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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mini-Opiniões: #67, #68, #69 e #70

Opinião #67: "Tristão e Isolda", Joseph Bédier

Em relação ao livro anterior desta colecção ("Romeu e Julieta"), gostei relativamente mais deste. Contudo, o tipo de escrita retirado da oralidade fez-me alguma confusão desde o início, mais no aspecto de entrar devidamente na história, pois de certa forma é também o aspecto mais curioso no livro.
Enquanto história de amor também me convenceu mais (duas pessoas que deviam seguir caminhos separados mas se apaixonam perdidamente com uma poção de amor bebida por engano, o que não há para gostar?), pois tanto Tristão como Isolda são personagens bem construídas e com as quais nos conseguimos relacionar facilmente. Mas porque é que nestes livros os casais perfeitos nunca podem ficar juntos??
Terei de o voltar a ler com mais atenção, pois na altura em que fiz a leitura não estava com a melhor das "mentalidades" para o fazer, e acabei por o fazer um pouco à pressa. Talvez assim já vá mais preparada para o tipo de narração, e consiga assimilar melhor a história.

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Opinião #68: "Speak", Laurie Halse Anderson

Já há algum tempo que tinha curiosidade em ler este livro, de tão boas críticas que lia, e foi através de um passatempo ganho num blog-hop sobre livros banidos que finalmente a oportunidade surgiu.
Não me surpreende que tenham banido este livro em escolas dos EUA. Já se sabe que por muito avançados que eles sejam numas coisas, são retrógrados demais noutras, uma dessas coisas sendo o não gostarem de falar nos problemas que afligem a sua própria sociedade.
Este é um livro sobre uma rapariga que vê a sua vida virada do avesso no Verão antes de entrar no liceu: apenas por ter tentado dizer "não". A partir daí, Melinda recusa falar. Se ninguém se interessa por aquilo que ela possa ter para dizer, porquê preocupar-se? E o segredo que tem para guardar não é para os ouvidos de qualquer pessoa.
História escrita de uma maneira brilhante, acho que qualquer pessoa se consegue, de uma forma ou de outra, colocar no lugar de Melinda. Tem alguns excertos que me fizeram mesmo arrepiar, mas é assim que deve ser, para mostrar a realidade deste tipo de problemas. Recomendo bastante a leitura!

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Opinião #69: "Blue Bloods", Melissa de la Cruz

Enquanto primeiro volume de uma série, gostei. Foi uma boa introdução ao mundo construído pela autora, às personagens e à mitologia. Achei-o, acima de tudo, bastante original!
Nesta série, a mitologia dos vampiros une-se com a dos anjos caídos, e os pormenores estão bastante bem encaixados, tornando a história plausível. Para além disso, toda a forma como os vampiros são "feitos" está excelentemente elaborada, sem discrepâncias que não façam sentido. Nota-se a pesquisa histórica feita pela autora, dado que, segundo ela, os vampiros foram para os EUA com os primeiros peregrinos que lá se instalaram, infiltrados no navio Mayflower.
Mas enquanto os peregrinos estão a fugir da perseguição religiosa, de que fogem os vampiros?
Adorei o pormenor de antes de alguns dos capítulos haver uma página de diário para ler, de uma das ocupantes desse navio, até ao ponto em que o próprio diário entra na história. Gostei bastante da forma como a história é escrita, que mesmo não sendo brilhante, suscita alguma curiosidade sobre o que pode vir a seguir. Que venha o próximo!

(já que não abordei muito a história, as minhas desculpas)
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Opinião #70: "As Cores do Espaço", Marion Zimmer Bradley

Comprei este livro completamente por impulso. Por norma não gosto de livros de ficção científica, este não tem sequer a sinopse na contra-capa, aspectos que me costumam demover de comprar um livro. Mas como era bastante barato, e é da Marion Zimmer Bradley, cujas obras estou a tentar conhecer melhor, trouxe-o comigo. E a avaliação final até acabou por ser positiva!
Em 200 páginas, é-nos contada a história de Bart Steele, acabado de se formar e com o sonho de ser astronauta, que ao regressar a casa descobre que o seu pai está desaparecido. Este desaparecimento está de alguma forma relacionada com o povo alienígena Lhari, que na sua malícia esconde dos humanos o segredo da super-propulsão, que lhes permite viajar rapidamente entre galáxias. O pai de Bart estava a tentar descobrir esse segredo quando desapareceu, e Bart vai então à sua procura, assumindo o seu lugar na missão infiltrada numa nave Lhari.
É uma boa história sobre tolerância e aceitação daquilo que nos é estranho, ensinando que não devemos julgar o que não conhecemos pela opinião dos outros. Está escrito de uma forma muito boa (claro, é MZB!), embora se note a diferença por ser dirigido a um público mais jovem. No entanto, o início da história está um pouco confuso, pois começamos a leitura no meio de uma conversa, dando aquela sensação de "cair de pára-quedas" no enredo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Balanço das Leituras de 2011

Antes de começar a falar sobre os livros que li em 2011, tenho de dizer que estou bastante orgulhosa de mim em termos de leituras. Enquanto estive na faculdade o tempo para ler algo que não fossem textos teóricos e apontamentos era literalmente nenhum, e depois de acabar o curso tive de voltar a habituar-me a ler por prazer, e redescobri o meu amor pelos livros.

Uma das minhas resoluções para o ano de 2011 era conseguir ler uma média de 5 livros por mês, o que daria um total de 60 livros. Consegui superar esse objectivo e ler um total de 70 livros em 2011, embora por várias vezes não tenha conseguido chegar aos 5 livros por mês. Mesmo assim, considero este um desafio mais do que superado!

Uma das coisas que também me orgulho de ter feito neste ano que passou foi ter começado a ler mais em inglês. Não é que tivesse algum tipo de dificuldade em fazê-lo antes (sempre gostei bastante de ler em inglês, preferindo-o de certa forma às traduções portuguesas), mas nunca fui pessoa de acompanhar muito os lançamentos de livros nos EUA, e este ano através de plataformas como o Goodreads, e seguindo bastantes blogs, tornei-me uma pessoa mais informada nesse aspecto. Descobri assim também a maravilha que é o BookDepository!

Finalmente, comecei algo que andei durante anos a prometer a mim mesma que fazia: comecei um blog. Posso não ser das pessoas mais certas e consistentes a publicar opiniões, mas esforcei-me por o manter minimamente actualizado, e não desisti dele passado um mês, como sempre fiz antes. Foi mais uma vitória!

E agora, sem mais testamentos e lenga-lengas, aqui fica o meu balanço de 2011!
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Os Melhores Livros

Estes foram os livros isolados que mais gostei de ler em 2011, e que facilmente me vejo a reler num futuro próximo. "A Rapariga Que Roubava Livros" e "O Rapaz do Pijama às Riscas" são ambos sobre a mesma época histórica, mas tocaram-me de maneiras bastante diferentes. "O Retrato de Dorian Gray" fez-me reflectir sobre a ilusão das aparências, e o "The Time Traveler's Wife" convenceu-me de que há casos de amor que sobrevivem a tudo.

Não me surpreenderia se pelo menos um destes volte a surgir na minha lista de leitura este ano!

As Melhores Séries

Que fique anotado que aqui apenas me refiro às séries que comecei a ler este ano. De entre estas tenho mesmo a destacar a Trilogia do Elfo Negro de R.A. Salvatore, e As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley. Tenho pena que as editoras em Portugal deixem de apostar nas séries que começam, o que vai fazer com que vá ter de continuar a ler a série Fever da Karen Marie Moning em inglês, tal como a Guild Hunter da Nalini Singh, se não houver novidades num futuro próximo.

As Surpresas

De entre estes, o que me surpreendeu mesmo bastante foi "O Leão Escarlate". Estava à espera de não gostar nada do livro, mas assim que lhe peguei fiquei presa à história até à última página! Os restantes também foram boas surpresas, mas por razões diferentes: "A Cidade das Cinzas" fez com que mudasse para muito melhor a minha opinião da Cassandra Clare, o "Vingança Mortal" convenceu-me de que a Nora Roberts não é só boa em romances, e "O Braço Esquerdo de Deus" de que até consigo gostar de livros com tema pseudo-religioso.

Os Melhores Autores

A Sherrilyn Kenyon continua a confirmar-se como uma das minhas autoras favoritas, mas noto que já não tenho tanta "euforia" em ir ler um livro dela assim que é publicado. De autores que tenha descoberto este ano, comecei a adorar R.A. Salvatore, Cassandra Clare (esta de uma forma "re-descoberta", como já referi), Karen Marie Moning, J.R. Ward, Elizabeth Chadwick, Marion Zimmer Bradley, Anne Bishop e Jacqueline Carey. Vejo-me a ler pelo menos uma obra de cada um deles em 2012!

As Desilusões

Falta aqui enumerar, "Inkheart - Coração de Tinta" e até um certo ponto, "O Hipnotista". Não me vou alargar nas minhas razões para não ter gostado destes livros, pois já o fiz nas minhas opiniões, mas costuma rodar sempre à volta das mesmas: premissas mal aproveitadas, traduções mal feitas, testes à minha paciência, insultos à minha inteligência... De todos estes, apenas não consegui terminar o "Angelologia", pois costumo sempre ter esperança de que um livro melhore para o final, mas não estava mesmo a conseguir entrar no ritmo da história dele. Esperemos que no balanço de 2012, este ponto esteja bastante mais vazio!

Menções Honrosas

Já me alarguei bastante neste balanço, mas não posso deixar de referir alguns livros que, embora não tenham sido os meus favoritos absolutos, acho que valem bastante a pena e recomendo a sua leitura: "Onde Estarás?", "O Dardo de Kushiel", "Shiver", "Belladonna", "O Terceiro Passo" e "Speak".

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Resta-me então desejar um 2012 repleto de boas leituras a todos os visitantes do blog!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Mini-Opiniões: #64, #65, #66

Opinião #64: "O Braço Esquerdo de Deus", Paul Hoffman

Gostava de escrever uma opinião mais elaborada sobre este livro, dado que gostei bastante dele, mas já se passou tanto tempo desde que o li (e aqui tenho de culpar o meu recente desleixo "blogueiro") que já perdi grande parte dos pormenores sobre os quais queria falar.
No fundo, gostei bastante deste livro porque conseguiu evitar um aspecto com que me deparo constantemente: ter um protagonista jovem, com uma mentalidade inferior à da própria idade. Estou saturada de livros com personagens imaturas, e não foi o caso de Cale.
Este livro tem uma história bastante interessante e que "puxa" imenso a leitura, e tem o aspecto curioso de se conseguir estabelecer um paralelismo com o Cristianismo, e com as ideias massificadas de tal maneira que muita gente apenas as debita, sem saber o que significam realmente. Uma série a continuar, sem dúvida!


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Opinião #65: "Pecados na Noite", Sherrilyn Kenyon

Este foi um dos livros de que menos gostei da Sherrilyn. Derivo essa conclusão do facto de que ambas as personagens eram completamente desconhecidas até este livro (só houve, se não me engano, algumas referências a Danger em livros anteriores, mas nada de muito relevante), o que cortou um pouco a curiosidade de saber mais sobre eles, como aconteceu com livros anteriores (nomeadamente, o do Valerius).
Este foi também o primeiro livro da série a fugir à fórmula "Predador (a) da Noite (ou associados)/Humano(a)", e pode ter sido também por isso que a leitura me causou uma sensação de desinteresse.
Mas Sherrilyn é sempre Sherrilyn, e gostei de pelo menos conhecer mais sobre a Simi, essa grande personagem!


Opinião #66: "Inkheart - Coração de Tinta", Cornelia Funke

Resumidamente, não gostei. Não sei se foi por ter o filme tão presente na mente enquanto estava a ler (e não o vi há tão pouco tempo quanto isso), mas o livro não conseguiu atingir as expectativas que tinha desde que vi o filme, que adorei por ter uma história original.
O livro foi aborrecido, demorou imenso a entrar num ritmo aceitável e sair da introdução, e achei a escrita "infantil" demais (sim, é um livro para um público jovem, mas já li livros deste género com uma escrita melhor). Fico sempre na dúvida, quando são livros de autores não-ingleses, se a culpa será mesmo do livro, ou da tradução.
Apenas gostei do aspecto de "adoração" aos livros da família de Meggie, identifiquei-me imenso com vários dos episódios por que os personagens foram passando!
É uma série que não irei continuar, já que apenas terminei este derivado da minha enorme teimosia, força de vontade, e desgosto em deixar livros a meio.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Opinião #63: "Rainha Suprema" (Livro)

- RAINHA SUPREMA -

Capa:
Autora:
Marion Zimmer Bradley

Informação:
Edição/reimpressão - 2001
Páginas - 320
Editor - Difel
ISBN - 9789722900805
Colecção - Literatura Estrangeira
Idioma - Português

Sinopse:
A Rainha Suprema é a belíssima Gwenhwyfar, que vive dividida entre a fidelidade que deve ao Rei Supremo, o rei Arthur, com quem se casou, e a enorme paixão que sente por Lancelet, cavaleiro invencível, capitão de cavalaria dos exércitos e o amigo mais íntimo do seu marido. E não sabe, Gwenhwyfar, se é o respeito pelo juramento que fez no dia do seu casamento ou o temor de pecar contra os mandamentos de Cristo - de quem é fervorosa seguidora - ou ambos, o que a impede de consumar por actos o que em pensamentos, não consegue evitar. É tão ardente o seu desejo de que Cristo triunfe na Terra que não hesitará em persuadir o rei Arthur a trair o juramento que fizera de lutar sob o estandarte real de Pendragon, tudo fazendo para que a decisiva batalha contra os saxões seja travada unicamente sob o estandarte da Cruz de Cristo, que ela mesma bordou.
Mas maior do que a angústia de uma paixão impossível é o sofrimento em que vive, por não conseguir consumar o seu casamento oferecendo um filho ao rei. Nem os mistérios insondáveis de Deus são conforto suficiente para tanta dor e sofrimento.
E é nesta angústia, ou, quem sabe, na secreta esperança de, sem pecar, poder consumar a sua paixão ardente dando à luz um herdeiro ao reino, que a bela Gwenhwyfar decide entregar-se nas mãos da Deusa. Mas, se são difíceis de compreender os caminhos de Deus, o que poderá acontecer quando se procura modificá-los com encantamentos e magias?
Neste segundo volume da mítica saga As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley continua a maravilhar-nos através de um imaginário ancestral, de uma visão do mágico, do místico, do fantástico, de eras perdidas do mito, só ao alcance dos grandes escritores.

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Opinião:

Mais uma vez, tal como no primeiro volume, a sinopse é explicativa o suficiente para não ser necessário fazer um resumo daquilo que se passa neste segundo livro das Brumas de Avalon. Por isso falarei apenas daquilo que achei do livro, sem dar muita importância a incluir factos do enredo na minha opinião.

A primeira coisa que posso dizer em relação a este livro (e que sei que vai receber algum apoio dos leitores desta série, pois é opinião comum), é a seguinte: a
Gwenhwyfar irrita-me. Volta Morgaine, estás perdoada! A sério, a Gwen é uma personagem que simplesmente me irritava quase todas as vezes que surgia na história. Ou está assustada com alguma coisa, ou com medo (sendo a mais parva delas todas o ter medo do "nada"), ou irritada, ou a tentar fazer com que alguém engula as suas crenças cristãs e comece também a acreditar nelas. A única razão porque até aguentei a sua presença foi porque é através dela que se torna mais forte a dicotomia cristianismo/paganismo. A partir daí, o facto de ser uma personagem sem qualquer tipo de substância não me atraiu minimamente. Nem entremos pela ironia enorme que é o facto de ela ser uma cristã tão fervorosa, mas fantasiar trair o marido antes sequer de estarem casados...

Senti a falta da Morgaine nesta parte da história, pois foi a sua narrativa que me fez adorar o primeiro livro. Mas compreendo o facto de termos tido de passar por outros narradores: se víssemos tudo pelos olhos dela, iríamos acabar por perder aspectos importantes da história, já que ela não está sempre presente, e a Visão não apanha tudo. Espero que volte a ter mais protagonismo nos próximos livros (e que se fale mais do filho dela, pois já é de prever que vai acontecer algo de grande em que ele esteja envolvido!).

Continua a fazer-me rir o facto de ninguém nestes livros estar, em termos amorosos, com quem deveriam estar. Com a excepção da mãe de Morgaine (que mesmo assim, esteve vários anos casada com um homem que desprezava), nenhuma das personagens está feliz nas suas relações. Ora vejamos: Morgaine tem um filho do meio-irmão, Arthur, mas fantasia com uma relação com Lancelet, que apenas vê nela a sua prima. Arthur está casado com Gwen, mas não consegue que ela engravide, enquanto que esta apenas tem olhos para Lancelet, que sendo o melhor amigo de Arthur, se contenta em admirá-la de longe e em não assentar com nenhuma outra mulher. Entretanto, Morgause e o marido não receberam o memorando sobre fidelidade no casamento, e tudo o que anda sobre duas pernas naquele castelo encontra o seu caminho para a cama de um deles. A sério, este novelo não tem ponta por onde se lhe consiga pegar!

No geral, gostei tanto deste livro como do primeiro, pois embora tenha perdido a narração da Morgaine, e ganho o aborrecimento de ler as divagações da Gwen, o desenrolar dos acontecimentos foi bastante interessante e claro, a escrita é excelente. Fiquei ansiosa por ler os restantes!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mini-Opiniões: #60, #61 e #62

Dado que li estes livros há algum tempo, e já perdi um pouco os pormenores para poder escrever opiniões mais elaboradas (porque me tenho atrasado a escrevê-las), decidi fazer apenas uma pequena opinião geral de cada um. A partir de agora tentarei manter os meus posts em dia, para escrever opiniões decentes!

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Opinião #60: "Bruxa e Detetive", Kim Harrison

No geral, gostei mais deste livro do que do primeiro. A história deixa de ser apenas sobre a Rachel a fugir de toda a multidão que tirou senha para a lista de espera de pessoas que a querem matar, e ganhou um pouco de conteúdo e mais enredo. Desenvolveu mais as relações dela com a Ivy e o Nick, com bastantes aspectos que me agradaram bastante ao nível da escrita e da profundidade de certos momentos. Tivemos mais uma série de visitas do demónio que, no primeiro livro, tentou matar Rachel e depois lhe salvou a vida (fazendo com que ela lhe ficasse a "dever uma"), e devo dizer que enquanto vilão gostei bastante do aumento do protagonismo dele. Mas aquilo de que mais gostei, e que não estava à espera de ver já solucionado neste livro, foi a descoberta da "identidade" de Trent. Surgiu assim uma aliança em termos quanto muito incertos, que estou bastante curiosa de ver desenvolvida no próximo livro!

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Opinião #61: "A Marca de Kushiel", Jacqueline Carey

Depois de ler este volume, realmente não sou muito a favor da divisão dos livros desta série. Enquanto que o primeiro se tornou maçador de ler a certo ponto, toda a acção e acontecimentos mais importantes (daquele que é o primeiro livro da série no original), ficaram "empurrados" para este segundo. Acabei, assim, por gostar mais deste volume, pois eram tantos os acontecimentos que não conseguia pousar o livro. E dei por mim a não estranhar a escrita da autora, o que me aconteceu com o primeiro livro, e estava à espera que acontecesse neste também, dado que já tinham passado uns meses desde a primeira leitura. Assim, consegui aproveitar muito melhor a leitura, e realmente é uma série que quero continuar a ler. Aquilo por que andava a torcer desde o primeiro livro finalmente aconteceu (não quero dar spoilers, mas se forem ler a minha opinião do primeiro livro depressa percebem do que estou a falar), mas fora isso não tive muitas surpresas no desenvolvimento da história. Mas que venha o próximo! (peço desculpa pela opinião com pouco conteúdo, mas não sei como falar sobre o enredo desde livro sem dar spoilers).

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Opinião #62: "Romeu e Julieta", William Shakespeare

É verdade, crucifiquem-me. Este é um dos muitos clássicos que nunca tinha lido, situação que ando a tentar emendar, tendo começado por este. Já conhecia a história praticamente de cor (como qualquer pessoa que não tenha vivido numa caverna toda a sua vida), mas ler o original é sempre diferente. Mas devo dizer que gosto mais das versões mais recentes desta história (principalmente daquela apresentada no livro "Julieta", da Anne Fortier, que tem uma história alternativa bastante interessante para o Romeu e Julieta "originais"). Tentei ser objectiva e ler este livro sem considerar o aspecto de ser considerada uma das grandes histórias de amor da literatura, e a verdade é que a achei um pouco... Sem sal. O Romeu e a Julieta conhecem-se e com o trocar de meia dúzia de palavras já estão perdidamente apaixonados, e passados uns dias já falam em casamento e em fuga de Verona. O Romeu muda de paixões como quem muda de camisa, e a Julieta simplesmente não me chamou a atenção enquanto personagem. Já para não falar da grande rivalidade entre as duas famílias, que nem se podem ver sem sacarem das espadas uns contra os outros, mas que ninguém consegue especificar porque é que existe ou de onde é que veio. É uma história bonita, sim senhor, em princípio, mas não é por ser do Shakespeare que vou dizer que é brilhante.

domingo, 30 de outubro de 2011

Opinião #59: "Wicked Game" (Livro)

- WICKED GAME -

Capa:
Autora:
Jeri Smith-Ready

Informação:
Edição/Reimpressão - 2008
Páginas - 384
Editor - Pocket
ISBN - 9781416551768
Idioma - Inglês

Sinopse:
LATE NIGHT RADIO YOU CAN SINK YOUR TEETH INTO

Recovering con artist Ciara Griffin is trying to live the straight life, even if it means finding a (shudder!) real job. She takes an internship at a local radio station, whose late-night time-warp format features 1940s blues, '60s psychedelia, '80s goth, and more, all with an uncannily authentic flair. Ciara soon discovers just how the DJs maintain their cred: they're vampires, stuck forever in the eras in which they were turned.

Ciara's first instinct, as always, is to cut and run. But communications giant Skywave wants to buy WVMP and turn it into just another hit-playing clone. Without the station — and the link it provides to their original Life Times — the vampires would "fade," becoming little more than mindless ghosts of the past. Suddenly a routine corporate takeover is a matter of life and undeath.

To boost ratings and save the lives of her strange new friends, Ciara rebrands the station as "WVMP, the Lifeblood of Rock 'n' Roll." In the ultimate con, she hides the DJs' vampire nature in plain sight, disguising the bloody truth as a marketing gimmick. WVMP becomes the hottest thing around — next to Ciara's complicated affair with grunge vamp Shane McAllister. But the "gimmick" enrages a posse of ancient and powerful vampires who aren't so eager to be brought into the light. Soon the stakes are higher — and the perils graver — than any con game Ciara's ever played...

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Opinião:

Este foi um livro que se inclui naquele grupo em que a sinopse me chama sempre imenso a atenção, mas que depois fico com receio de ler por poder perder o interesse todo simplesmente ali, na sinopse. Ainda não fiquei completamente farta dos livros de vampiros (embora me interessem sempre aqueles que trazem algo de novo, que foi o caso, mas já lá iremos), mas aqui o que me atraiu mesmo foi o facto de se passar no mundo da rádio (quem me conhece sabe que sou licenciada em Jornalismo e que a rádio foi uma paixão que descobri na faculdade).

Ou seja, esta história tinha todo o potencial para me desiludir redondamente, ou para me fazer adorá-lo. Aqui acabei por ter sorte, pois gostei bastante da história, embora lhe aponte os seus defeitos.

Em primeiro lugar, adorei a personalidade da Ciara. Era rara a cena em que ela não me fazia rir com as respostas que dava aos restantes personagens. Até hoje me ficou na cabeça uma das frases dela, que me fez literalmente rir no meio da rua quando a li, e que acho que vou adoptar para situações semelhantes. Se alguém me estiver constantemente a chatear com um assunto que a mim não me interessa para nada, já sei que posso responder "Pardon my lack of giving a shit"!

Quanto à história em si, na parte do romance podia ter sido um pouco melhor trabalhada. A partir do momento em que surge o Shane na história, logo no parágrafo em que ele é descrito dá para perceber que eles os dois vão ter um caso, e mal se dá por ela e eles já estão numa relação: insta-romances é algo que, por muito bem que os autores escrevam, me faz dar pontos negativos à história.

Mas se pecou nesse aspecto, compensou na mitologia dos vampiros. Embora estes sejam, em grande parte, iguais aos vampiros tradicionais (que ardem ao sol, precisam de sangue para sobreviver, morrem se lhes cortarem a cabeça ou espetarem uma estaca no coração, etc), têm algumas subtis diferenças que melhoraram em muito a história. Em primeiro lugar, todos os vampiros ficam presos nas épocas em que foram transformados, e se não conseguirem manter uma ligação a essa época de alguma forma, enlouquecem (sendo assim a sua suposta imortalidade, teórica). Além disso, todos desenvolvem distúrbios obsessivos-compulsivos (adorei uma cena em que a Ciara impede uma das vampiras de sair da divisão ao atirar uma caixa de lápis ao chão, sabendo que esta se sentiria obrigada a apanhá-los imediatamente e a contá-los), e todo o seu corpo desaparece completamente quando lhes é espetada uma estaca: não morrem apenas, deixam completamente de existir (é difícil de descrever, mas as cenas em que isso acontece são deveras incomodativas de ler).

A acção decorre a um bom ritmo, mas acabou por pecar no final pois ao acabar o livro fiquei sem saber bem o que teria ficado por explicar para justificar o facto de este ser o primeiro de uma série. Apenas quando fui ler a sinopse do segundo livro esta me chamou a atenção, o que não deveria acontecer. De qualquer modo eu iria lê-lo, pois gostei o bastante da história para querer ler mais, mas é suposto esse interesse vir por si só de um livro para o outro, e não ao saber-se aquilo de que vai tratar o seguinte.

É uma série para continuar, pois a avaliação geral acabou por ser bastante positiva!

sábado, 29 de outubro de 2011

Opinião #58: "Beyond The Highland Mist" (Livro)

- BEYOND THE HIGLAND MIST -

Capa:
Autora:
Karen Marie Moning

Informação:
Edição/Reimpressão - 2004
Páginas - 375
Editor - Dell
ISBN - 9780440244165
Idioma - Inglês

Sinopse:
An alluring laird

He was known throughout the kingdom as Hawk, legendary predator of the battlefield and the boudoir. No woman could refuse his touch, but no woman ever stirred his heart - until a vengeful fairy tumbled Adrienne de Simone out of modern-day Seattle and into medieval Scotland. Captive in a century not her own, entirely too bold, too outspoken, she was an irresistible challenge to the sixteenth-century rogue. Coerced into a marriage with Hawk, Adrienne vowed to keep him at arm's length - but his sweet seduction played havoc with her resolve.

A prisoner in time

She had a perfect "no" on her perfect lips for the notorious laird, but Hawk swore she would whisper his name with desire, begging for the passion he longed to ignite within her. Not even the barriers of time and space would keep him from winning her love. Despite her uncertainty about following the promptings of her own passionate heart, Adrienne's reservations were no match for Hawk's determination to keep her by his side....

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Opinião:

Já tinha lido anteriormente outro livro desta autora (o primeiro volume da série Fever), por isso não fiquei nada admirada quando, mais uma vez, me deparei com uma escrita excelente e uma história envolvente a tal ponto de parecer que até nós viajámos também no tempo, juntamente com a protagonista.

Esta é a história de Hawk, um escocês que ganhou "fama" ao conseguir que nenhuma mulher alguma vez o tenha recusado. Todas suspiram apenas com um olhar seu, e debatem-se que nem gatos para serem a próxima a aquecer-lhe a cama. Mas, um dia, teve o azar de chamar a atenção das mulheres erradas... Principalmente a de uma certa rainha dos Fey, esposa de um rei bastante ciumento, que toma como missão fazer da vida de Hawk um Inferno na Terra. É assim que começa por procurar uma mulher que tenha as características necessárias para conseguir dar um "Não" a Hawk. E para conseguir mantê-lo. Nem que tivesse de ir vários séculos ao futuro buscá-la.

Esta é uma daquelas histórias de amor em que simplesmente passamos o livro todo com uma frustração crescente, e a pensar "Fiquem juntos de uma vez!!". E eles passam por tantos desentendimentos e problemas ao longo da história, que episódios em que essa frustração viesse ao de cima não faltaram. Mas fiquei bastante satisfeita ao ver que não era um daqueles casos em que se vai construindo aos poucos um grande momento de clímax da história, e depois este torna-se uma desilusão, derivado do tempo que se esteve à espera dele. Na minha opinião, este romance tem a dose certa de tudo, num equilíbrio excelente. Nem a mitologia foi descuidada!

Mas, tal como já disse, era algo que eu já esperava desta autora. Faz sempre uma mistura de realidade/fantasia que não parece nem demasiado rebuscada, nem simples demais. Neste caso, que tem também um aspecto histórico (que na outra série não está tão presente), nota-se bastante um conhecimento aprofundado da época, sem no entanto ser um "descarregar" de informação, só para provar que sabe do que está a falar.

Penso que se nota bem que adorei o livro e que não lhe aponto defeitos, portanto não me vou alongar mais e apenas volto a recomendar esta autora a todos os fãs do género!

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P.S.- A Saída de Emergência já começou a traduzir e publicar esta série, mas este volume, embora seja o primeiro, ainda não se encontra publicado cá.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Opinião #57: "Marley & Eu" (Livro)

- MARLEY & EU -

Capa:
Autor:
John Grogan

Informação:
Edição/reimpressão - 2006
Páginas - 360
Editor - Casa das Letras
ISBN - 9789724616681
Colecção - Memórias
Idioma - Português

Sinopse:
A história enternecedora e inesquecível de uma família e do seu cão malcomportado que ensina o que realmente importa na vida.
Chamavam-se John e Jenny, eram jovens, apaixonados e estavam a começar a sua vida juntos, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para casa Marley, "um bola de pêlo amarelo em forma de cachorro", que, rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos. Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, esgadanhava paredes, babava-se todo por cima das visitas, roubava roupa interior feminina e abocanhava tudo a que pudesse deitar o dente. De nada lhe valeram os tranquilizantes receitados pelo veterinário, nem, tão pouco, a "escola de boas maneiras", de onde, aliás, foi expulso.
Só que Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Partilhou a alegria da primeira gravidez do casal e o seu desgosto com a morte prematura do feto, esteve sempre presente no nascimento dos bebés ou quando os gritos de uma vítima de esfaqueamento ecoaram pela noite dentro. Conseguiu ainda a "proeza" de encerrar uma praia pública e arranjou um papel numa longa-metragem, através do qual se fartou de "conquistar" corações humanos.
A família Grogan aprendeu, na prática, que o amor se manifesta de muitas maneiras... e feitios.

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Opinião:

Quem me conhece sabe que eu sou uma completa dog person. Há quem fique completamente enternecido quando vê bebés: eu fico dez vezes pior quando vejo um cachorro. Tenho até a "fama" de ser um pouco insensível a cenas tristes de livros/filmes/etc (dado que me rio em muitas cenas em que era suposto chorar), mas basta acontecer alguma coisa de mal a um cão que me vêm logo as lágrimas aos olhos.

Portanto não foi surpresa nenhuma quando adorei a adaptação desta história a filme, e fiquei a partir daí com imensa curiosidade de ler o livro, que não ficou muito longe das minhas expectativas. Adorei!

Marley é, muito resumidamente, tudo aquilo que um dono não quer que o seu cão seja: desobediente, arruaceiro, destrutivo, enfim, um furacão de quatro patas. Mas acaba por se mostrar um daqueles casos em que todos os seus defeitos são uma ninharia, comparados com as suas imensas qualidades. Estas apenas são mais difíceis de ver (e mais fáceis de limpar!).

Sendo o autor um jornalista, gostei bastante da forma como o livro foi escrito, pois evitou certos aspectos que noutro tipo de livros por vezes me fazem confusão (dado à minha também formação em jornalismo). A história é contada quase como se fosse um conjunto de crónicas (aspecto que foi bastante bem aproveitado no filme), e a forma como ele aborda os episódios que envolvem Marley é hilariante. Mas as cenas mais sérias e dramáticas também estão muito bem escritas (envolventes, mas sem no entanto serem muito pesadas), o que acabou por comprovar que ele conseguia mudar de registo, e não ser apenas bom a escrever cenas de "comédia".

Recomendo este livro a qualquer amante de cães, quer os tenham quer não. Quem tem cães vai com certeza rever-se em alguns dos episódios mais traquinas de Marley, e quem não os tem vai ficar com imensa vontade de arranjar um (ou então assustar-se de tal maneira que vai fugir a sete pés de labradores!). Mas, principalmente, recomendava esta leitura a um certo grupo de "donos" de cães que se desfazem dos seus animais de estimação como se se tratassem de uma peça de roupa velha ou de um brinquedo que passou de moda: é uma história que comprova que até o mais tresloucado dos animais faz tudo pelos seus donos, e não merece ser abandonado.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Opinião #56: "O Hipnotista" (Livro)

- O HIPNOTISTA -

Capa:Autor:
Lars Kepler

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 560
Editor - Porto Editora
ISBN - 978-972-0-04066-4
Idioma - Português

Sinopse:
Estocolmo. Uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre.

Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços. Urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios.

Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou...

Uma leitura compulsiva carregada de suspense. Um mistério caracterizado por estranhos e inesperados contornos.

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Opinião:

Este foi mais um caso de livro em que andei a adiar a sua leitura durante meses. Para além do tempo habitual que os livros ficam na minha estante até chegar a sua vez de serem lidos, quando cheguei finalmente a este, ainda lhe passei uns quantos à frente, a ganhar coragem para começar. Para quem já acompanha as minhas opiniões sabe que eu sou um pouco "selectiva" quanto a ler policiais: ou me está mesmo a apetecer, ou então nem vale a pena. E este embora me despertasse curiosidade, o tamanho considerável estava a demover-me um pouco de o começar (quanto mais não seja, por amor aos meus ombros por andar com ele dentro da mala).

Mas, finalmente, lá me deu vontade de ler um policial, e peguei nele. No início a forma de escrita fez-me um pouco de confusão, por ser demasiado descritiva, e para além disso a história passa-se na primeira pessoa e é contada no Presente, o que não estou de todo habituada a ler (mais a parte do tempo verbal utilizado). No início estive quase tentada a desistir do livro, pois para além destes factores, estava a tornar-se extremamente maçador ler todos os pormenores de um mesmo dia, contados por várias pessoas. Durante cerca de 80 páginas a acção passou-se sempre no mesmo dia, mudando apenas o ponto de vista dos personagens. Cheguei mesmo ao ponto de passar páginas à frente, só para ver quando é que finalmente se ia passar para o dia seguinte.

Mas assim que a história ganhou ritmo, fiquei completamente presa na leitura. As páginas passavam e eu nem reparava nos capítulos que já tinha lido. O caso que inicialmente se aborda na história (do assassinato de uma família inteira, e do facto de um dos filhos do casal morto ter sobrevivido por milagre) cativou-me completamente, pelos contornos que foi tomando, e que me apanharam completamente de surpresa. Quando eu começava a pensar que este ia ser um dos meus policiais favoritos, a desilusão instalou-se.

Embora esse caso tenha a sua importância no desenvolvimento final da história, acaba por não ser directamente relacionado com este (tanto que chega a um ponto em que nem sequer é referido). A trama sofre tantas voltas, que chegou a um ponto em que parecia dois livros completamente diferentes, o que não me agradou. Embora eu goste de policiais com reviravoltas, este mais parecia um furacão dentro de uma máquina de lavar!

Mas, abstraindo-me desse ponto, posso dizer que gostei bastante do livro (pelo menos dos primeiros 2/3 dele). É difícil de entrar no ritmo da história, mas depois vale a pena. Quanto à escrita, penso que foi a primeira vez que li um livro escrito por duas pessoas (que me recorde), e não consegui notar qualquer diferença ao longo de todo o livro que me apontasse que era esse o caso.

Leria de bom grado o volume seguinte (sim, que apenas a cerca de metade do livro é que me apercebi de que o protagonista é o polícia, e não o hipnotista, no meu grande momento clueless desta leitura), mas fiquei com receio de voltar a desiludir-me com o desenrolar do caso. Se o fizer, será talvez através de empréstimo (apenas para tentar redimir esta série com outra hipótese), pois não é o tipo de policial que me vejo a reler.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Opinião #55: "O Beijo Carmesim" (Livro)

- O BEIJO CARMESIM -

Capa:Autora:
Lara Adrian

Informação:
Edição/reimpressão - 2011
Páginas - 368
Editor - Quinta Essência
ISBN - 9789898228529
Idioma - Português

Sinopse:
Ele chega até ela mais morto que vivo, um enorme estranho vestido de preto, crivado de balas e a perder muito sangue. Enquanto luta para salvá-lo, a médica veterinária Tess Culver não faz ideia de que o homem que se chama Dante não é totalmente humano, mas um membro da Raça, guerreiros vampiros envolvidos numa batalha desesperada. Num momento único e carregado de erotismo, Tess é lançada no mundo dele - um lugar perigoso e sombrio onde vampiros Renegados vagueiam na noite trazendo o terror.
Assombrado por visões de um futuro obscuro, Dante vive e luta como se não houvesse amanhã. Tess é uma complicação de que ele não precisa - mas agora, com os seus irmãos sob ataque, ele deve protegê-la de uma ameaça crescente, que o inclui a ele próprio. Por causa de um beijo rápido e irresistível, ela tornou-se parte do seu reino subterrâneo... e o toque dele desperta-a para dons escondidos, desejos e fomes que ela nem sonhava possuir. Ligados pelo sangue, Dante e Tess devem trabalhar juntos para acabar com os inimigos mortais, ao mesmo tempo que descobrem uma paixão que transcende os próprios limites da vida...

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Opinião:

Em relação ao livro anterior, devo dizer que este ficou um pouco aquém das minhas expectativas. Não sei se foi por ter lido um logo depois do outro, mas pareceu-me ser um caso de lather, rinse, repeat (ou como costumamos dizer no nosso belo português, vira o disco e toca o mesmo). Ou então apenas fiquei desiludida por a história de um dos personagens que mais me chamou a atenção no primeiro livro (Dante) não ter sido tão boa quanto esperava.

Em primeiro lugar, depois do final do primeiro livro, não estava à espera que a plot principal estagnasse de tal maneira. A acção está lá, e é um passo em frente no decorrer da história, mas não foi nada de extraordinário. E um livro sem um bom vilão dificilmente é a mesma coisa.

Quanto à parte amorosa, achei curiosa a inversão em relação ao primeiro livro. Enquanto que Lucan se recusou terminantemente a morder Gabrielle (para não formar o laço inquebrável entre Vampiro-Companheira de Raça sem o seu conhecimento e permissão), Dante e Tess fizeram tudo ao contrário: Dante morde Tess e bebe-lhe o sangue antes de se aperceber do sinal de nascença que esta tem e que a marca como uma possível companheira para um macho da Raça. A partir daí apaga-lhe a memória, mas o mal estava feito: Tess sente uma ligação com Dante (embora ainda incompleta), que não consegue explicar.

Aquilo de que gostei mais neste livro foi o aspecto mais "paranormal" dos personagens. Não vou especificar por ser de certa forma um spoiler, mas está relacionado com os poderes que todas as Companheiras de Raça possuem e que transmitem para os seus filhos vampiros. Achei este aspecto muito melhor abordado neste segundo volume, e é o que acaba sempre por chamar mais a minha atenção neste tipo de livro.

No geral, foi uma boa leitura, que apreciei quase tanto como a do "O Beijo da Meia-Noite", mas espero que haja mais desenvolvimento no próximo livro. E sendo sobre outro personagem que me chamou bastante a atenção, estou com grandes expectativas!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Opinião #54: "O Beijo da Meia-Noite" (Livro)

- O BEIJO DA MEIA-NOITE -

Capa:
Autora:
Lara Adrian

Informação:
Edição/reimpressão - 2011
Páginas - 386
Editor - Quinta Essência
ISBN - 9789898228437
Idioma - Português

Sinopse:
Gabrielle Maxwell, uma reconhecida artista de Boston, celebra o êxito da sua última exposição exclusiva. Entre a acalorada multidão, sente a presença de um sensual desconhecido que desperta nela as fantasias mais profundas. Mas nada relacionado com essa noite nem com esse homem é o que parece. À saída, Gabrielle presencia um homicídio e, a partir desse momento, a realidade converte-se em algo escuro e mortífero, e ela entra num submundo que nunca soube que existia, habitado por vampiros urbanos.
Lucan Thorne é um vampiro, um guerreiro da Raça, que nasceu para proteger os seus - assim como os humanos que com ele coexistem - da crescente ameaça dos vampiros renegados. Lucan não pode correr o risco de unir-se a uma humana, mas quando Gabrielle se converte no alvo dos seus inimigos, não tem escolha e é forçado a levá-la para esse outro mundo que lidera, no qual serão devorados por um desejo selvagem e insaciável. Nos braços do formidável líder da Raça, Gabrielle irá enfrentar um extraordinário destino de perigo, de sedução e dos mais sombrios prazeres...

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Opinião:

Depois de andar meses curiosa em relação a esta série (que é como quem diz, desde que começou a ser cá publicada), finalmente decidi-me em começar a comprá-la. Num voto de confiança e na esperança de vir a gostar acabei por já ter na prateleira os três primeiros livros antes de ter lido sequer o primeiro (algo que não gosto de fazer, para o caso de acabar por não gostar da série). E acabada a leitura deste "O Beijo da Meia-Noite", posso dizer que foi um bom investimento!

Antes de mais, achei que foi uma boa introdução ao mundo criado pela autora. Ficamos a conhecer as duas classes de vampiros existentes: os "normais" vampiros da Raça, e os renegados que perderam a razão para um desejo incontrolável de sangue. Para além disso, e o mais importante para a história, conhecemos o grupo de guerreiros que tomou como missão exterminar os renegados e defender qualquer pessoa - humana ou vampira - que se cruze no caminho desses vampiros.

Embora não considere a premissa totalmente original (conheço outras séries que envolvem vampiros que conseguiram criar uma mitologia bastante diferente, e já ouvi por diversas vezes comentários acerca das muitas parecenças entre esta série e a da Irmandade da Adaga Negra, da J.R. Ward), foi boa o suficiente para me manter presa às páginas até ao final. O que acabei por achar mais interessante nem foi os vampiros em si, mas sim o "estatuto" de Companheira de Raça que apenas algumas mulheres humanas possuem, que lhes permite continuar com a linhagem dos vampiros (apenas com elas eles se conseguem reproduzir). Já quanto à origem alienígena dos vampiros... Enfim, podia ser pior!

Achei curioso o facto de logo o primeiro livro da série ser sobre o líder dos guerreiros (tomando como exemplo os livros dos Predadores da Noite, da Sherrilyn Kenyon, apenas muito para a frente se conhece a história de Acheron, o seu líder), mas sem ler os restantes volumes não consigo avaliar se isso é positivo ou negativo para o evoluir da história. Quanto muito, posso dizer que começou em grande!

Quanto à tradução e ao tipo de escrita: acredito que a Lara Adrian seja uma boa escritora, mas isso ficou bastante ocultado pelo trabalho de tradução feito. Um dos vários problemas que ligou o meu radar de "picuinhíce" foi o facto de sempre que era referida uma qualquer divisão de uma casa (ou qualquer coisa que tivesse quatro paredes e um tecto), esta ser definida como "aposento". Acabei sempre por visualizar camas e cómodas em sítios como garagens e armazéns!

Concluindo: li, gostei, e fiquei com curiosidade suficiente para ler o resto. Mas a verdade é que dentro do mesmo género comparei bastante o tipo de história com os livros da Sherrilyn Kenyon (dado que nunca li os da J.R. Ward), e posso dizer que prefiro os da SK, em todos os aspectos. Mas não deixa de ser uma boa leitura, quanto mais não seja para variar um bocadinho!

sábado, 24 de setembro de 2011

Opinião #53: "Nudez Mortal" (Livro)

- NUDEZ MORTAL -

Capa:
Autora:
J.D. Robb

Informação:
Edição/reimpressão - 2008
Páginas - 248
Editor - Edições Chá das Cinco
ISBN - 9789898032300
Idioma - Português

Sinopse:
Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e persegue um assassino implacável. Em mais de dez anos de profissão, ela já viu tudo — e sabe que a sua sobrevivência depende do seu instinto. E é precisamente esse instinto que ela tem de ignorar quando se envolve com Roarke, um bilionário irlandês, principal suspeito na investigação de Eve. Mas a paixão e a sedução têm as suas próprias regras e só depende de Eve arriscar-se ou não nos braços de um homem sobre o qual nada sabe, excepto que deseja loucamente a sua companhia... e tudo o que isso acarreta!

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Opinião:

Como comecei esta série quase ao contrário (o primeiro livro que li dela foi o "Vingança Mortal"), a opinião com que acabei por ficar deste foi um pouco influenciada pelo facto de já ter conhecimento de factos futuros, principalmente no que diz respeito à relação de Eve com Roarke. E, como já seria de esperar, não consigo deixar de comparar ambos os livros.

Quanto ao nível da escrita não tenho nada a apontar, gosto bastante da maneira como a autora escreve, é uma daquelas leituras que me entretém durante horas e me faz perder a noção do tempo (tanto que li este livro em duas tardes). Mas fiquei um pouco desiludida com este primeiro volume, pois pecou no que é, para mim, o aspecto mais importante num policial: o final foi previsível. Dado que no "Vingança Mortal" fui apanhada completamente de surpresa, esperava o mesmo deste livro, e já fui com expectativas altas, que não foram cumpridas.

Desde praticamente o início do livro que eu suspeitava que seria aquele o culpado (claro que sem saber precisamente o porquê, e não sei se foi apenas intuição mas algo me chamou logo a atenção nesse aspecto para a personagem), e por isso quando cheguei ao fim fiquei desapontada ao constatar que as minhas suspeitas estavam correctas (o que mais gosto neste tipo de livros é ser completamente surpreendida com o final, e aqui isso não aconteceu de todo).

Fora isso não tenho mais apontamentos a fazer, foi uma leitura bastante interessante, e foi bom voltar a visitar os personagens desta série, mesmo que de forma inversa na linha da história (principalmente o "casal maravilha"). Tentarei ler mais destes livros, mas sendo uma série já bastante grande (e de policiais, género que apenas leio esporadicamente), não me incita o suficiente a, nesta altura do campeonato (como se costuma dizer), terminá-la.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Opinião #52: "Uma Grandiosa e Terrível Beleza" (Livro)

- UMA GRANDIOSA E TERRÍVEL BELEZA -

Capa:
Autora:
Libba Bray

Informação:
Edição/reimpressão - 2011
Páginas - 352
Editor - Edições Gailivro
ISBN - 9789895578702
Idioma - Português

Sinopse:
Gemma Doyle não é igual às outras raparigas de postura irrepreensível, que só falam quando interpeladas, que conservam a postura, que permanecem deitadas e que pensam na Inglaterra quando lhes é pedido. Não, Gemma é uma ilha. Aos dezasseis anos é enviada para a Academia Spence, em Londres, após uma tragédia que assombrou a sua família na Índia. Sozinha, carregando o peso da culpa e propensa a visões do futuro que têm o mau hábito de se concretizar, Gemma é alvo de uma recepção gelada. Mas Gemma não está só… ela foi seguida por um jovem misterioso, que quer que a sua mente se feche às visões. Em Spencer os poderes de Gemma ganham força. Ela vê-se enredada com as raparigas mais influentes da escola e descobre a ligação da sua mãe a um grupo obscuro conhecido por a Ordem. E será aí que o seu destino a espera… se Gemma acreditar nele. "Uma Grandiosa e Terrível Beleza" é o tipo de livro que não conseguimos largar… É uma vasta tapeçaria de saias rodadas, de sombras dançantes e de coisas que se escondem na escuridão. É um retrato vivo da época vitoriana, altura em que as raparigas eram educadas para serem esposas de homens ricos… E é a história de uma rapariga que viu um caminho diferente.

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Opinião:

A primeira e única palavra que me vem à cabeça para descrever este livro é, com toda a certeza, "aborrecido". Apenas o terminei por teimosia e por ser um livro pequeno (não me ocupando assim tanto tempo quanto isso), mas posso jurar que descobri nele a minha cura para uma noite de insónias.

Não me quero alongar muito nesta opinião, até porque sinceramente penso que não o merece, mas a verdade é que estava à espera de mais. Não tinha muitas expectativas em relação a ele (e nem sequer me despertou curiosidade ao ponto de o comprar, tendo-o apenas porque o ganhei num passatempo), mas as poucas que tinha não foram cumpridas.

Estava à espera de um livro histórico. Li um livro onde nada me indica a época onde se passa fora as referências a datas e as menções óbvias e introduzidas "à pressão" do sentido de decoro das mulheres da altura (e rio-me bastante de cada vez que vejo escrito na sinopse que "É um retrato vivo da época vitoriana"). Estava à espera de um livro com um aspecto paranormal. Li um livro onde há uma rapariga que tem um par de visões em toda a história, e que entra num qualquer mundo alternativo que mais parece o fruto da imaginação de quem andou a fumar produtos ilegais. Estava à espera de um romance. E aqui não li mesmo nada disso.

Mas o que mais me desiludiu foi mesmo o facto de a protagonista, Emma, não ser assim tão diferente das suas colegas. No início gostei bastante do seu sarcasmo e aparente desinteresse por aquilo que a sociedade esperava de si, mas a partir do momento em que se muda para a sua nova escola, basicamente perde-se na multidão. Essa personalidade desapareceu, e apenas a distingui das outras raparigas pelo nome. Para além disso, não houve, na minha opinião, qualquer tipo de desenvolvimento em qualquer das personagens.

Admira-me o facto de este livro fazer parte de uma série. Não há qualquer tipo de pergunta cuja resposta não tenha sido dada, ou que suscite curiosidade suficiente no leitor para ler mais um livro (e quanto mais dois, já que é uma trilogia). Para mim, é um daqueles casos em que se começa a ter pena das árvores e a lamentar o desperdício de papel.

Foi bom apenas para passar o tempo e para ter uma leitura que não exigisse muito de mim, mas foi leve e sem enredo demais para o meu gosto.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Opinião #51: "Filha do Sangue" (Livro)

- FILHA DO SANGUE -

Capa:
Autora:
Anne Bishop

Informação:
Edição/reimpressão - 2006
Páginas - 384
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 0956000236109
Idioma - Português

Sinopse:
Há setecentos anos atrás, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões.
Agora o Reino das Sombras prepara-se para a chegada dessa mulher, dessa Feiticeira que terá mais poder do que o próprio Senhor do Inferno. Mas a Rainha ainda é nova, passível de ser influenciada e corrompida.
E quem controlar a Rainha controlará o mundo. Três homens poderosos inimigos de sangue sabem isso. Saetan, Lucivar e Daemon apercebem-se do poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. E assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, onde as armas são o ódio e o amor. E o preço pode ser terrível e inimaginável.

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Opinião:

Depois de vários anos a adiar, finalmente comecei a ler a Trilogia das Jóias Negras da Anne Bishop. E a primeira palavra que me vem à cabeça para descrever este primeiro volume é: confuso!

Muito sinceramente, mesmo depois de ter o livro todo lido, acho que ainda não tenho conhecimento suficiente sobre o mundo em que se passa para poder desenvolver uma opinião elaborada sobre ele (por isso apenas vou abordar a minha experiência de leitura e não a história em si). O que, por um lado, é mau. Se não fosse a autora que é, muito provavelmente tinha desistido da leitura antes de chegar a meio.

A história começa de uma forma muito repentina, e não nos é dada nenhuma introdução ao mundo das personagens, à mitologia ou sequer ao "funcionamento" das jóias (por muitas vezes tive de ir à página inicial que contém a ordem hierárquica das jóias por cores, para perceber minimamente o poder de certa personagem, pois na história apenas é referida a cor da jóia que têm, quase sem referir se é poderosa ou não, excluindo claro está as negras).

Se o mundo criado por Anne Bishop não fosse por si só confuso, temos ainda de lidar com um grupo imenso de personagens que vão surgindo de forma inesperada. Por mais de uma vez me aconteceu pensar que finalmente estava a perceber tudo, mas depois apareciam mais quatro ou cinco personagens que viravam tudo do avesso outra vez!

Mas consegui finalmente "entrar" no ritmo da história (pelo menos o suficiente para não ficar frustrada ao final de cada página), e pude admirar a sua originalidade e até complexidade. Tenho curiosidade em ler o resto, e recomendo este livro a quem gosta bastante de fantasia. Mas só se estiverem preparados para um livro que têm de ler de forma muito atenta e que vos vai por a pensar e a tentar estabelecer conexões de forma muito elaborada!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Opinião #50: "Refúgio" (Livro)

- REFÚGIO -

Capa:
Autor:
R. A. Salvatore

Informação:
Edição/reimpressão - 2011
Páginas - 304
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789896373443
Idioma - Português

Sinopse:
Depois de escapar da sociedade cruel e vingativa de Menzoberranzan, a sua cidade natal escondida nas profundezas da terra, Drizzt inicia uma nova aventura num mundo inteiramente diferente. Desta vez na superfície, sob a luz revigorante de um sol que o fascina e rodeado por florestas frondosas e mil e um segredos para descobrir. Mas esse novo mundo também pode ser hostil e, pior, os elfos negros não desistiram de o caçar. Poderá Drizzt encontrar refúgio longe das trevas que rodeiam a sua raça e integrar-se num mundo que o olha com desconfiança e temor? Não perca a dramática conclusão da trilogia do Elfo Negro.

Venha descobrir Drizzt, o elfo negro, uma das personagens mais lendárias da fantasia. E acompanhe-o na épica e intrépida jornada para longe de um mundo onde não tem lugar… em busca de outro, na superfície, onde talvez nunca o aceitem.

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Opinião:

Esta é, sem dúvida, uma das minhas séries favoritas actualmente. A história é original, a escrita é brilhante, e aborda um mundo que simplesmente me fascina. Por isso, não foi surpresa nenhuma o facto de ter adorado este último livro daquela que é apenas a primeira trilogia que aborda a vida de Drizzt, o elfo negro.

O meu livro preferido continua a ser o primeiro, pois foi aquele que se passou inteiramente em Menzoberranzan, a terra natal de Drizzt. A forma como a sociedade está organizada é curiosíssima de ler, mas não foi por este terceiro livro não ter um único momento passado lá que deixei de gostar bastante dele. A verdade é que estava à espera de a certo ponto haver alguma passagem com a família de Drizzt ou uma perseguição do seu antigo povo ao renegado que ele se tornou (tal como dá a entender na sinopse), mas Drizzt passa este livro totalmente isolado daquilo que abomina e preencheu as primeiras décadas da sua vida.

No geral, foi interessante ver Drizzt a tentar viver num novo mundo que desconhece completamente, mas que para o leitor é comum, quando ele próprio nasceu e cresceu numa sociedade que não reconhecemos como "normal", mas que ele até certo ponto aceita e por muito que a critique, usa os conhecimentos que ela lhe forneceu para conseguir sobreviver. A cena inicial em que ele se depara com uma doninha pela primeira vez é hilariante!

Acabada a leitura, não consegui assumir este livro como o final de uma trilogia, pois pareceu-me simplesmente uma introdução à trilogia que se segue. Os dois primeiros livros têm uma ligação muito mais forte entre si, enquanto que este parece já o início de uma nova história, e o final não tem a closure suficiente para o final que devia ser.

Mas, como sempre, foi um livro que adorei. Drizzt é uma personagem fascinante de conhecer (e a sua pantera-cujo-nome-não-consigo-soletrar é dos meus animais preferidos da literatura), e mal posso esperar para ler mais das suas aventuras!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Opinião #49: "O Terceiro Passo" (Livro)

- O TERCEIRO PASSO -

Capa:
Autor:
Christopher Priest

Informação:
Edição/reimpressão - 2006
Páginas - 320
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789728839802
Idioma - Português

Sinopse:

O Terceiro Passo ("The Prestige") é uma história de segredos obsessivos e curiosidades insaciáveis. Actuando nos luxuosos salões vitorianos, dois mágicos entram num feudo amargo e cruel, cujos efeitos podem ser sentidos pelas respectivas famílias mais de um século depois.

Os dois homens assombram a vida um do outro, levados ao extremo pelo mistério de uma espantosa ilusão que ambos fazem em palco. O segredo da magia é simples, mas para os antagonistas o verdadeiro mistério é outro. Pois ambos tema mais a esconder do que apenas os truques da sua ilusão.

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Opinião:

Devo dizer que foi com algum receio que comecei a ler este livro, embora o quisesse ler há anos. Adoro absolutamente o filme baseado nele, tanto por ter um dos meus realizadores favoritos (Christopher Nolan) como os meus dois actores favoritos (Hugh Jackman e Christian Bale). Normalmente nestes casos de adaptações o livro é sempre melhor do que o filme, mas como o facto de ter tantas das minhas preferências nele poderia tornar a minha opinião tudo menos isenta, fiquei com receio de que a leitura do livro "estragasse" um pouco a imagem que tenho da história.

No entanto nada disso aconteceu, por uma razão muito simples: o filme é uma adaptação mesmo muito livre, e embora muitas das cenas estejam em ambos os elementos, a história em si é contada de maneira diferente. Isso tornou a minha leitura bastante confusa, pois durante todo o livro eu me lembrava do que tinha acontecido no filme, e ficava à espera disso mesmo, e muitas vezes não acontecia. Mas a minha avaliação geral é bastante positiva!

A história é contada tendo por base dois diários. Um descendente de Borden, jornalista de profissão, vai à procura de uma resposta para todas as dúvidas que tem em relação às suas origens, dado ter sido adoptado, e essas respostas parecem estar ligadas ao diário de Alfred Borden, um mágico muito bem sucedido. Nesse seu caminho em busca de informação encontra-se com a descendente de Robert Angier, também ele mágico e grande rival de Borden, e a partir daí ele descobre que as respostas para o seu presente estão dezenas de anos no passado.

É curioso ver como algumas cenas de ambos os diários se sobrepõem, e acabamos por obter respostas a certas dúvidas apenas com a mudança do ponto de vista sobre a mesma cena. E dada a opinião que eles tinham um do outro, aquilo que escrevem de certos episódios muda bastante de acordo com quem saiu favorecido ou vencedor, e essas duas vozes foram muito bem conseguidas pelo autor. Em ambos os casos, lemos os diários que os dois mágicos escreveram desde os seus dias de infância, mas em parte alguma essa leitura se torna maçadora. Ambos tiveram vidas bastante interessantes que me faziam simplesmente virar página atrás de página!

Fora essa pequena confusão que o visionamento do filme (já por dezenas de vezes, devo dizer) me causou, e da qual me tentei abstrair o máximo possível ao reparar que não eram de todo idênticos entre si, foi um livro que gostei bastante de ler. Não a aproveitei tanto quanto poderia, pois já sabia de ante-mão o segredo que é escondido durante toda a história (mas para o qual são dadas pistas muito subtis escondidas na forma de escrita ao longo do livro), mas mesmo assim prendeu-me o suficiente para o ter lido relativamente depressa.

Se já viram o filme, ou se a história vos desperta curiosidade, leiam o livro, que vale a pena!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Opinião #48: "O Nascimento de Vénus" (Livro)

- O NASCIMENTO DE VÉNUS -

Capa:
Autora:
Sarah Dunant

Informação:
Edição/reimpressão - 2008
Páginas - 350
Editor - Edições Chá das Cinco
ISBN - 9789898032263
Idioma - Português

Sinopse:
Desnudo o corpo da irmã Lucrezia, as freiras observam a estranha tatuagem em forma de serpente que percorre o seu ventre. Lucrezia um dia fora conhecida por Alessandra. Jovem e inteligente, ela vivera o esplendor e luxo dos Médicis em pleno Renascimento. Como fora ela parar àquele convento? O que significaria aquela tatuagem no seu corpo? De que morrera, afinal? O Nascimento de Vénus é um envolvente romance de mistério e paixão no século XV, a retratar em detalhe e minúcia a arte, a riqueza e a podridão de Florença.

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Opinião:

Já tinha ouvido falar muito bem da escrita desta autora, e desde que este livro saiu que a sinopse me tinha chamado a atenção, e foi na Feira do Livro de Lisboa deste ano (com a pequena ajuda da secção de livros descatalogados da Saída de Emergência) que finalmente o comprei e trouxe para casa. Como sempre, com vários meses de atraso, finalmente comecei a lê-lo, já com alguma expectativa acumulada de várias opiniões positivas.

E devo dizer que, de certa forma, ela atingiu todas essas expectativas, mas de formas de que eu não estava à espera. Gostei imenso da escrita dela, mais do que pensava que gostaria, mas a história surpreendeu-me. Pensava que ia ler algo mais pelas vias do "mistério", tentar descobrir o que tinha acontecido à personagem principal, a irmã Lucrezia/Alessandra, mas acabou por ser mais uma biografia detalhada da sua vida, que de tão interessante que foi acabou, na minha opinião, por deixar um pouco para segundo plano a curiosidade de resolver a premissa que nos surge no início do livro, com a sua morte. Digo então que me surpreendeu pois normalmente em livros históricos gosto mais desse aspecto de mistério nas histórias, e não tanto de um romance "simples", e neste acabei por gostar mais assim.

Achei este livro um belo retrato da época, e como é uma altura na história da qual eu leio muito pouco, é sempre interessante aprender um pouco mais. Neste caso dá-se um destaque maior à importância da Arte numa cidade como Florença, o poder que os patronos dessa mesma arte podem ter na cidade, e o que a morte de apenas um homem pode fazer à vida de uma população inteira.

Algumas partes da história foram, para mim, previsíveis (assim que surge uma das personagens consegue-se prever imediatamente o seu propósito final, entre outros aspectos), mas nada que prejudicasse a leitura, já que ao mesmo tempo fui-me deparando com algumas surpresas.

Ao acabar o livro senti-me um pouco ignorante, pois fiquei sem a certeza absoluta de ter percebido a relação do título com a história, e mesmo depois de ter chegado a uma conclusão, fiquei na dúvida. Eu normalmente gosto sempre que ambas as coisas tenham uma ligação bem pensada, mas talvez esta tenha sido bem pensada demais para mim!

Vou certamente ler mais livros da autora, recomendo!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Opinião #47: "Belladonna" (Livro)

- BELLADONNA -

Capa:
Autora:
Anne Bishop

Informação:
Edição/reimpressão - 2009
Páginas - 384
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789896370961
Idioma - Português

Sinopse:
Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar.
Uma a uma, as paisagens de Efémera estão a cair na sombra. O Devorador do Mundo está a espalhar a sua influência, manchando as almas das pessoas com dúvida e medo, alimentando-se das suas emoções mais negras. A cada vitória o Devorador aproxima-se da conquista final.
Apenas Glorianna Belladonna possui a habilidade de frustrar os planos do Devorador. Mas os seus poderes foram mal interpretados e incompreendidos. Determinada a proteger as terras sob o seu domínio, Glorianna defrontará o Devorador sozinha se assim estiver no seu destino.

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Opinião:

Quando acabei de ler o "Sebastian", o livro anterior a este, achei que tinha acabado de uma forma suficientemente boa para não necessitar de uma continuação (embora raramente alguém se queixe de ter Anne Bishop para ler), por isso acabei por adiar de certa forma a leitura deste, devido à minha falta de curiosidade. Mas passados alguns capítulos já estava envolvida na história novamente!

Aquilo de que mais gostei neste livro foi o facto de podermos conhecer outras partes de Efémera, o mundo formado por paisagens ligadas entre si através de pontes. No primeiro livro apenas "vimos" a parte do mundo sob o controlo das paisagistas, sobretudo Belladonna e a sua mãe, mas neste segundo grande parte da história passa-se em locais onde os habitantes desconhecem a natureza inconstante do seu mundo, e onde as paisagistas são tratadas como bruxas e feiticeiras, por não serem compreendidas as suas habilidades. Foi interessante ver retratado num livro com uma componente de fantasia tão forte assuntos tão reais como o preconceito.

Algo que também notei neste livro em relação ao outro, é que tem uma componente de romance mais forte. Nota-se um criar de várias relações (e supomos a futura criação de outras), que aqui já acabam por deixar pontas soltas para continuação da história. O final do livro também deixou bastante por dizer, se o primeiro tivesse acabado assim tinha ido a correr comprar o seguinte! Estou bastante curiosa para ler o terceiro livro nesta série, que já foi anunciado e que, desta vez, aguardo ansiosamente.

Podem reparar que esta opinião está bastante mais curta do que o normal, e posso explicá-lo: em primeiro lugar, não sei como comentar mais o livro sem explicar longamente a história (e por isso prefiro que fique uma opinião curta do que monstruosa); em segundo, qualquer tempo que passem a ler a minha opinião, é tempo em que poderiam (e deveriam) estar a ler qualquer livro da Anne Bishop!

Para quem gosta de um bom livro de fantasia, original, com uma escrita brilhante e um worldbuilding que não lhe fica nada atrás, este é um de vários livros da autora que não pode faltar nas estantes.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Opinião #46: "Planeta dos Macacos: A Origem" (Filme)

- PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM -

Trailer:


Ficha Técnica:
Ficção Científica, 105 min
Realização - Rupert Wyatt
Argumento - Pierre Boulle
Interpretação - Andy Serkis, Brian Cox, Freida Pinto, James Franco, Tom Felton

Sinopse:
Um simples acto de compaixão e de simultânea arrogância leva-nos a uma guerra como até hoje não assistimos – a ascensão do planeta dos macacos. O macaco "sapiens" é um macaco humanizado nas capacidades intelectuais e emocionais, cuja interação com o ser humano parece ser entre iguais. Tal acontecimento transforma-se numa nova revolução, e como em qualquer transformação do surgir do inesperado, novas mentalidades crescem acompanhando novos perigos, desta vez protagonizados pela ascensão do fenómeno símio...


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Opinião:

Torna-se curioso comentar este filme logo após o "Super 8", pois vai-me fazer passar por "mentirosa". Disse nessa minha opinião que ficção científica não é, no geral, o meu género de filme, e isso continua a ser verdade. Mas são filmes como este que se incluem nessa pequena fatia que refuta a regra.

Posso dizer que uma das piores coisas de trabalhar num cinema é ver os filmes a estrear, as pessoas a irem ver, e depois ouvirmos os comentários de que filme x ou y é excelente e tudo o mais, e não podermos ir ver. Ainda para mais um filme que eu já sabia que ia adorar, mas aproveitei a minha primeira folga desde a sua estreia para o ir ver, e superou as minhas já altas expectativas!

Este "Planeta dos Macacos: A Origem" é um género de uma prequela do conhecido filme "Planeta dos Macacos", realizado pelo grande Tim Burton. É um pouco complicado explicar toda a cronologia desta série, pois antes destes há vários filmes antigos com esta história, que eu como não vi não posso comentar. Mas sei que cada realizador que lhe pega altera um pouco a história, mas sempre mantendo a premissa original. Ou seja, embora em termos de cronologia este se passe antes do filme do Tim Burton, ambos podem não encaixar mais tarde, pois o Rupert Wyatt vai fazer mais filmes neste mundo (pelo menos está planeado), e vai então ter a sua visão própria da história.

Já que esta sinopse é péssima, não contando nada da história, vou fazer um pequeno resumo. Will Rodman é um cientista que tem um grande objectivo para a sua vida: criar uma cura para a doença de Alzheimer, de forma a poder curar o seu pai, cada vez mais perdido dentro dela. Essa cura, em desenvolvimento durante largos anos, começa a ser testada em chimpanzés. Aos primeiros sinais de avanços, Will tenta convencer a empresa a investir na sua cura, mas tudo corre mal e Will vê-se a braços com um chimpanzé bebé. Este, sendo filho de uma fêmea a quem tinha sido dada a cura, nasce com o vírus que dela deriva, e assim Will descobre um efeito secundário do projecto que ocupou toda a sua carreira: e que vai alterar o mundo como o conhece.

Como já disse, este filme está excelente, e podem-se enumerar diversas razões para esse facto. O argumento é excelente, os actores muito bons (embora a química entre Franco e Pinto seja algo estranha, para não dizer inexistente), e os efeitos especiais são brilhantes.

Por mais do que uma vez ouvi comentários, antes de o filme estrear, de que não ia ser bom pois os macacos seriam todos feitos por CGI, em vez de se usarem macacos reais, ou até pessoas "disfarçadas". Devo dizer que os efeitos estão tão bem feitos, que logo desde o início qualquer pessoa se esquece que o que está a ver não é um macaco "verdadeiro". Os actores que fizeram o papel dos macacos foram excelentes no seu trabalho (sim, não os fizeram aparecer do ar), pois captaram lindamente todos os maneirismos e hábitos sociais dos primatas. Para quem não sabe, Caesar (o macaco acolhido por Will) é representado pelo actor Andy Serkis, que fez de Gollum nos filmes do Senhor dos Anéis, por isso já era de esperar algo brilhante vindo dele.

E não posso deixar de referir Tom Felton. Eu já sabia que ia surgir algures no filme alguma cena em que eu lhe associasse logo a sua já conhecida fala "Wait until my father hears about this!" (quem conhece o mundo Harry Potter sabe do que estou a falar), e ela apareceu mesmo, e devo dizer que me ri bastante na sala. E não posso negar que também me lembrei de HP quando ele diz "Take your stinking paws off me you damn dirty ape!". Soa-vos familiar? Mas sim, adorei vê-lo num registo diferente!

Recomendo bastante, se não forem vê-lo pelo aspecto de ficção científica, vão pela grande mensagem que passa, entre vários outros temas, em relação aos direitos dos animais.