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terça-feira, 17 de maio de 2011

Dia 17 - Livro Inspirador

O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde

Adoro, adoro, adoro esta história (nota-se muito?). Eu não sou pessoa de me dar muito bem com o tipo de escrita deste género de livros (neste caso, muito eclética, em que qualquer conversa entre duas personagens é quase um discurso filosófico), mas este é um livro que eu me vejo a reler bastantes vezes no futuro. Tem uma mensagem que, no que diz respeito ao que as influências das pessoas que nos rodeiam podem fazer à nossa maneira de ser, me diz bastante. É quase inspirador ao contrário: é um guia daquilo que não devemos deixar que nos aconteça.

E dado que as minhas leituras habituais não são profundas ao ponto de me passar uma mensagem que eu ache inspiradora no completo sentido da palavra, esta pareceu-me a escolha adequada.

sábado, 7 de maio de 2011

Aquisições da Semana #8

Ainda continuo na minha auto-proibição de um mês sem comprar livros, mas não podia deixar de ir fazer a minha visita anual à Feira do Livro de Lisboa. E mesmo assim só comprei três livros a preços mesmo muito reduzidos (no total foram 12 euros pelos três!). E muito me controlei eu, mesmo por querer manter ao máximo aquilo a que me propus.

"O Nascimento de Vénus" de Sarah Dunant (já estava na minha lista desde que saiu, não pude deixar de aproveitar o preço), "O Terceiro Passo" de Christopher Priest (o filme é um dos meus favoritos, fiquei curiosa para ler o livro) e "O Retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde (já tinha lido mas queria um para mim, por isso andei a correr os alfarrabistas por uma edição em conta).

E pronto, agora vou estar mesmo uns tempos sem compras novas, porque tenho muitos em casa por ler e isto de ser pessoa sem fonte de rendimentos começa a pesar e tenho de ir cortando em algum lado.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Opinião #9: "O Retrato de Dorian Gray" (Livro)

- O RETRATO DE DORIAN GRAY -

Capa:


Autor:
Oscar Wilde

Informação:
Edição/reimpressão - 2003
Páginas - 223
Editor - Público
ISBN - 8496075648
Colecção - Mil Folhas
Idioma - Português

Sinopse:
Nesta obra, a personalidade dividida de Dorian Gray é representada por uma inversão misteriosa da ordem natural, através da qual a sua verdadeira face conserva a juventude inviolada enquanto o retrato é macerado pelo passar dos anos, até ao dia em que a faca cravada na tela reconduz à arte a sua serenidade impassível e ao ser vivo a sua transição para a morte.

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Opinião:

Devo começar por dizer que sou bastante suspeita para falar deste livro, porque sempre adorei a história do Retrato de Dorian Gray, desde miúda (embora não me lembre de como a conheci). Mesmo por gostar tanto é que andava já há anos para ler o livro, e foi desta.

O livro não me desiludiu de todo, e se foi possível passei a gostar ainda mais da história. Não consigo explicar o que me atrai nela, mas simplesmente adoro. Não sou de todo pessoa para ler livros com este tipo de linguagem ("de época", se é que a posso descrever assim), e muito menos livros em que uma conversa casual entre duas personagens mais parece um discurso filosófico, mas dei por mim a não conseguir pousar o livro.

O que mais nos prende a esta história é a forte transformação da personagem de Dorian Gray ao longo do livro. Ele começa como um jovem rapaz ingénuo, e acaba como um homem completamente corroído pelos males do mundo e afectado de uma forma basilar pelas más influências que teve ao longo da vida. Como é que uma pessoa se pode deixar mudar tanto por ideias que lhe são transmitidas pelos supostos amigos?

E adoro toda a ideia de a alma dele estar representada na forma do quadro, que ele esconde de toda a gente para ninguém se aperceber da sua fealdade interior, quando apenas mostra a sua aparência física, inalterada pelo tempo ou pelas suas acções. É uma analogia que pode ser transportada para qualquer tempo na história, e é o que acaba por também dar mais interesse à história.

Acabamos por dar por nós a pensar... Com que aspecto estaria o meu quadro?