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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mini-Opiniões: #67, #68, #69 e #70

Opinião #67: "Tristão e Isolda", Joseph Bédier

Em relação ao livro anterior desta colecção ("Romeu e Julieta"), gostei relativamente mais deste. Contudo, o tipo de escrita retirado da oralidade fez-me alguma confusão desde o início, mais no aspecto de entrar devidamente na história, pois de certa forma é também o aspecto mais curioso no livro.
Enquanto história de amor também me convenceu mais (duas pessoas que deviam seguir caminhos separados mas se apaixonam perdidamente com uma poção de amor bebida por engano, o que não há para gostar?), pois tanto Tristão como Isolda são personagens bem construídas e com as quais nos conseguimos relacionar facilmente. Mas porque é que nestes livros os casais perfeitos nunca podem ficar juntos??
Terei de o voltar a ler com mais atenção, pois na altura em que fiz a leitura não estava com a melhor das "mentalidades" para o fazer, e acabei por o fazer um pouco à pressa. Talvez assim já vá mais preparada para o tipo de narração, e consiga assimilar melhor a história.

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Opinião #68: "Speak", Laurie Halse Anderson

Já há algum tempo que tinha curiosidade em ler este livro, de tão boas críticas que lia, e foi através de um passatempo ganho num blog-hop sobre livros banidos que finalmente a oportunidade surgiu.
Não me surpreende que tenham banido este livro em escolas dos EUA. Já se sabe que por muito avançados que eles sejam numas coisas, são retrógrados demais noutras, uma dessas coisas sendo o não gostarem de falar nos problemas que afligem a sua própria sociedade.
Este é um livro sobre uma rapariga que vê a sua vida virada do avesso no Verão antes de entrar no liceu: apenas por ter tentado dizer "não". A partir daí, Melinda recusa falar. Se ninguém se interessa por aquilo que ela possa ter para dizer, porquê preocupar-se? E o segredo que tem para guardar não é para os ouvidos de qualquer pessoa.
História escrita de uma maneira brilhante, acho que qualquer pessoa se consegue, de uma forma ou de outra, colocar no lugar de Melinda. Tem alguns excertos que me fizeram mesmo arrepiar, mas é assim que deve ser, para mostrar a realidade deste tipo de problemas. Recomendo bastante a leitura!

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Opinião #69: "Blue Bloods", Melissa de la Cruz

Enquanto primeiro volume de uma série, gostei. Foi uma boa introdução ao mundo construído pela autora, às personagens e à mitologia. Achei-o, acima de tudo, bastante original!
Nesta série, a mitologia dos vampiros une-se com a dos anjos caídos, e os pormenores estão bastante bem encaixados, tornando a história plausível. Para além disso, toda a forma como os vampiros são "feitos" está excelentemente elaborada, sem discrepâncias que não façam sentido. Nota-se a pesquisa histórica feita pela autora, dado que, segundo ela, os vampiros foram para os EUA com os primeiros peregrinos que lá se instalaram, infiltrados no navio Mayflower.
Mas enquanto os peregrinos estão a fugir da perseguição religiosa, de que fogem os vampiros?
Adorei o pormenor de antes de alguns dos capítulos haver uma página de diário para ler, de uma das ocupantes desse navio, até ao ponto em que o próprio diário entra na história. Gostei bastante da forma como a história é escrita, que mesmo não sendo brilhante, suscita alguma curiosidade sobre o que pode vir a seguir. Que venha o próximo!

(já que não abordei muito a história, as minhas desculpas)
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Opinião #70: "As Cores do Espaço", Marion Zimmer Bradley

Comprei este livro completamente por impulso. Por norma não gosto de livros de ficção científica, este não tem sequer a sinopse na contra-capa, aspectos que me costumam demover de comprar um livro. Mas como era bastante barato, e é da Marion Zimmer Bradley, cujas obras estou a tentar conhecer melhor, trouxe-o comigo. E a avaliação final até acabou por ser positiva!
Em 200 páginas, é-nos contada a história de Bart Steele, acabado de se formar e com o sonho de ser astronauta, que ao regressar a casa descobre que o seu pai está desaparecido. Este desaparecimento está de alguma forma relacionada com o povo alienígena Lhari, que na sua malícia esconde dos humanos o segredo da super-propulsão, que lhes permite viajar rapidamente entre galáxias. O pai de Bart estava a tentar descobrir esse segredo quando desapareceu, e Bart vai então à sua procura, assumindo o seu lugar na missão infiltrada numa nave Lhari.
É uma boa história sobre tolerância e aceitação daquilo que nos é estranho, ensinando que não devemos julgar o que não conhecemos pela opinião dos outros. Está escrito de uma forma muito boa (claro, é MZB!), embora se note a diferença por ser dirigido a um público mais jovem. No entanto, o início da história está um pouco confuso, pois começamos a leitura no meio de uma conversa, dando aquela sensação de "cair de pára-quedas" no enredo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Balanço das Leituras de 2011

Antes de começar a falar sobre os livros que li em 2011, tenho de dizer que estou bastante orgulhosa de mim em termos de leituras. Enquanto estive na faculdade o tempo para ler algo que não fossem textos teóricos e apontamentos era literalmente nenhum, e depois de acabar o curso tive de voltar a habituar-me a ler por prazer, e redescobri o meu amor pelos livros.

Uma das minhas resoluções para o ano de 2011 era conseguir ler uma média de 5 livros por mês, o que daria um total de 60 livros. Consegui superar esse objectivo e ler um total de 70 livros em 2011, embora por várias vezes não tenha conseguido chegar aos 5 livros por mês. Mesmo assim, considero este um desafio mais do que superado!

Uma das coisas que também me orgulho de ter feito neste ano que passou foi ter começado a ler mais em inglês. Não é que tivesse algum tipo de dificuldade em fazê-lo antes (sempre gostei bastante de ler em inglês, preferindo-o de certa forma às traduções portuguesas), mas nunca fui pessoa de acompanhar muito os lançamentos de livros nos EUA, e este ano através de plataformas como o Goodreads, e seguindo bastantes blogs, tornei-me uma pessoa mais informada nesse aspecto. Descobri assim também a maravilha que é o BookDepository!

Finalmente, comecei algo que andei durante anos a prometer a mim mesma que fazia: comecei um blog. Posso não ser das pessoas mais certas e consistentes a publicar opiniões, mas esforcei-me por o manter minimamente actualizado, e não desisti dele passado um mês, como sempre fiz antes. Foi mais uma vitória!

E agora, sem mais testamentos e lenga-lengas, aqui fica o meu balanço de 2011!
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Os Melhores Livros

Estes foram os livros isolados que mais gostei de ler em 2011, e que facilmente me vejo a reler num futuro próximo. "A Rapariga Que Roubava Livros" e "O Rapaz do Pijama às Riscas" são ambos sobre a mesma época histórica, mas tocaram-me de maneiras bastante diferentes. "O Retrato de Dorian Gray" fez-me reflectir sobre a ilusão das aparências, e o "The Time Traveler's Wife" convenceu-me de que há casos de amor que sobrevivem a tudo.

Não me surpreenderia se pelo menos um destes volte a surgir na minha lista de leitura este ano!

As Melhores Séries

Que fique anotado que aqui apenas me refiro às séries que comecei a ler este ano. De entre estas tenho mesmo a destacar a Trilogia do Elfo Negro de R.A. Salvatore, e As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley. Tenho pena que as editoras em Portugal deixem de apostar nas séries que começam, o que vai fazer com que vá ter de continuar a ler a série Fever da Karen Marie Moning em inglês, tal como a Guild Hunter da Nalini Singh, se não houver novidades num futuro próximo.

As Surpresas

De entre estes, o que me surpreendeu mesmo bastante foi "O Leão Escarlate". Estava à espera de não gostar nada do livro, mas assim que lhe peguei fiquei presa à história até à última página! Os restantes também foram boas surpresas, mas por razões diferentes: "A Cidade das Cinzas" fez com que mudasse para muito melhor a minha opinião da Cassandra Clare, o "Vingança Mortal" convenceu-me de que a Nora Roberts não é só boa em romances, e "O Braço Esquerdo de Deus" de que até consigo gostar de livros com tema pseudo-religioso.

Os Melhores Autores

A Sherrilyn Kenyon continua a confirmar-se como uma das minhas autoras favoritas, mas noto que já não tenho tanta "euforia" em ir ler um livro dela assim que é publicado. De autores que tenha descoberto este ano, comecei a adorar R.A. Salvatore, Cassandra Clare (esta de uma forma "re-descoberta", como já referi), Karen Marie Moning, J.R. Ward, Elizabeth Chadwick, Marion Zimmer Bradley, Anne Bishop e Jacqueline Carey. Vejo-me a ler pelo menos uma obra de cada um deles em 2012!

As Desilusões

Falta aqui enumerar, "Inkheart - Coração de Tinta" e até um certo ponto, "O Hipnotista". Não me vou alargar nas minhas razões para não ter gostado destes livros, pois já o fiz nas minhas opiniões, mas costuma rodar sempre à volta das mesmas: premissas mal aproveitadas, traduções mal feitas, testes à minha paciência, insultos à minha inteligência... De todos estes, apenas não consegui terminar o "Angelologia", pois costumo sempre ter esperança de que um livro melhore para o final, mas não estava mesmo a conseguir entrar no ritmo da história dele. Esperemos que no balanço de 2012, este ponto esteja bastante mais vazio!

Menções Honrosas

Já me alarguei bastante neste balanço, mas não posso deixar de referir alguns livros que, embora não tenham sido os meus favoritos absolutos, acho que valem bastante a pena e recomendo a sua leitura: "Onde Estarás?", "O Dardo de Kushiel", "Shiver", "Belladonna", "O Terceiro Passo" e "Speak".

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Resta-me então desejar um 2012 repleto de boas leituras a todos os visitantes do blog!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Opinião #63: "Rainha Suprema" (Livro)

- RAINHA SUPREMA -

Capa:
Autora:
Marion Zimmer Bradley

Informação:
Edição/reimpressão - 2001
Páginas - 320
Editor - Difel
ISBN - 9789722900805
Colecção - Literatura Estrangeira
Idioma - Português

Sinopse:
A Rainha Suprema é a belíssima Gwenhwyfar, que vive dividida entre a fidelidade que deve ao Rei Supremo, o rei Arthur, com quem se casou, e a enorme paixão que sente por Lancelet, cavaleiro invencível, capitão de cavalaria dos exércitos e o amigo mais íntimo do seu marido. E não sabe, Gwenhwyfar, se é o respeito pelo juramento que fez no dia do seu casamento ou o temor de pecar contra os mandamentos de Cristo - de quem é fervorosa seguidora - ou ambos, o que a impede de consumar por actos o que em pensamentos, não consegue evitar. É tão ardente o seu desejo de que Cristo triunfe na Terra que não hesitará em persuadir o rei Arthur a trair o juramento que fizera de lutar sob o estandarte real de Pendragon, tudo fazendo para que a decisiva batalha contra os saxões seja travada unicamente sob o estandarte da Cruz de Cristo, que ela mesma bordou.
Mas maior do que a angústia de uma paixão impossível é o sofrimento em que vive, por não conseguir consumar o seu casamento oferecendo um filho ao rei. Nem os mistérios insondáveis de Deus são conforto suficiente para tanta dor e sofrimento.
E é nesta angústia, ou, quem sabe, na secreta esperança de, sem pecar, poder consumar a sua paixão ardente dando à luz um herdeiro ao reino, que a bela Gwenhwyfar decide entregar-se nas mãos da Deusa. Mas, se são difíceis de compreender os caminhos de Deus, o que poderá acontecer quando se procura modificá-los com encantamentos e magias?
Neste segundo volume da mítica saga As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley continua a maravilhar-nos através de um imaginário ancestral, de uma visão do mágico, do místico, do fantástico, de eras perdidas do mito, só ao alcance dos grandes escritores.

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Opinião:

Mais uma vez, tal como no primeiro volume, a sinopse é explicativa o suficiente para não ser necessário fazer um resumo daquilo que se passa neste segundo livro das Brumas de Avalon. Por isso falarei apenas daquilo que achei do livro, sem dar muita importância a incluir factos do enredo na minha opinião.

A primeira coisa que posso dizer em relação a este livro (e que sei que vai receber algum apoio dos leitores desta série, pois é opinião comum), é a seguinte: a
Gwenhwyfar irrita-me. Volta Morgaine, estás perdoada! A sério, a Gwen é uma personagem que simplesmente me irritava quase todas as vezes que surgia na história. Ou está assustada com alguma coisa, ou com medo (sendo a mais parva delas todas o ter medo do "nada"), ou irritada, ou a tentar fazer com que alguém engula as suas crenças cristãs e comece também a acreditar nelas. A única razão porque até aguentei a sua presença foi porque é através dela que se torna mais forte a dicotomia cristianismo/paganismo. A partir daí, o facto de ser uma personagem sem qualquer tipo de substância não me atraiu minimamente. Nem entremos pela ironia enorme que é o facto de ela ser uma cristã tão fervorosa, mas fantasiar trair o marido antes sequer de estarem casados...

Senti a falta da Morgaine nesta parte da história, pois foi a sua narrativa que me fez adorar o primeiro livro. Mas compreendo o facto de termos tido de passar por outros narradores: se víssemos tudo pelos olhos dela, iríamos acabar por perder aspectos importantes da história, já que ela não está sempre presente, e a Visão não apanha tudo. Espero que volte a ter mais protagonismo nos próximos livros (e que se fale mais do filho dela, pois já é de prever que vai acontecer algo de grande em que ele esteja envolvido!).

Continua a fazer-me rir o facto de ninguém nestes livros estar, em termos amorosos, com quem deveriam estar. Com a excepção da mãe de Morgaine (que mesmo assim, esteve vários anos casada com um homem que desprezava), nenhuma das personagens está feliz nas suas relações. Ora vejamos: Morgaine tem um filho do meio-irmão, Arthur, mas fantasia com uma relação com Lancelet, que apenas vê nela a sua prima. Arthur está casado com Gwen, mas não consegue que ela engravide, enquanto que esta apenas tem olhos para Lancelet, que sendo o melhor amigo de Arthur, se contenta em admirá-la de longe e em não assentar com nenhuma outra mulher. Entretanto, Morgause e o marido não receberam o memorando sobre fidelidade no casamento, e tudo o que anda sobre duas pernas naquele castelo encontra o seu caminho para a cama de um deles. A sério, este novelo não tem ponta por onde se lhe consiga pegar!

No geral, gostei tanto deste livro como do primeiro, pois embora tenha perdido a narração da Morgaine, e ganho o aborrecimento de ler as divagações da Gwen, o desenrolar dos acontecimentos foi bastante interessante e claro, a escrita é excelente. Fiquei ansiosa por ler os restantes!

domingo, 16 de outubro de 2011

Aquisições da Semana #21

Esta foi uma boa semana em termos de livros (embora, teoricamente, este mês só quisesse comprar um, que nem sequer está nesta pilha).

Comprei o "As Cores do Espaço" da Marion Zimmer Bradley e chegaram do BookDepository os primeiros dois livros da série Blue Bloods: "Blue Bloods" e "Masquerade", da Melissa de la Cruz (estou curiosíssima para ler esta série já há imenso tempo!). Pedi no winkingbooks "Os Três Mosqueteiros" de Alexandre Dumas, recebi de uma troca "A Condessa" de Rebecca Johns e, por último, o "Speak", da Laurie Halse Anderson, foi ganho num passatempo.

domingo, 4 de setembro de 2011

Aquisições da Semana #19

Depois de várias semanas a portar-me bem, sem comprar um único livro, esta semana foi o descalabro! Em minha defesa posso dizer que efectivamente apenas comprei um, mas não é por isso que deixo de ter os outros para ler, por isso esta semana a minha lista de leitura levou um grande aumento.
"A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Zafón, "Antes Bruxa que Morta" da Kim Harrison, e "Pecados na Noite" da Sherrilyn Kenyon (sei que já o tinha mostrado aqui uma vez, mas ofereci esse exemplar) foram oferecidos pelo pai. "As Brumas de Avalon - O Rei Veado" e "As Brumas de Avalon - O Prisioneiro da Árvore" da Marion Zimmer Bradley foram pedidos no winkingbooks, e comprei o pack da fnac do livro "A Lâmina" de Joe Abercrombie, que trazia a oferta do "O Nome do Vento" do Patrick Rothfuss.

Estou bastante satisfeita com as novas adições à minha estante, pois em grande parte são livros que quero ler há bastante tempo. Agora tenho é de acelerar o meu ritmo de leitura, que a este ritmo só para o ano que vem é que chego a estes!

domingo, 17 de julho de 2011

Opinião #38: "A Senhora da Magia" (Livro)

- A SENHORA DA MAGIA -

Capa:
Autora:
Marion Zimmer Bradley

Informação:
Edição/reimpressão - 1987
Páginas - 316
Editor - Difel
ISBN - 9722900781
Idioma - Português

Sinopse:
Num universo paralelo à Grã-Bretanha celta, a enigmática ilha de Avalon é a guardiã dos grandes mistérios eternos e sagrados. E os que estão destinados a viver nos dois mundos são, passo a passo, confrontados com as antigas tradições ligadas à Natureza, e às suas forças obscuras, e à nova fé cristã que procura espalhar-se no território.

No centro de A Senhora da Magia, primeiro dos quatro volumes desta saga, está Morgaine, a meia-irmã de Arthur, que se encontra num processo de iniciação para se tornar Grã-Sacerdotisa de Avalon. O seu grande objectivo é afastar a Bretanha da nova religião que encara a mulher como portadora do pecado original, ao mesmo tempo que desenvolve todos os esforços para colocar o seu meio-irmão no poder, como símbolo e líder da Bretanha unificada, sob a égide de Avalon e da Espada Mágica, Excalibur.

Num ambiente verdadeiramente mágico de paganismo, cristianismo, rituais mágicos e visões, sensualidade e realidade, A Senhora da Magia introduz-nos no mundo lendário do Rei Arthur, dos Cavaleiros da Távola Redonda e das Cruzadas. É o olhar feminino sobre o tempo da busca da paz e da unificação da Bretanha: cheio de inesperadas cintilações e magias, repleto de penumbras, brumas e rituais femininos. Uma perspectiva alucinante e vertiginosa de uma época onde tudo era possível através dos poderes das mulheres.

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Opinião:

Esta sinopse (retirada do site da wook) é bastante explicativa, por isso vou abster-me de tentar apresentar a história de melhor maneira, e apenas falar da minha experiência de leitura.

Depois de anos (literalmente) a tentar ser convencida pela Lóide a começar a ler os livros da Marion Zimmer Bradley, finalmente cedi e aproveitei uma óptima oportunidade em termos de preço para comprar o primeiro volume das Brumas de Avalon (com as capas antigas da Difel, pois não gosto das mais recentes, embora estas edições sejam mais difíceis de encontrar).

Entretanto, o livro ficou uns meses na estante. É verdade que qualquer livro que eu compre passa no mínimo uns dois ou três meses até que eu finalmente o leia (a não ser que seja algum que eu não consiga mesmo resistir a passar à frente), devido à quantidade que tenho em lista de espera, mas este ia adiando por uma razão. Tinha receio de que, depois de tanto tempo a ouvir maravilhas sobre os livros, eu acabasse por não gostar e ter um belo momento constrangedor a tentar explicar o porquê a alguém que muito basicamente venera a senhora (sim, Lóide, ainda estou a falar de ti!).

Mas, felizmente, esse momento nunca chegou, porque adorei!

Não me chamem feminista, mas adoro ler todo o tipo de livros que falem sobre sociedades onde o poder reside nas mulheres. Foi uma das razões porque adorei a Trilogia do Elfo Negro, por exemplo, e também me fez gostar bastante deste livro, embora essa vertente não esteja tão presente como na Trilogia. Gostei especialmente do confronto religioso que se cria entre o paganismo seguido pelas sacerdotisas de Avalon e o cristianismo com os seus padres. É curioso como a crença mais antiga admite a convivência com outras (afirmando que todos acreditam no mesmo Deus), mas a que se instala mais recentemente recusa-se terminantemente a fazer o mesmo, e afirma-se como crença soberana. Parece-vos familiar?

Gostei do facto de a história ser contada do ponto de vista de Morgaine, e de começar muitos anos antes de os eventos principais sequer ocorrerem, mas mesmo assim não se tornar maçador. Muitas vezes há autores que "atiram" as suas histórias logo para acção, pois não têm capacidade de manter um leitor atento em momentos menos densos de enredo. Mas, neste caso, dei por mim bastante curiosa em saber mais sobre as origens de Morgaine e da sua família, e de como a história iria evoluir para ela se tornar meia-irmã de Arthur.

Já há muitos anos que tinha curiosidade em aprender mais sobre esta época e a lenda do Rei Arthur, e vejo que comecei pelo sítio certo. Nota-se à distância o nível extenso de pesquisa que a autora fez antes de escrever estes livros (e, se não se notasse, há toda uma nota de autor em que ela fala extensivamente sobre isso), e para alguém que, como eu, não era a pessoa mais conhecedora desta época, foi uma agradável surpresa aprender certos aspectos destas lendas sobre os quais até agora não fazia ideia.

Costumo sempre falar sobre o tipo de escrita dos autores que leio, principalmente numa primeira experiência, mas neste caso não sei mesmo como a descrever, para além de dizer que ela faz parecer verdadeira uma história de ficção. Para quem já a conhece, basta dizer: É Marion Zimmer Bradley! Para quem não a conhece, também basta apenas um: Leiam, não se vão arrepender!

Já tenho o segundo volume desta série, e estou bastante curiosa em começar a lê-lo. Foi uma boa aposta, e recomendo bastante esta série a quem, muito basicamente, gosta de um bom livro. Não deixem que a minha opinião confusa vos demova de o ler (já que ultimamente não sou capaz de pôr as minhas ideias em ordem naquilo que escrevo), porque o livro é mil vezes melhor do que aquilo que eu o fiz parecer!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Aquisições da Semana #14

Esta semana faço este post uns dias mais cedo, mas como não sei se venho à internet durante o fim de semana e tenho bastantes livros para mostrar (e não tenho intenções de comprar mais até domingo), aqui fica um "Aquisições da Semana" antecipado, mas bem recheado!

"Beyond The Highland Mist" de Karen Marie Moning e "Wicked Game" de Jeri Smith-Ready. Recebi ambos através de uma pseudo-troca, e estando na minha wishlist há tanto tempo, estou ansiosa para os começar a ler!

"Bruxa e Detetive" de Kim Harrison (ainda não li o primeiro, mas é o próximo na minha lista), "A Marca de Kushiel" de Jacqueline Carey (li o primeiro e adorei, andava desde então à procura deste!), "As Brumas de Avalon - Rainha Suprema" de Marion Zimmer Bradley (estou agora a ler "A Senhora da Magia", e já sei que vou querer continuar) e "Romeu e Julieta" de William Shakespeare (da nova colecção que a Focus está a lançar. É um clássico que nunca li, e esta é a oportunidade perfeita de o ler a muito baixo custo! E é de capa dura com uma imagem do filme, o que me fez querer ainda mais comprá-lo). Todos estes livros custaram nada mais nada menos que 18 euros! Não podia deixar de os trazer.

E sim, eu continuo auto-proibida de comprar livros (embora não pareça), mas tecnicamente nenhum deles me custou um cêntimo a mim (os que foram comprados eu insisti para pagar, mas ofereceram-mos). Mas foi uma grande semana para mim em termos de livros, por isso vou andar uns dias sem me queixar do aumento considerável da pilha para ler.

Venham muitas semanas assim!

domingo, 15 de maio de 2011

Aquisições da Semana #9

Não, não comprei livros nenhuns (ainda continuo com a minha auto-proibição, que muito provavelmente vou ter de continuar por mais tempo), mas mesmo assim chegaram cá alguns a casa:

"Filha do Sangue", da Anne Bishop (através de uma troca), "Covet", da J.R. Ward (emprestado) e "As Mulheres da Casa do Tigre" da Marion Zimmer Bradley (que o meu pai tinha para vender e eu muito gentilmente lhe disse que lho ia roubar).

Como é que mesmo sem comprar livros eu consigo arranjar mais para ler? Por este andar vou estar mais uns mesinhos sem comprar livros...

sábado, 26 de março de 2011

Aquisições Da Semana #3

Foram estes os livros que esta semana vieram parar à minha estante:

"As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia", de Marion Zimmer Bradley (comprado na Bibliofeira), "O Clã da Loba" de Maite Carranza e "A Luz do Fogo" de Sophie Jordan (para dar uso ao cartão da Fnac recebido nos anos).

Decidi que me era mais prático colocar o que fosse relacionado com compras de livros na mesma tag, por isso todos os posts que forem apenas sobre os livros que adiciono à minha "biblioteca", têm agora a etiqueta "Aquisições da Semana" (ninguém se vai interessar por isto sem ser eu, mas pronto, fica a nota).