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sábado, 21 de maio de 2011

Dia 21 - Melhor Citação (Descrição)

"As fachadas das casas, na Via della Sapienza, fechavam-se sobre mim de ambos os lados. Estava num labirinto do passado, seguindo a lógica de um modo de vida desaparecido. Por cima de mim, inúmeras bandeiras de cores berrantes cruzavam-se na fita de céu azul, estranhamente vívidas no meio dos tijolos medievais, mas à parte isso e o estranho par de jeans penduradas numa janela, nada ligava aquele cenário à modernidade.

O mundo alterava-se à sua volta, mas Siena não se importava. O Direttore Rossini dissera-me que, para os habitantes de Siena, a era dourada fora a Idade Média e, enquanto caminhava, percebi que ele tinha razão. A cidade agarrava-se à sua atmosfera medieval com teimosia, indiferente às atracções do progresso. Havia toques da Renascença aqui e ali, mas no seu conjunto, dissera o director do hotel com um risinho abafado, Siena era demasiado esperta para se deixar seduzir pelos encantos dos playboys da História, os chamados mestres, que transformavam as casas em bolos de massa folhada."

- "Julieta" (Anne Fortier), p. 47

Para este dia decidi escolher um livro em que as boas descrições fosse um dos seus pontos fortes. Lembrei-me imediatamente deste, pois a autora faz um excelente trabalho a descrever Siena e todos os espaços por que a protagonista passa ao longo da história. O melhor deste livro foi mesmo sentir-me em Itália enquanto o li, por isso decidi partilhar uma citação dele. Pode não ser a melhor (pois não se prende especificamente com o aspecto "físico" da localidade), mas o livro ainda é grandinho para procurar mais, mas achei especial piada a esta, pois é uma primeira visão da Julie/Julieta, pouco depois de chegar a Siena.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Opinião #11: "Julieta" (Livro)

- JULIETA -

Capa:


Autora:
Anne Fortier

Informação:
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 512
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896571276
Idioma: Português

Sinopse:
Julieta, um ambicioso e sedutor romance, segue a odisseia de uma jovem que descobre que as origens da sua família remontam aos amores frustrados dos dois maiores amantes da literatura: Romeu e Julieta.
Quando Julie Roberts herda a chave de um cofre em Siena, Itália, dizem-lhe que conduzi-la-á a um tesouro de família. A jovem lança-se numa jornada tortuosa e perigosa, mergulhando na história da sua antepassada Julieta, cujo amor lendário por um jovem chamado Romeu abanou os alicerces da Siena medieval.
À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição - «Malditas sejam as vossas casas!» - continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu - mas onde está ele?

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Opinião:

No geral, gostei bastante da ideia deste livro. Para quem gosta da história de Romeu e Julieta é uma leitura interessante, até porque se descobrem certos "factos" novos, como por exemplo a localidade de ambos ter sido Siena e não Verona, e que não terá sido Shakespeare a "inventar" uma das suas histórias mais famosas, existindo então pelo menos duas versões anteriores. Mas está claro, nunca se sabe onde começa os factos e acaba a ficção, embora a autora tenha demonstrado bastante pesquisa sobre o assunto.

E esse é um dos pequenos defeitos que aponto ao livro. Como se pode ver o livro é um pouco grande, e há extensas partes que estão lá incluídas quase que evidentemente só para a autora poder mostrar a pesquisa que fez para o livro. Sempre achei que uma coisa é dar a conhecer ao leitor o suficiente para este perceber a história, e que outra é estar a copiar os ficheiros de pesquisa para o livro. Mas isso só acontece um par de vezes, no restante livro essas amostras de pesquisa estão bem incluídas no ritmo do livro.

Para além disso, a identidade do Romeu é tão previsível que assim que ele aparece na história sabemos logo que vai ser ele, mesmo que isso só seja "oficialmente" confirmado quase no final do livro.

A minha parte preferida do livro foi realmente o facto de haver um paralelismo entre a história da Julieta da actualidade, e a dos supostos Romeu e Julieta originais, em 1340. Adorei como a história antiga foi contada, e cheguei a um ponto que acelerava a leitura para chegar a esses capítulos.

Mas uma coisa que não cheguei a perceber: Porque é que em todas as sinopses do livro que já vi, dizem que a personagem principal se chama Julie Roberts? É que dos dois nomes que a mulher tem (Julieta Tolomei como nome de nascimento, Julie Jacobs como nome "adoptado"), conseguirem não acertar num é um feito impressionante!