha o marido para um excêntrico terapeuta da fala, Lionel Logue. Depois de um começo difícil, os dois homens iniciam uma terapia pouco ortodoxa e acabam por formar um vínculo inquebrável. Com a ajuda da sua família, do seu governo e de Winston Churchill, o Rei vai superar a gaguez e tornar-se numa inspiração para o povo.

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Opinião:

Já queria ver este filme há bastante tempo, e não passou desta semana. Era minha opinião que este seria o grande vencedor na noite dos Óscares e, em parte, essa opinião não mudou.

O filme conta-nos a história do Duque de York, filho mais novo do Rei. Toda a sua vida se viu deparado com o problema de gaguez, mas era feliz com a sua mulher e as suas filhas. No entanto, devido à sua posição dentro da família real (e à falta de interesse do irmão mais velho, herdeiro do trono, pela vida política), procura ajuda médica para o seu problema, e apenas a encontra com Lionel Logue, e os seus métodos pouco convencionais.

Sem qualquer tipo de pretensões ao trono, Bertie (alcunha de família que é também adoptada, sem pudor, por Lionel) vê a sua vida mudar de um dia para o outro, quando depois da morte do pai, o seu irmão mais velho é levado a abdicar do trono. Bertie vê-se assim, quase que contra a sua própria vontade, no lugar que nunca cobiçou nem ao pai, nem ao irmão, e depara-se com a iminência de uma guerra com a Alemanha. Na altura em que o seu povo mais precisa de uma figura forte que os guie, ele próprio anda ainda à procura do seu caminho.

O filme está bastante bem feito. Tem um ritmo bom, não caindo na monotonia, o que acontece com alguns dramas, chegando até a ter alguns momentos mais leves de comédia (quase todos pelas mãos de Lionel, interpretado bastante bem por Geoffrey Rush). Dessas cenas, a que me ficou mais gravada na memória passa-se logo no princípio do filme, quando Bertie e Lionel estão na sua primeira consulta, e o Duque, pouco confiante, lhe diz que procurou ajuda perto dos melhores médicos de Inglaterra, sem resultados. Quando Lionel lhe diz directamente que eles seriam, então, incompetentes, dá-se a seguinte troca:

Bertie: - They've all been knighted!
Lionel: - Makes it official, then.

Pode não parecer nada de mais, mas foi a primeira de várias cenas em que não consegui evitar rir-me.

Por várias vezes o Duque desiste de continuar os tratamentos com Lionel (que passavam por dançar, cantar, rebolar pelo chão ou até recorrer a profanidades), mas vê-se sempre de volta ao seu gabinete. O nascimento gradual da forte amizade que os une, e uniu durante o resto das suas vidas, é um dos pontos positivos a apontar às interpretações brilhantes de ambos os actores.

E claro, não se pode deixar de referir Helena Bonham Carter, no papel de esposa de Bertie, a (futura) Rainha Elizabeth. Tal como o marido, não tinha qualquer desejo de realeza. A sua vida era dedicada ao marido e às filhas, e é por isso que não desiste de tentar ajudar Bertie a resolver o seu problema, e está sempre a seu lado, apoiando-o em todos os passos importantes da sua vida. Interpretação também bastante boa da actriz, que nos habituou a papéis mais fora do comum (como o de Rainha Vermelha em "Alice no País das Maravilhas", ou Bellatrix Lestrange nos filmes de Harry Potter. E quem se esquece de Ms. Lovett em "Sweeney Todd"?), aqui a mostrar alguma da sua variedade.

No geral, é um filme que nos mostra que com força de vontade, conseguimos ultrapassar todas as adversidades com que nos deparamos na nossa vida, e que de um homem simples se pode fazer um Rei respeitado por todos.

Não encontro pontos negativos a apontar ao filme, a não ser algo que me ficou na cabeça, de uma cena bastante simples e que até, no fundo, compreendo (é o ponto fulcral do filme, não podia ser despachado, e sendo baseado na realidade, não havia muita volta a dar). Como é que, tendo o Rei um problema de fala, lhe passam para a mão um discurso de três páginas?

Agora, palpites para os Óscares: Espero que Colin Firth ganhe o de Melhor Actor, porque certamente o merece. Faz um papel brilhante, e não é qualquer um que conseguiria fingir uma gaguez daquelas. Claro que o papel não se resume a isso, mas este caso apenas me faz pensar no facto de Philip Seymour Hoffman também o ter ganho por Capote. Penso que aqui não terei muitas surpresas. Para Melhor Actriz Secundária penso que, de entre as nomeadas, também é Bonham Carter que se destaca mais (embora não tenha visto as actuações de todas as nomeadas).

No que diz respeito a Actor Secundário é que já não tenho tantas certezas. Embora Geoffrey Rush faça um belo papel, é um pouco "ofuscado" por Colin Firth, quando por exemplo no caso de Christian Bale no filme "The Fighter", seja este a roubar quase que por completo o protagonismo.

Quanto às restantes nomeações, penso que vai ser bastante dividido, pois há bastantes bons filmes nomeados este ano.

Veremos o que acontece!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Indecisa

Andei a ver os filmes que estrearam, e estou indecisa entre dois para ir ver esta semana:

"Indomável", ou "The Fighter"?



O "Indomável" não é de todo o meu género de filme, e gosto bastante do trabalho do Christian Bale, o que me inclina mais para o "The Fighter". Mas estão ambos nomeados para os Óscares, e eu tento sempre ter algum conhecimento de causa quando estou a ver a cerimónia.

Qual é que devo ir ver?