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domingo, 14 de agosto de 2011

Opinião #45: "Super 8" (Filme)

- SUPER 8 -

Trailer:


Ficha Técnica:
Ficção Científica, 112min
Realização - J.J. Abrams
Argumento - J.J. Abrams
Interpretação - Amanda Michalka, Elle Fanning, Kyle Chandler, Ron Eldard

Sinopse:
No Verão de 1979, um grupo de amigos na pequena localidade do Ohio, testemunham um catastrófico desastre de comboio enquanto filmavam um filme em super 8 e depressa se apercebem que afinal não foi um acidente. Pouco depois, invulgares desaparecimentos e situações inexplicáveis começam a ocorrer e as entidades locais tentam descobrir a verdade - algo mais aterrorizador do que alguma vez se tinha pensado.

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Opinião:

Em primeiro lugar devo dizer que fui ver este filme contrariada, pois já quando tinha visto o trailer ele não me chamou à atenção minimamente. Por regra não costumo gostar de filmes de ficção científica, e o tema deste não me interessava muito, mas acabei por ir vê-lo com o meu pai, que andava há semanas a dizer-me que tínhamos de o ir ver. Acabei por até gostar, mas continuo com a ideia de que não era preciso ter ido vê-lo ao cinema.

Eu não sou propriamente fã do Spielberg pelos filmes onde ele por alguma razão mete lá o nome, mas uma pessoa não sabe bem o que raio ele lá fez, por isso nem essa premissa (que basicamente é o que tem levado muitas pessoas ao cinema ver este filme) me atraía. Há muitos bons realizadores/produtores/etc por aí que passam despercebidos, e depois há estes casos onde uma pessoa fez nome com uns quantos bons filmes, e a partir daí quase que pode fazer só lixo, que ninguém quer saber (não estou a dizer que seja o caso do Spielberg, mas acho um pouco exagerado o hype todo).

Mas pronto, voltando ao filme. Resumidamente, a premissa da história não vai muito longe daquilo que está na sinopse. Um grupo de amigos está a gravar um filme de zombies numa estação de comboios, e testemunham o descarrilamento suspeito de um comboio de carga. A partir daí dá-se uma sucessão de acontecimentos invulgares, que parecem estar todos ligados à carga misteriosa que o comboio transportava.

Já me tinham dito que este filme fazia lembrar o "E.T.", e realmente é verdade. Parece uma versão um pouco alterada da mesma história, mas sem tanto interesse, pois praticamente desde o início do filme qualquer pessoa deduz o que ia dentro do comboio, e o facto de passarem mais de metade do mesmo a fazer planos obscurecidos da "coisa" e só a mostrarem praticamente no final foi deveras irritante. Já toda a gente sabia o que era, mais valia mostrarem-no logo e darem trabalho à equipa de efeitos especiais!

Para mim, o que vale a pena neste filme são os miúdos. Fui para lá um pouco na dúvida quanto ao que esperar da performance de um grupo de actores jovens que maioritariamente não é conhecido (com a excepção da Elle Fanning, que na minha opinião fez um papel mesmo muito bom), mas portaram-se todos lindamente. Há momentos cómicos muito bons e basicamente são eles que aguentam o filme. Se não fosse pelos miúdos, muito provavelmente tinha adormecido a meio do filme...

Gostei bastante do pormenor que acrescentaram no final do filme. Os miúdos passam tanto tempo durante a história a fazer as gravações para o filme de zombies, que assim que começaram os créditos, o meu primeiro comentário foi "Então e o filme dos miúdos?". Mas assim que falei começou a passar o filme completo feito por eles, e foi excelente poder vê-lo.

No geral, até achei piada ao filme, mas como não faz mesmo o meu género o meu comentário final foi algo perto de um simples "...eh". Mas tenho noção de que muita gente tem gostado bastante, por isso se estiverem curiosos em relação a ele, não se deixem influenciar pela minha opinião nada imparcial e vão vê-lo!

sábado, 13 de agosto de 2011

Opinião #44: "Perfect Formation" (Livro)

- PERFECT FORMATION -

Capa:
Autora:
K.B. Alan

Informação:
Edição/Reimpressão - 2010
Páginas - 206
Editor - Ellora's Cave Publishing
ISBN - 9781419961878
Idioma - Inglês

Sinopse:
Friends for much longer than they've been lovers, Taryn and Richard enjoy each other's company while looking for "Mr. Right". When the darkly handsome Caleb walks into their lives, the sexual attraction is instant and mutual-for all three. Caleb wines and dines them then shows them how good it can be if they trust him to lead the way. One night is all it takes to prove that the three of them are a perfect match, at least in the bedroom.

Taryn has to decide if explosive sex and the feelings quickly overtaking her are worth the risk of losing it all-again. Richard sees Caleb and Taryn as the perfect couple but isn't so sure there will always be room for him in their ménage a trois. Sexual dominant Caleb has to suppress his urge to tie them to the bed until they understand that they both belong with him-forever. But if they don't come around soon, he'll be pulling those ropes out after all.

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Opinião:

Considerei durante algum tempo se deveria escrever a minha opinião sobre este livro ou não, pois não é propriamente dentro do género da minha leitura habitual. Mas já que também não tenho muito a dizer sobre ele, aqui fica, para pelo menos ficar com um registo continuado daquilo que tenho lido.

A primeira coisa que eu pensei assim que comecei a leitura foi: "Isto parece-me tanto uma fan-fiction mal desenvolvida". E era impossível não fazer essa comparação, pois surge logo nas primeiras páginas algo que é difícil de ignorar: as personagens principais conhecem-se, e quase sem razão aparente já estão praticamente a consumar algo que mais parece uma relação de longa data. Se eu disser que passados cinco minutos de se conhecerem já estavam a discutir vários aspectos das vidas sexuais uns dos outros, acreditam em mim?

É óbvio pelo tipo de livro que é que não vamos propriamente ter direito a um longo processo de romance e conquista, mas pelo menos um par de páginas para as personagens se conhecerem já não era mau. Já vi isto acontecer mais vezes do que aquelas que posso contar ao ler fan-fictions, e é algo que não me agrada ler num livro publicado, pois qualquer que seja o tema, quem escreve fics sempre se pode esconder atrás do facto de que não é um escritor profissional.

Enfim, passando à frente. A premissa do livro é bastante básica. Taryn e Richard são amigos, que ainda não encontraram as suas caras metades. Numa dada altura da sua amizade, decidiram que enquanto não as encontrassem, ou até derivado de puro aborrecimento, iriam levar a sua amizade para um nível mais físico. Tudo isso tem resultado ao longo dos anos mas falta-lhes alguma coisa, até que quase caído dos céus surge Caleb, o homem que parece ser a peça que falta neste puzzle.

Fora o aspecto inicial que já referi, até gostei da relação que surge entre estes três personagens. Não tenho nada a apontar à escrita da autora nas cenas de "manifestação física" dessa mesma relação (por mais do que uma vez estive quase para abrir uma janela, pois podia jurar que a temperatura de minha casa tinha aumentado), mas nota-se um certo esforço para desenvolver a relação emocional entre os três. Notei que existiam alguns aspectos que poderiam ser mais desenvolvidos, mas foram colocados de parte, ou abordados muito por alto.

Outro defeito que tenho a apontar foi o facto de a autora ter tentado (e sublinho a palavra "tentado") incluir um aspecto policial ao livro, mas falhado redondamente. A meio da história há alguém que invade a casa de um dos personagens e comete vários actos de vandalismo, e é dada uma importância tal à descoberta da identidade dessa pessoa e da resolução desta situação, quando no final nada acrescentou à história (não que me surpreendesse, mas mesmo assim esperei algo melhor).

Concluindo, este livro não foi propriamente uma desilusão, pois eu já para começar não tinha qualquer tipo de expectativas em relação a ele, tendo plena noção de que é um ramo da literatura do qual não se pode pedir muito. É uma leitura leve (lê-se praticamente numa tarde), e é bom para intercalar entre livros mais densos. Nem que seja por isso, e pela "novidade" de ler uma história em que três pessoas tentam assumir perante a sociedade uma relação séria, valeu a pena.


*Recebi este livro gratuitamente através do Goodreads First Reads, o que de nenhuma forma influenciou a minha opinião acerca do mesmo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Opinião #43: "Capitão América" (Filme)

- CAPITÃO AMÉRICA -

Trailer:



Ficha Técnica:
Acção/Aventura, 125 min
Realização - Joe Johnston
Argumento - Christopher Markus, Stephen McFeely
Interpretação - Chris Evans, Hayley Atwell, Hugo Weaving, Richard Armitage, Stanley Tucci, Tommy Lee Jones

Sinopse:
Os primórdios do Universo Marvel, quando Steve Rogers se apresenta como voluntário para participar num programa experimental que o irá tornar no Super Soldado conhecido como Capitão América. Agora, Rogers irá unir esforços com Bucky Barnes e Peggy Carter para entrar em guerra contra a organização maléfica Hydra, liderada pelo vilão Caveira Vermelha.

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Opinião:

Como já por mais do que uma vez aqui expressei no blog, eu adoro ver tudo o que sejam filmes da Marvel, e por isso não podia deixar de ir ver esta "primeira" aparição do Capitão América. E o veredicto foi: adorei, iria facilmente ver outra vez! Mas se comparar com o "X-Men: O Início", se calhar gostei mais deste último, também pelo facto de não ser tão fã da personagem do Capitão América como sou das personagens que fazem parte dos X-Men.

Mesmo por não conhecer tão bem a história da personagem, talvez este tenha sido o filme da Marvel em que estive mais "solta" no que respeita a fazer comparações filme/bd's. Não me recordo mesmo de ler nada do Capitão América (apenas dos Avengers), por isso bem que podem ter mudado imenso a história para o filme, que já comentaram comigo que foram mesmo feitas algumas alterações, mas eu não dei por nada, e pude aproveitar bastante mais o filme.

Mas do pouco que conhecia, fiquei contente de ver algumas coisas incluídas! Por exemplo, o facto de aparecer o senhor que vai ser o pai do Homem de Ferro (quem viu os filmes depressa faz a associação, tanto pelo apelido do homem como por cenas em que se pode visivelmente comentar mesmo "tal pai, tal filho!"), e por terem incluído uma pequena curiosidade. Na capa do número 1 da banda-desenhada do Capitão América, ele aparece a dar um murro ao Hitler, e no filme conseguiram incluir, de uma forma bastante engraçada, esse pormenor!

Quanto ao filme em si, gostei bastante por estar cheio de acção (sou tão maria-rapaz nestas coisas) e por ter um ritmo bastante bom, quase nem se dá conta do tamanho do filme. Tem apenas menos cinco minutos que o último filme do Harry Potter, mas pareceu-me muito mais pequeno!

Também não é segredo para ninguém que gosto de tudo o que envolva a II Guerra Mundial, o que foi o caso deste filme. Mas não pude deixar de me lembrar, por várias vezes ao longo do filme, que por volta daquela mesma altura, e se calhar nem muito longe dali, andavam também o Magneto, o Professor X e a sua "trupe" a dar uns sopapos aos nazis! Pelos vistos o Hitler era tão mau, que tudo o que é seres com poderes sobrenaturais andava atrás dele...

Já vi vários comentários contra a contratação do Chris Evans para o papel de Capitão América, dizendo que podiam ter encontrado um melhor actor. A essas pessoas eu digo: se andaram atrás dele durante imenso tempo, a ouvir recusa atrás de recusa, até que pela terceira vez ele lá aceitou, é porque algum valor ele tem, se não tinham mesmo passado à frente e procurado outro! Sim, é verdade que ele não é daqueles actores brilhantes como o Christian Bale (para enumerar um colega de adaptações de BD's), mas chega e bem para o papel que lhe deram.

Resumindo, recomendo a quem é fã deste género de filmes, e para quem o vai ver ao cinema, deixo uma recomendação: não saiam da sala quando começarem os créditos, pois mesmo no final há mais uma cena, e depois um teaser trailer do GRANDE filme que vai ser o dos Avengers!

domingo, 7 de agosto de 2011

Opinião #42: "A Rapariga Que Roubava Livros" (Livro)

- A RAPARIGA QUE ROUBAVA LIVROS -

Capa:
Autor:
Markus Zusak

Informação:
Edição/reimpressão - 2008
Páginas - 463
Editor - Editorial Presença
ISBN - 9789722339070
Colecção - Grandes Narrativas
Idioma - Português

Sinopse:
Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar. A Morte é a narradora omnipresente e omnisciente e através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, assim como de outros moradores da Rua Himmel, e também a história da existência ainda mais precária de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann. Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

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Opinião:

Já há muito tempo que este livro me era recomendado por várias pessoas, e abordando este tema eu já sabia que ia adorar lê-lo, mas só há pouco tempo se deu a oportunidade de finalmente iniciar a sua leitura. E é, de facto, um livro brilhante, que recomendo vivamente.

Vou tentar ser curta na minha opinião, pois acho que este não é um livro onde se pode ir muito pela opinião dos outros: cada pessoa vai absorver a sua mensagem de maneira diferente. Mas se esta obra é alguma coisa, é de certeza um relato impressionante e original do poder que as palavras têm na nossa sociedade.

A originalidade começa logo pela escolha do narrador: em vez de termos conhecimento da história de vida da pequena Liesel pela própria, ou por alguém que lhe é próximo, temos a Morte como narradora omnisciente de toda a história. Achei esta escolha curiosa, mas depois ao longo da leitura fui-me apercebendo de que não podia ser mais acertada: não houve quem conhecesse mais de perto todo o desenrolar de acontecimentos da altura da Segunda Guerra Mundial e do poderio de Hitler do que a própria Morte que, segundo a própria, não tinha mãos a medir com tanto trabalho e tantas almas para transportar. Mas mesmo assim houve algo na pequena Liesel que lhe chamou a atenção, o que fez com que se cruzasse com ela mais do que uma vez, sempre curiosa em relação à Rapariga Que Roubava Livros (como a trata), mas nunca para a levar nos braços.

Uma das primeiras coisas que me suscitou curiosidade foi o facto de querer saber como é que a morte ficou a conhecer a história de Liesel, dado que não a acompanhou toda a sua vida, tendo-a apenas visto um par de vezes. Esse é um aspecto que apenas é revelado quase no final da história, e penso que não podia ser mais apropriado.

A escrita do autor é brilhante, pois conseguiu dar uma voz bastante realista (ou pelo menos, aquela que penso que seja a mais apropriada) à Morte. Ela encara todos os problemas dos "mortais" com uma indiferença tremenda, e olha para o mundo como uma palete de cores, embora se depare muitas vezes apenas com o cinzento ou o negro. Ao longo de toda a história há pequenos "à partes" que a Morte acrescenta à narração de Liesel, que nos ajudam a perceber aquele determinado momento, ou algo que irá acontecer no futuro às personagens envolvidas. Foi uma opção de escrita que lhe dá bastante valor, e um pormenor que não é comum ver-se em Literatura.

Quanto ao ritmo de leitura, tenho de confessar que a parte inicial me pareceu um pouco maçadora, até chegar ao ponto na história em que surge Max, o pugilista judeu que se esconde na cave da casa de Liesel durante anos. Sempre gostei bastante de ler sobre este tema em específico, e a história de Max é um óptimo relato de uma história que se deve ter repetido em milhares de caves e sótãos e anexos de casas por toda a Alemanha: infelizmente, nem sempre com um final feliz. A partir daí a leitura fluiu muito melhor, e mesmo depois de começar a absorver melhor toda a mensagem inerente a esta história.

Pois, afinal, como seria este mundo sem o poder das palavras?

Acabo esta opinião com uma das minhas citações preferidas do livro, pois acho que aborda de uma maneira simples (tal como é o olhar de uma criança) esta mensagem:

(contexto: Liesel acaba de rasgar um livro)
"Em breve havia apenas farrapos de palavras espalhadas entre as suas pernas e a toda a sua volta. As palavras. Por que haviam elas de existir? Sem elas não haveria nada disto. Sem palavras o Fuhrer não era nada. Não haveria prisioneiros a coxear, nem necessidade de consolo ou truques mundanos, para nos fazer sentir melhor. Para que prestavam as palavras?"
pp. 438-439

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Opinião #41: "The Time Traveler's Wife" (Livro)

- THE TIME TRAVELER'S WIFE -

Capa:
Autora:
Audrey Niffenegger

Informação:
Edição/reimpressão - 2004
Páginas - 560
Editor - Vintage
ISBN - 9780099464464
Idioma - Inglês

Sinopse:
This extraordinary, magical novel is the story of Clare and Henry who have known each other since Clare was six and Henry was thirty-six, and were married when Clare was twenty-two and Henry thirty. Impossible but true, because Henry is one of the first people diagnosed with Chrono-Displacement Disorder: periodically his genetic clock resets and he finds himself pulled suddenly into his past or future. His disappearances are spontaneous and his experiences are alternately harrowing and amusing. The Time Traveler's Wife depicts the effects of time travel on Henry and Clare's passionate love for each other with grace and humour. Their struggle to lead normal lives in the face of a force they can neither prevent nor control is intensely moving and entirely unforgettable.

(sinopse em português aqui)

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Opinião:

Sabem quando se define um romance como sendo uma história de amor intemporal?

Pois esta é-o. Literalmente!

Depois de ter visto o filme baseado neste livro fiquei com alguma curiosidade em lê-lo (como fico sempre quando gosto deste género de filmes), e aproveitei uma promoção num dos sites onde costumo fazer compras para o encomendar. Como sempre, ficou uns meses à espera que eu o começasse a ler, mas assim que comecei fiquei logo agarrada à história!

Clare conhece Henry quando tem 6 anos e ele 36, mas Henry apenas conhece Clare quando tem 28 anos e ela 20. Confuso? Talvez um pouco, mas é a desvantagem de se ter a "doença" que Henry não tem como curar: ele viaja no tempo sem que a sua vontade própria tenha algo a dizer sobre isso. É algo que ele não consegue evitar, que lhe dá imensos problemas (mais do que aqueles que ele próprio pode imaginar), mas que lhe salvou a vida quando era apenas uma criança, e lhe deu a oportunidade de conhecer o amor da vida dele.

A minha primeira impressão deste livro, mesmo antes de o abrir, foi "mas que livro grande para uma história tão simples". Afinal, um romance é um romance, por muitos aspectos "anormais" que lhe adicionem, e estava-me mesmo a parecer um livro demasiado extenso para aquilo que já conhecia da história pelo filme. Fiquei com algum receio de que o livro fosse muito descritivo e maçador, mas tentei que isso não afectasse a minha leitura.

O livro é, de facto, muito descritivo, mas para a complexidade desta história (lá se foi a ideia de que era simples!) de facto pede-o. Mas é uma descrição que nunca se torna aborrecida, e aumenta a curiosidade do leitor de continuar a ler, para saber mais e mais sobre a vida deste casal. A história começa no momento em que Henry conhece Clare, e descobre que aquela mulher, que nunca viu na vida, o conhece desde criança. A partir desse primeiro encontro voltamos até à infância de Clare e vamos conhecendo Henry através dela (com alguns momentos do presente e do futuro de ambos pelo meio), até que a história os volta a "apanhar" e a partir daí vamos acompanhando a relação repleta de altos e baixos de ambos.

É interessante tentar encaixar os momentos em que Henry visita Clare em miúda (de notar que estas visitas só começam depois de ambos já estarem casados), que descobrimos no início do livro, com os momentos em que estas visitas acontecem no Presente de ambos, mais para a frente. Às vezes temos mesmo de recorrer à memória ou fazer algumas suposições, mas é o que faz com que a leitura deste livro nos prenda do início ao fim, pois damos por nós a tentar reter o mínimo detalhe, pois pode ser importante mais tarde.

Gostei imenso da escrita da autora, e ganhou imenso a minha admiração ao conseguir escrever uma história deste género de uma maneira brilhante. Não é qualquer pessoa que não ficaria completamente baralhada a tentar organizar datas, acontecimentos e vidas de várias personagens diferentes. O facto de no início de cada capítulo dizer sempre a idade tanto de Henry como de Clare na altura que vai descrever é uma grande ajuda, mas não é apenas por aí que se organiza uma história destas, e as pequenas pistas que são dadas ao longo do livro são uma grande mais-valia.

Quanto à relação livro/filme, devo dizer que acho que está uma adaptação muito bem feita, e o muito que tiveram de cortar para o filme, foi bem retirado. É claro que ao ler o livro ficamos muito mais ligados aos personagens, pois conhecemos todas as suas vidas, mas um livro destes em hora e meia/duas horas de filme era impossível. Gostei mais do final no filme, é muito mais emocionante, mas o do livro é amoroso!

É um facto que este livro pode ser um pouco confuso no início (por mais do que uma vez tive de voltar atrás para confirmar datas), mas vale completamente a pena o "esforço" de continuar a ler, mesmo através de todas as descrições. É uma história de amor muito bonita (e isto vindo de mim, que não sou pessoa de romances, é dizer muito), que nos mete a pensar em todas as coisas que nós nas nossas relações tomamos como garantido.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Opinião #40: "Uma Bruxa Em Apuros" (Livro)

- UMA BRUXA EM APUROS -

Capa:
Autora:
Kim Harrison

Informação:
Edição/reimpressão - 2011
Páginas - 384
Editor - Edições Chá das Cinco
ISBN - 9789897100000
Idioma - Português

Sinopse:
Todas as criaturas das trevas se reúnem na cidade de Hollows para se esconder, festejar… e comer. As longas noites são dominadas por vampiros num mundo de predadores que se caçam uns aos outros sem piedade.
A jovem e sexy Rachel Morgan é caçadora de prémios por profissão e bruxa por vocação. A sua obrigação é manter Hollows minimamente civilizada. Vagueando pelas ruas da cidade, Rachel persegue criaturas sobrenaturais que cacem os habitantes mais inocentes e vulneráveis.
Mas quando a noite esconde os maiores pesadelos imagináveis, uma personalidade forte e uma mão cheia de feitiços podem não ser suficientes para sobreviver. A não ser, claro, que Rachel Morgan seja mais do que aparenta ser…

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Opinião:

Tinha este livro na minha estante praticamente desde que foi publicado, e a minha leitura estava de tal maneira atrasada, que saiu o segundo volume (e comprei-o) antes sequer de começar a ler este. Não costumo fazer isso (para o caso de não gostar do primeiro volume da série, não estar a deitar dinheiro fora comprando os restantes), mas neste caso acertei na minha aposta, pois foi uma leitura bastante interessante!

Acho que já há muito tempo que não lia um livro em que o título lhe assentasse tão bem: Rachel Morgan é, decididamente, uma bruxa em muitos apuros. Toda a gente a quer morta, chegando a um ponto que já nem se sabe muito bem de quem é que vem esta ou aquela tentativa de assassinato. Nesse aspecto fez-me lembrar imenso o "O Despertar das Trevas", pois tem uma premissa parecida. Embora neste livro a escrita seja bastante melhor, e não tenha os defeitos evidentes que o livro da Karen Chance tem. Mas mais sobre isso adiante.

Rachel Morgan é uma bruxa de terra, que trabalha para uma organização que tenta regular a actividade de todos os seres sobrenaturais que habitam em Hollows. No entanto, esse não é um trabalho que agrade completamente a Rachel (devido à falta de atribuição de boas missões por parte do seu chefe), e decide então demitir-se. Mal ela sabia que a partir daí toda a sua vida ia sofrer uma enorme volta.

No início fiquei um pouco céptica em relação a este livro, e nem sei bem dizer porquê. Lembro-me de ler os primeiros capítulos na internet quando a editora os disponibilizou pela altura do lançamento, e não fiquei muito "fascinada" pela história. Agora, ao voltar a ler, tive novamente essa sensação, mas passado um certo ponto a acção prendeu-me ao livro. Não sei se será por ter um início um pouco lento, ou se me fez confusão tentar imaginar um pixy com roupas mais coloridas do que uma árvore de Natal a fazer de apoio a uma agente "policial", mas consegui entrar na história.

O que me fez imediatamente lembrar o "O Despertar das Trevas" foi o facto de a protagonista ser perseguida incessantemente ao longo de todo o livro. Há um encaixe de várias cenas sucessivas em que Rachel está a tentar escapar de algo ou alguém que a quer matar, mas a transição não é abrupta e não é algo que tome conta de toda a linha da história, havendo uma premissa que é seguida pelos personagens ao longo do livro, que a tentam resolver, em vez de ser apenas uma história de "eles querem-me matar, tenho de fugir". Só por aqui coloco este livro acima do da Karen Chance, e acabam por aqui as semelhanças.

Quanto à escrita da autora, fiquei bastante surpreendida. Não é novidade para ninguém que muitas vezes quem escreve fantasia não faz um mínimo esforço para ser diferente, e embora a mitologia deste livro não seja algo único, a maneira como a autora o escreveu dá uma certa "frescura" a algo que já não é novo. Notei isto principalmente nas cenas que envolviam a colega vampira de Rachel, Ivy (entre as quais existe uma tensão que sugere muito mais do que apenas amizade, se é que me entendem), já que todas as suas reacções e alterações inerentes ao seu estado de vampira estão muito bem escritas.

Foi uma boa introdução para uma série, e fiquei curiosa para ler o seguinte, que é o mínimo que se pode pedir de um primeiro volume. Agora espero conseguir fazê-lo antes de ser publicado mais algum!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Opinião #39: "Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2" (Filme)

- HARRY POTTER E OS TALISMÃS DA MORTE - PARTE 2 -

Trailer:


Ficha Técnica:

Acção/Aventura, 130 min
Realização - David Yates
Argumento - Steve Kloves
Interpretação - Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Alan Rickman, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes

Sinopse:
No épico final, a batalha entre as forças do bem e do mal do mundo dos feiticeiros vai originar uma guerra sem precedentes. Os riscos nunca foram tão elevados e ninguém está seguro. Mas é Harry Potter quem terá de fazer o sacrifício final, pois a luta com Lord Voldemort aproxima-se. Tudo acaba.

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Opinião:

Eu cresci com o Harry Potter. Lembro-me de receber o meu primeiro livro da saga, e de ter encontrado assim o meu amor pelos livros e pelo mundo da fantasia. Lembro-me de ver as cassetes dos dois primeiros filmes (dobrados em português), outra e outra vez, até que quase estraguei o vídeo de tanto as rebobinar. Lembro-me de acordar às 6 da manhã para ir a pé, sob chuva torrencial, até à livraria onde tinha o "Ordem da Fénix" reservado já há mais de um mês, e estar até às 3 da manhã do dia seguinte agarrada ao livro. Lembro-me de todas as directas que fiz depois da publicação de mais uma aventura. E acima de tudo lembro-me da companhia que esta saga me fez quase toda a minha vida.

Por isso foi com uma mistura de alegria e tristeza que fui ver este filme. Alegria pois ia finalmente ver com os meus próprios olhos o final daquilo que passei anos a imaginar dentro da minha cabeça. E tristeza pois era a última oportunidade de ver um brilhante grupo de actores a dar vida a esta história. Mas saí da sala de cinema bastante satisfeita!

Achei o início do filme um pouco "abrupto", mas já era de esperar quando se trata da divisão de um livro. Muito basicamente é este o único pseudo-defeito que tenho a apontar ao filme, porque de resto foi tudo excelente. Está brilhantemente bem feito, adorei tudo, e se quisesse estar aqui a apontar tudo aquilo de que gostei neste filme ficava aqui infinitamente, por isso nem sequer vou começar.

Passei todo o filme num misto de riso e de quase-choro (só não chorei mesmo graças ao facto de me lembrar de certas cenas dos musicais dos Starkids -A Very Potter Musical e A Very Potter Sequel, se ainda não viram não sei do que é que estão à espera - depois das cenas mais dramáticas, se não tinha mesmo chorado que nem um bebé), e acção foi coisa que não faltou. Sempre achei que este livro tinha muita coisa a acontecer num curto espaço de tempo, e que poderia ser um pouco maior por causa disso, mas acho que no filme ficou tudo bem distribuído, não faltando nada de essencial e acabando por não ser um filme assim tão grande, comparando com os restantes da saga. Sendo assim, foi mesmo a melhor das decisões dividir o livro em dois filmes (não que alguma vez tenha duvidado disso).

O 3D também estava muito bom, mas aqui tem mesmo tudo a ver com a tecnologia utilizada pelos cinemas. Esqueçam o 3D com aqueles inúteis óculos de plástico, e vão a um cinema onde tenham tecnologia de expand 3D e um sistema activo nos óculos (não vou falar em "marcas", mas se quiserem saber é só perguntar). Realmente foi uma experiência muito boa, e em certas cenas parecia mesmo que estava dentro do filme. Mas sendo um filme de Harry Potter já era de esperar que não fosse um 3D feito de qualquer maneira!

Depois do filme acabar, ainda andei um bom bocado a tentar acostumar-me à ideia de que tinha acabado de ver pela última vez Harry Potter no grande ecrã. Mas não fiquei triste nem sentimental, pois nunca acredito quando dizem que Harry Potter acabou. Tal como é dito várias vezes ao longo da saga, as pessoas de que gostamos nunca desaparecem completamente, ficam sempre no nosso coração. Por isso não, Harry Potter não "acabou". Enquanto houver novas gerações a pegar pela primeira vez nos seus livros, a verem os filmes, a apaixonarem-se por esta história que cativou todo o mundo, Harry Potter nunca vai acabar. Apenas vai começar outra, outra, e outra vez.

domingo, 17 de julho de 2011

Opinião #38: "A Senhora da Magia" (Livro)

- A SENHORA DA MAGIA -

Capa:
Autora:
Marion Zimmer Bradley

Informação:
Edição/reimpressão - 1987
Páginas - 316
Editor - Difel
ISBN - 9722900781
Idioma - Português

Sinopse:
Num universo paralelo à Grã-Bretanha celta, a enigmática ilha de Avalon é a guardiã dos grandes mistérios eternos e sagrados. E os que estão destinados a viver nos dois mundos são, passo a passo, confrontados com as antigas tradições ligadas à Natureza, e às suas forças obscuras, e à nova fé cristã que procura espalhar-se no território.

No centro de A Senhora da Magia, primeiro dos quatro volumes desta saga, está Morgaine, a meia-irmã de Arthur, que se encontra num processo de iniciação para se tornar Grã-Sacerdotisa de Avalon. O seu grande objectivo é afastar a Bretanha da nova religião que encara a mulher como portadora do pecado original, ao mesmo tempo que desenvolve todos os esforços para colocar o seu meio-irmão no poder, como símbolo e líder da Bretanha unificada, sob a égide de Avalon e da Espada Mágica, Excalibur.

Num ambiente verdadeiramente mágico de paganismo, cristianismo, rituais mágicos e visões, sensualidade e realidade, A Senhora da Magia introduz-nos no mundo lendário do Rei Arthur, dos Cavaleiros da Távola Redonda e das Cruzadas. É o olhar feminino sobre o tempo da busca da paz e da unificação da Bretanha: cheio de inesperadas cintilações e magias, repleto de penumbras, brumas e rituais femininos. Uma perspectiva alucinante e vertiginosa de uma época onde tudo era possível através dos poderes das mulheres.

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Opinião:

Esta sinopse (retirada do site da wook) é bastante explicativa, por isso vou abster-me de tentar apresentar a história de melhor maneira, e apenas falar da minha experiência de leitura.

Depois de anos (literalmente) a tentar ser convencida pela Lóide a começar a ler os livros da Marion Zimmer Bradley, finalmente cedi e aproveitei uma óptima oportunidade em termos de preço para comprar o primeiro volume das Brumas de Avalon (com as capas antigas da Difel, pois não gosto das mais recentes, embora estas edições sejam mais difíceis de encontrar).

Entretanto, o livro ficou uns meses na estante. É verdade que qualquer livro que eu compre passa no mínimo uns dois ou três meses até que eu finalmente o leia (a não ser que seja algum que eu não consiga mesmo resistir a passar à frente), devido à quantidade que tenho em lista de espera, mas este ia adiando por uma razão. Tinha receio de que, depois de tanto tempo a ouvir maravilhas sobre os livros, eu acabasse por não gostar e ter um belo momento constrangedor a tentar explicar o porquê a alguém que muito basicamente venera a senhora (sim, Lóide, ainda estou a falar de ti!).

Mas, felizmente, esse momento nunca chegou, porque adorei!

Não me chamem feminista, mas adoro ler todo o tipo de livros que falem sobre sociedades onde o poder reside nas mulheres. Foi uma das razões porque adorei a Trilogia do Elfo Negro, por exemplo, e também me fez gostar bastante deste livro, embora essa vertente não esteja tão presente como na Trilogia. Gostei especialmente do confronto religioso que se cria entre o paganismo seguido pelas sacerdotisas de Avalon e o cristianismo com os seus padres. É curioso como a crença mais antiga admite a convivência com outras (afirmando que todos acreditam no mesmo Deus), mas a que se instala mais recentemente recusa-se terminantemente a fazer o mesmo, e afirma-se como crença soberana. Parece-vos familiar?

Gostei do facto de a história ser contada do ponto de vista de Morgaine, e de começar muitos anos antes de os eventos principais sequer ocorrerem, mas mesmo assim não se tornar maçador. Muitas vezes há autores que "atiram" as suas histórias logo para acção, pois não têm capacidade de manter um leitor atento em momentos menos densos de enredo. Mas, neste caso, dei por mim bastante curiosa em saber mais sobre as origens de Morgaine e da sua família, e de como a história iria evoluir para ela se tornar meia-irmã de Arthur.

Já há muitos anos que tinha curiosidade em aprender mais sobre esta época e a lenda do Rei Arthur, e vejo que comecei pelo sítio certo. Nota-se à distância o nível extenso de pesquisa que a autora fez antes de escrever estes livros (e, se não se notasse, há toda uma nota de autor em que ela fala extensivamente sobre isso), e para alguém que, como eu, não era a pessoa mais conhecedora desta época, foi uma agradável surpresa aprender certos aspectos destas lendas sobre os quais até agora não fazia ideia.

Costumo sempre falar sobre o tipo de escrita dos autores que leio, principalmente numa primeira experiência, mas neste caso não sei mesmo como a descrever, para além de dizer que ela faz parecer verdadeira uma história de ficção. Para quem já a conhece, basta dizer: É Marion Zimmer Bradley! Para quem não a conhece, também basta apenas um: Leiam, não se vão arrepender!

Já tenho o segundo volume desta série, e estou bastante curiosa em começar a lê-lo. Foi uma boa aposta, e recomendo bastante esta série a quem, muito basicamente, gosta de um bom livro. Não deixem que a minha opinião confusa vos demova de o ler (já que ultimamente não sou capaz de pôr as minhas ideias em ordem naquilo que escrevo), porque o livro é mil vezes melhor do que aquilo que eu o fiz parecer!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Opinião #37: "Shiver" (Livro)

- SHIVER -

Capa:
Autora:
Maggie Stiefvater

Informação:
Edição/reimpressão - 2009
Páginas - 392
Editor - Scholastic
ISBN - 9781407115009
Idioma - Inglês

Sinopse:
the cold.
Grace has spent years watching the wolves in the woods behind her house. One yellow-eyed wolf—her wolf—watches back. He feels deeply familiar to her, but she doesn't know why.
the heat.
Sam has lived two lives. As a wolf, he keeps the silent company of the girl he loves. And then, for a short time each year, he is human, never daring to talk to Grace...until now.
the shiver.
For Grace and Sam, love has always been kept at a distance. But once it's spoken, it cannot be denied. Sam must fight to stay human—and Grace must fight to keep him—even if it means taking on the scars of the past, the fragility of the present, and the impossibility of the future.


(sinopse em português aqui)

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Opinião:

Já aqui tinha dito numa das minhas opiniões que adoro quando sou surpreendida por um livro que me apresenta uma premissa que não está inteiramente explícita na sinopse, e este foi um desses casos. Já tinha lido muito boas críticas a este livro, mas estava de certo modo de pé atrás pois estava com receio que fosse apenas mais um a aproveitar a onda dos vampiros e lobisomens que o Twilight começou. Mas estava enganada!

Grace foi atacada em criança pela matilha de lobos que vive na floresta ao lado de sua casa. Podia ter sido morta, mas um dos lobos mostrou compaixão pouco característica no mundo animal, e salvou-a. Desde aí, Grace vive obcecada durante anos com esses lobos, principalmente com o que a salvou, de olhos amarelos (e sim, de início estava sempre a lembrar-me dos vampiros "vegetarianos" por causa da cor dos olhos, mas depressa me esqueci da comparação). Mas os lobos apenas surgem durante o Inverno, deixando Grace a contar os dias até aos primeiros sinais de neve durante todo o Verão.

O primeiro aspecto que me agradou neste livro foi a escrita da autora. Estava à espera de uma escrita muito mais dirigida a um público mais jovem, muito simples e pouco trabalhada, mas surpreendeu-me, com uma prosa bastante fluída, ritmada, trabalhada (sem se tornar complicada) e, sem encontrar outra palavra para a descrever, "bonita". Como este livro, infelizmente, tive de o ler só no pouco tempo que andava de transportes, dava por mim super frustrada por não poder ler quase tudo de uma vez. Se não tivesse sido este o caso, penso mesmo que o teria lido no máximo em dois dias, de tanto que fiquei presa à história. E mesmo assim não é um livro com uma story line muito aprofundada, é claramente uma introdução à relação de Grace e Sam, o que ainda valoriza mais o facto de me ter conseguido prender de tal maneira.

Em segundo lugar, outro pormenor que já por aqui referi várias vezes que é decisivo para a minha boa opinião sobre um livro: a originalidade. Adorei a mitologia dos lobisomens criada pela autora, pois nunca tinha lido algo parecido.

Nesta série, a mudança dos lobisomens não é influenciada pela mudança das fases da lua como popularmente se diz, ou então feita de livre vontade (os chamados shapeshifters), mas sim de acordo com a temperatura. Os lobisomens encontram-se na sua fase de lobos durante o tempo frio, apenas voltando a ser humanos durante a Primavera/Verão. Mas, com o passar dos anos, cada vez mais tarde conseguem voltar a ser humanos (apenas no pico do Verão ou com muito altas temperaturas), até que chegam a um ponto em que passam o resto das suas vidas "presos" na forma de lobos. E são simplesmente lobos (nada de "monstros" enormes ou outras coisas do género), sendo que a única diferença é que os lobisomens mantêm na sua forma de lobos os seus olhos humanos.

Se não fosse esta "novidade" considerável, muito provavelmente o livro seria bastante aborrecido e "apenas mais um", mas dei por mim a querer saber mais e mais sobre os lobos, os seus costumes e a restante matilha. Mas embora tenha sido este o ponto que ajudou bastante a que gostasse do livro, o romance entre Grace e Sam também está muito bem escrito (embora pareça um pouco insta-romance, mesmo que de certa forma justificado), e a minha miúda interior ficou com vontade de ter um lobinho só para ela (pelo menos este não se apaixonou por uma recém-nascida...).

Recomendo a quem gosta deste género, não é uma leitura que exija muito mas vale bastante a pena! (e peço desculpa pela opinião mal desenvolvida, mas foi o que consegui arranjar depois de vários dias de trabalho sem poder pensar muito no que escrever).

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Opinião #36: "O Despertar das Trevas" (Livro)

- O DESPERTAR DAS TREVAS -

Capa:
Autora:
Karen Chance

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 304
Editor - Edições Gailivro
ISBN - 9789895576944
Colecção - 1001 Mundos
Idioma - Português

Sinopse:
Cassandra Palmer consegue ver o futuro e comunicar com espíritos - dons que a tornam atraente para os mortos e mortos-vivos. Os fantasmas dos mortos não costumam ser perigosos; apenas gostam de conversar… e muito. Os mortos-vivos já são outra conversa.
Tal como qualquer rapariga sensata, Cassie tenta evitar os vampiros. Mas, quando o mafioso sugador de sangue a quem fugira há três anos a reencontra com intuitos de vingança, Cassie é obrigada a recorrer ao Senado dos vampiros em busca de protecção. Os senadores dos mortos-vivos não irão ajudá-la sem contrapartidas. Cassie terá de colaborar com um dos seus membros mais poderosos, um vampiro mestre perigosamente sedutor. E o preço que ele exige poderá ser superior ao que Cassie está disposta a pagar…

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Opinião:

Em primeiro lugar, devo dizer que gosto sempre de livros que não se resumem ao que está descrito na sinopse. Muitas das vezes, antes de ler um livro, vou com a ideia que tenho da sinopse na cabeça e se a história não se afasta muito disso, fico com a sensação de que foi um desperdício de tempo, pois podia ter lido só o resumo e ficava-me por aí. Neste caso isso não aconteceu, pois há bastante mais informação e acontecimentos a decorrer ao longo do livro (talvez não da melhor maneira, mas já lá iremos), e mesmo o que estava incluído na sinopse não aconteceu da maneira que tinha inicialmente previsto.

Muito resumidamente, Cassandra é uma vidente que consegue comunicar com fantasmas, e há toda uma panóplia de pessoas que andam atrás dela por esse motivo, mas não pelas mesmas razões. Uns querem protegê-la, para depois poderem usar os seus poderes em seu proveito, e outros querem saltar essa parte da protecção, que por vezes se torna mais maçadora do que proveitosa, e seguir logo para a parte de usá-la para seu bel-prazer. Ou então querem simplesmente matá-la, mas isso seria um desperdício.

Achei o livro uma boa introdução à série, pois são apresentados vários aspectos da história que dá para perceber bem que ainda vão dar, como se costuma dizer, "pano para mangas". Se há coisa que não gosto em séries é andar-se a esticar histórias que não têm flexibilidade nenhuma, simplesmente porque séries é o que dá dinheiro, e neste caso fiquei curiosa para ver resolvidos alguns pontos deixados em aberto, por isso foi positivo.

Outra coisa de que gostei bastante foi a inclusão de personagens "históricas" no livro, acabando assim por ser uma justificação de certos aspectos duvidosos da sua vida ou o seu desaparecimento misterioso. Há assim uma pequena fusão da realidade com a ficção, tendo a autora tomado liberdade criativa para dar um novo final mais paranormal a essas pessoas que existiram na nossa História, como é o facto de Jack, o Estripador (adorei vê-lo como vampiro, pena ter aparecido pouco), e Rasputine, o místico russo. Há ainda a referência a uma outra história de que eu gosto bastante, mas como é mais para o final do livro não digo directamente qual é, que não gosto de dar spoilers (mesmo que este não seja muito essencial para a storyline em si). Mas é uma história que já foi adaptada ao cinema, e o Leonardo DiCaprio é um dos actores.

Agora, aspectos negativos. Embora eu goste de livros em que a acção seja uma constante, e não se guarde para o fim os acontecimentos mais importantes, neste caso talvez tenha sido um pouco extremo. A mim pessoalmente não me afecta muito este tipo de coisas, mas mesmo assim chegou a fazer-me por várias vezes confusão o facto de num parágrafo estar tudo bem, e no outro estar já quase toda a gente quase a morrer (o que, acreditem, acontece bastante), ou em que se passam páginas e páginas a apreender informação. Novamente, isto a mim não me faz muita diferença (até prefiro assim do que do outro lado da escala, em que não se sabe de nada), mas tenho noção de que a outras pessoas pode parecer maçador. Talvez fosse preciso um maior esforço para suavizar as transições entre cenas e não tornar os momentos em que se passa informação essencial ao leitor tão "carregados".

E, para acabar, um aspecto em que eu ainda me ri bastante a ler. Sim, eu sei que hoje em dia os romances paranormais tendem cada vez mais a ter uma componente sexual forte, mas é um facto que nem todos os autores conseguem lidar com a escrita desse tipo de cenas da melhor forma. Há uma cena desse género neste livro, e a melhor analogia que eu consigo usar para explicar o quanto a achei hilariante (não propriamente da forma positiva), é a de uma lanterna cujas pilhas estão prestes a acabar. Não acho normal que durante uma cena de quase-sexo (sim, porque passam páginas, e páginas, e páginas naquilo e a coisa não se dá), num segundo estejam muito bem os dois nos seus preliminares, mas no segundo seguinte estejam a ter uma conversa de teor super sério e deixem tudo o resto de lado, para depois como se nada fosse voltarem ao que estavam a fazer. E quantas e quantas vezes isto acontece, parece mesmo que alguém lhes estava a ligar/desligar o interruptor, ou que por muito que estivessem a tentar, as pilhas simplesmente já não dessem para fazer nada.

Concluindo, gostei bastante do livro, mas tenho plena noção dos defeitos que outras pessoas lhe podem encontrar, mas que para mim não afectam a leitura. Vou com certeza continuar a ler a série (isto é, se a editora mo permitir, dado que já há mais de um ano que este saiu, e sem sinais do segundo ainda à vista. Mas se em português não for, em inglês será de certeza), e esperar que o ritmo abrande um bocadinho, mas que não se quebre totalmente.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Opinião #35: "O Leão Escarlate" (Livro)

- O LEÃO ESCARLATE -

Capa:Autora:
Elizabeth Chadwick

Informação:
Edição/reimpressão - 2009
Páginas - 448
Editor - Edições Chá das Cinco
ISBN - 9789898032478
Idioma - Português

Sinopse:
A coragem e lealdade de William Marshal como cavaleiro ao serviço da casa real inglesa foram recompensadas com a sua união a Isabelle de Clare, uma rica herdeira de propriedades na Inglaterra, Normandia e Irlanda.

Mas a segurança e felicidade do casal são destruídas quando o rei Ricardo morre e é sucedido pelo irmão João, que toma os filhos de Marshal como reféns e apropria-se das suas terras. O conflito entre os que permanecem leais e os que se irão revoltar contra as injustiças ameaça destruir o casamento de William e Isabelle e arruinar as suas vidas. William terá que optar por um caminho desesperado que o poderá levar à governação do reino. E Isabelle, receando pelo homem que é a luz da sua vida, terá que se preparar para enfrentar o que o futuro lhes reserva.

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Opinião:

Tinha andado a adiar a leitura deste livro pelo tamanho e por me parecer um pouco denso (e porque por alguma razão que me escapa, tenho andado a fugir dos históricos já há imenso tempo), mas assim que o comecei arrependi-me logo de não o ter começado mais cedo.

Este livro conta-nos a história de William Marshal, um cavaleiro leal ao serviço da coroa inglesa. Desde o final do século XII e pelo início do século XIII, fazemos uma viagem ao longo de mais de vinte anos da sua vida, e de todos os problemas políticos, territoriais e familiares que William e a sua família enfrentam.

Depois de o Rei Ricardo falecer e de o seu irmão João subir ao trono, William começa a deparar-se com sérios problemas para manter todos os privilégios e territórios que foi recebendo ao longo dos seus anos de serviço a Ricardo, e vê-se até obrigado a entregar os seus filhos mais velhos ao cargo de João como prova da sua lealdade. Com o passar do tempo William vai ter de se equilibrar de forma muito cuidadosa entre Inglaterra, a Irlanda e a França, de forma a não atraiçoar nenhuma das pessoas a quem deve a sua lealdade: o rei João de Inglaterra, o rei Filipe de França, e a sua esposa, Isabelle.

Penso que ainda não tinha lido um histórico sobre este período (pelo menos que me lembre, mas a minha memória já teve melhores dias), e gostei bastante. O mundo da corte é como um grande novelo repleto de fios, e que com o mínimo contratempo se pode encher de nós. Foi interessante ver como William "navegava" nesse mundo com mestria, e fazia os possíveis e os impossíveis para preservar sempre os seus interesses e os da sua família.

A escrita da autora prendeu-me de tal maneira, que sempre que podia ia pegar no livro para ler, ou quando estava ocupada com outra coisa qualquer, apetecia-me ler. Não tenho qualquer tipo de defeito a apontar-lhe! E li mais de metade do livro num dia, o que tendo em conta o volume do livro e a formatação das páginas não é nada pouco.

Tenho pena que a Saída de Emergência ainda não tenha editado o livro que antecede de certa forma este (The Greatest Knight), pois gostava bastante de ficar a saber como é que William chegou ao ponto em que está neste livro, conhecer a sua infância, a sua formação enquanto cavaleiro e claro, o início da sua vida com Isabelle.

Mas vai ser uma autora que certamente irei continuar a seguir, em português ou no inglês original!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Opinião #34: "O Clã da Loba" (Livro)

- O CLÃ DA LOBA -

Capa:Autora:
Maite Carranza

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 328
Editor - Editorial Presença
ISBN - 9789722343329
Idioma - Português

Sinopse:
Desde que há memória, dois clãs de bruxas, as Omar e as Odish, vivem em permanente conflito, incapazes de conciliar as suas diferenças ancestrais. Apenas uma velha profecia deixa entrever alguma esperança de no futuro a eleita conseguir unir ambas as tribos. E agora todos os sinais confirmam que a chegada dessa eleita está próxima. Quando Anaíd, uma jovem de catorze anos, acorda uma manhã e verifica que a mãe desapareceu, pensa que lhe poderá ter acontecido todo o tipo de coisas, menos que a sua mãe é uma bruxa Omar e considerada por todas aquela de que a profecia fala…

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Opinião:

Se há um livro que li até agora neste ano sobre o qual fiquei bastante dividida na minha opinião, foi com certeza este. Em vários aspectos gostei, noutros começava a pensar se deveria levar a leitura em frente. Como era um livro pequeno e até gostei da história base, acabei de o ler, mas fiquei com algumas reservas.

A mitologia das bruxas é muito boa, e gostei bastante do capítulo onde foi contada a história da origem das bruxas e da sua divisão em dois clãs rivais, pois afastou-se da linguagem que a autora usou no resto do livro, tendo escrito este excerto com uma voz mais "histórica". Já no resto do livro a escrita utilizada causou-me alguma estranheza, mas fiquei sem perceber se foi mesmo problema meu com a forma de escrever da autora, ou se foi um problema de má (ou melhor, péssima) tradução. Qualquer pessoa diz que sabe falar espanhol, mas a verdade é que dependendo da zona de Espanha há muita coisa que muda, e pode ter havido um grande descuido no processo de tradução (e já se sabe que hoje em dia quem anda a formar-se para aprender a traduzir, na maioria dos casos nem o português sabe em condições).

Quanto à história em si, a parte mais interessante era previsível desde o início, embora tivesse um aspecto envolvido do qual eu não estava à espera. Mesmo assim, é um pouco frustrante estar a ler um livro quando já se está a prever o que vai acontecer no fim, e este foi um dos quais em que isso me aconteceu. Mas mesmo com essa parte previsível, houve bastantes aspectos interessantes no que se relaciona com a sociedade das bruxas e a diferença de valores entre os dois clãs. Por isso mesmo prevendo o que ia acontecer, essa curiosidade de saber mais sobre elas levou-me a continuar a ler. Devo ainda dizer que achei que o tema das bruxas foi introduzido na história de forma um pouco "abrupta".

Mas, de todos os pequenos problemas que tive com este livro (que, admito, muitos devem ter sido relacionados com a minha "exigência" enquanto leitora), há um que eu não posso mesmo deixar de referir, porque me deixou perplexa, ao ponto de já o ter referido a várias pessoas com as quais falei sobre este livro, pois não sei mesmo como é que se pode ter deixado um erro daquele género chegar às bancas. Há uma cena no livro em que Anaíd está com uma amiga da mãe ao pé do mar, e surge um "cardume de peixes" (é mesmo assim que surge descrito no livro) a nadar em volta dos seus pés. Eu comecei a imaginar um grupo de pequenos peixes, como é normal, mas no fim do parágrafo surge, para minha admiração, a referência a esses "peixes" como sendo "golfinhos". Sim, aquele animal fofinho e inteligente que embora viva no mar, até uma criança de colo sabe que é um mamífero. Isto fez-me imensa confusão, e levou-me a estar mais inclinada para o facto de a escrita me parecer estranha mesmo por má tradução. Como é que é possível que um tradutor, ou até um revisor, deixe uma coisa destas passar assim?

Fora estes aspectos, até fiquei com uma ideia positiva do livro (embora tenha ficado "alérgica" a livros cuja protagonista é uma criança de 14, 15 anos sobredotada depois de ler "A Sociedade do Sangue"), mas achei que teve um final decente e fiquei sem qualquer tipo de curiosidade em ler o volume seguinte, mesmo depois de ir ler a sinopse. Isto deve-se ao facto de, na minha opinião, não serem deixadas pontas soltas importantes o suficiente neste livro para incitar um leitor a querer continuar a ler.

Mas não vão por mim no caso de o quererem ler, porque, como já disse, fiquei bastante dividida na minha opinião deste livro, e tenho argumentos para defender tanto uma opinião positiva como negativa (sendo o aspecto negativo muito assente na parte linguística que eu, como licenciada em Jornalismo, não consigo deixar de parte). Se o querem ler façam-no, que a história não é má, e até pode ser que a leitura vos corra melhor do que a mim!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Opinião #33: "X-Men: O Início" (Filme)

- X-MEN: O INÍCIO -

Trailer:


Ficha Técnica:
Ficção Científica, 132 min
Realização - Matthew Vaughn
Argumento - Ashley Miller, Jane Goldman
Interpretação - James McAvoy, January Jones, Jennifer Lawrence, Kevin Bacon, Michael Fassbender

Sinopse:
Antes de se tornarem Professor X e seu arqui-inimigo Magneto, Charles Xavier e Erik Lensherr eram dois jovens que acabavam de descobrir os seus poderes pela primeira vez. Eram, na altura, amigos e companheiros de luta que trabalhavam juntos com outros Mutantes, tentando evitar a maior ameaça que o mundo já enfrentara. É da divergência entre ambos que se dá a cisão que origina a eterna guerra entre Magneto e seus seguidores, e os X-Men do Professor X.

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Opinião:

Sendo eu fã da Marvel, e ainda mais dos X-Men (têm lá um dos meus dois personagens preferidos da Marvel, era difícil não gostar), não podia deixar de ir ver esta prequela, e foi a ida ao cinema deste fim de semana.

Sempre tive muita curiosidade em relação à origem dos personagens, e foi por isso que adorei o filme sobre o Wolverine (e também ajudou o facto de ser um desses dois personagens preferidos, interpretado pelo meu actor favorito), e também acabei por adorar este. Havia uma série de questões que eu queria ver respondidas, como a razão porque Xavier anda de cadeira de rodas, como é que ele e Magneto se conheceram e mais tarde separaram, e como é que Mystique, melhor amiga de Xavier, acaba por se aliar a Magneto, como é possível ver nos vários filmes da trilogia.

Devo dizer que tive resposta a todas essas perguntas e mais algumas (até dá para ficarmos a saber como é que "apareceu" o famoso Cerebro, o aparelho que Xavier usa nos outros filmes para encontrar mutantes), e que por isso fiquei bastante satisfeita com a abordagem que fizeram nesta prequela. O filme é grande, tem mais de duas horas, mas vê-se bastante bem e de outra forma não dava para abordar tantas storylines diferentes.

No entanto, houve muita informação que ficou por dizer, mesmo por entrarem tantos mutantes diferentes neste filme. Há vários que aparecem neste mas que não têm relação alguma com os da trilogia (pelo menos que eu saiba), como é o caso, por exemplo, de Emma Frost, Riptide e Darwin, cujos passados não nos são contados e aparecem um pouco do "céu". Mas outros têm ligações curiosas com os dos restantes filmes, que seria engraçado dar a conhecer de alguma forma, para quem não conhece assim tão bem o mundo da Marvel. Por exemplo, o Nightcrawler (que se não me falha a memória aparece no segundo filme da trilogia) é filho do Azazel e da Mystique, e o Havok é irmão do Cyclops, que tem um papel preponderante na trilogia. Mas não se pode dizer tudo, por isso fiquei bastante satisfeita com tudo o que explicaram no filme, e aprendi bastante.

Agora, defeitos. Só tenho a apontar um, que acaba por ser fruto se calhar de uma certa preguiça por parte dos actores/produção. Ao longo do filme, vários personagens falam diversas línguas (para além do óbvio inglês, falam espanhol, francês, russo e alemão), e nota-se à distância o pouco trabalho que tiveram no sotaque das diferentes línguas. Não posso falar sobre o russo, que é a única das línguas que falaram sobre a qual não tenho qualquer base, mas em todas as outras a pronunciação nas palavras mais básicas era péssima, e ainda se notava mais quando os punham a falar com actores nativos na língua (sim, a diferença era tão grande que dava para reparar nisso). Sei que é difícil por serem diálogos longos e se calhar eles não tinham qualquer tipo de bases nessas línguas, mas ninguém pedia que eles aprendessem a língua na sua totalidade, pelo menos que tivessem um certo cuidado com a enunciação.

Fora isso, foi tudo muito bom, desde a storyline até aos efeitos visuais e tudo o resto (embora, devo dizer, tenha ali uns momentos entre o Xavier e o Magneto que me fizeram duvidar do nível da "amizade" deles, e não fui a única). E o facto de o Hugh Jackman fazer uma mini-participação no seu papel de Wolverine, mesmo que só com uma fala de três palavras, fez-me adorar ainda mais o filme, e foi uma cena que pôs toda a gente a rir na sala. Por alguma razão se fala de continuar o franchise do filme do Wolverine.

Por isso, se viram os outros filmes dos X-Men (mesmo que não tenham sido todos, que não afecta em nada), ou se têm curiosidade e querem ver este antes dos restantes, recomendo o visionamento, que está um filme muito bem feito!

sábado, 11 de junho de 2011

Opinião #32: "O Dardo de Kushiel" (Livro)

- O DARDO DE KUSHIEL -

Autora:
Jacqueline Carey

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 400
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789896371852
Idioma - Português

Sinopse:
TERRE D’ANGE é um lugar de beleza sem igual. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante do amor entre anjos e humanos se rege por uma simples regra: ama à tua vontade. Phèdre é uma jovem nascida com uma marca escarlate no olho esquerdo. Vendida para a servidão em criança, é comprada por Delaunay, um fidalgo com uma missão muito especial… Foi, também ele, o primeiro a reconhece-la como a eleita de Kushiel, para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. Phèdre é adestrada nas artes palacianas e de alcova, mas, acima de tudo, na habilidade de observar, recordar e analisar. Espia talentosa e cortesã irresistível, Phèdre tropeça numa trama que ameaça os próprios alicerces da sua pátria. A traição põe-na no caminho; o amor e a honra instigam-na a ir mais longe. Mas a crueldade do destino vai levá-la ao limite do desespero… e para além dele. Amiga odiosa, inimiga amorosa, assassina bem-amada; todas elas podem usar a mesma máscara reluzente neste mundo, e Phèdre apenas terá uma oportunidade de salvar tudo o que lhe é mais querido.

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Opinião:

Nem consigo dizer com precisão há quantos meses eu queria ler este livro, mas pelo menos uns três esteve na estante à espera de ser lido. Por isso, fui acumulando uma certa expectativa em relação à história, que se calhar se não tivesse já uma noção daquilo que ia encontrar, podia ter ficado um pouco desiludida. Mas sabendo ao que ia, acabei por aproveitar bastante bem o livro e ficar curiosa para ler os restantes.

Antes de começar a ler, já sabia que a Saída de Emergência tinha dividido os volumes originais ao meio, e que por isso este primeiro livro era a parte introdutória da história, e que só para a parte final é que começava a entrar na parte mais interessante.

Já sabendo isso, deixei-me levar pelas explicações da sociedade de Terre D'Ange, os seus costumes e as suas origens, sem me sentir frustrada por não estar a acontecer nada de muito "relevante", pois no fundo é necessário conhecer toda a formação e infância de Phédre para se perceber o resto da história. E sendo a história contada por ela já adulta, tendo já plena noção de quais os episódios que mais importaram para os acontecimentos que ocorreram no futuro, vai deixando pequenas "dicas" que nos fazem estar atentos aos pormenores, mesmo nessas partes que têm tendência a tornar-se mais maçadoras.

Achei a escrita da autora bastante interessante. Demorei um capítulo ou dois a entrar no ritmo, mas depois consegui apreciar a qualidade com que a história é contada. É o que acaba por dar mais valor ao livro, pois sendo o natural da época em que a história se passa e estando a ser contada na primeira pessoa, de qualquer outra forma o leitor não se sentiria tão envolvido na história. E os meus parabéns ao trabalho de tradução, não deve ter sido nada fácil manter a voz da autora original ao transpor tudo para português.

Quanto à história em si. Achei curiosa a forma como a autora abordou temas tão "complicados" ou de certa forma "tabu" de uma forma tão natural, porque era assim que a sociedade das suas personagens os encaravam também. Sendo uma sociedade com valores diferentes, é normal que a nós nos causem estranheza coisas como a prostituição infantil e o sadomasoquismo (isto já nem tanto nos dias de hoje, mas continua a ser um tema que não se aborda propriamente numa conversa de café), mas a autora conseguiu incluir esses aspectos na mitologia da sua história de uma forma muito neutra.

Estou bastante curiosa para ler o volume seguinte, pois realmente as últimas cem páginas deste primeiro livro é onde se começa a desenrolar a acção propriamente dita, que é cortada de uma forma um pouco abrupta (mas de qualquer forma, tomada a decisão de dividir um livro ao meio, é sempre difícil cortar num ponto onde não cause estranheza ao leitor). E devo dizer que estou a torcer pelo Joscelin e pela Phédre juntos, porque gostei bastante das cenas deles juntos, e tenho por passatempo torcer por casais que parecem impossíveis nos livros.

Que venha o próximo!

sábado, 4 de junho de 2011

Opinião #31: "Hunger" (Livro)

- HUNGER -

Capa:

Autora:
Jackie Morse Kessler

Informação:
Edição/reimpressão - 2010
Páginas - 177
Editor - Harcourt Graphia
ISBN - 9780547341248
Idioma - Inglês

Sinopse:
“Thou art the Black Rider. Go thee out unto the world.”

Lisabeth Lewis has a black steed, a set of scales, and a new job: she’s been appointed Famine. How will an anorexic seventeen-year-old girl from the suburbs fare as one of the Four Horsemen of the Apocalypse?

Traveling the world on her steed gives Lisa freedom from her troubles at home: her constant battle with hunger, and her struggle to hide it from the people who care about her. But being Famine forces her to go places where hunger is a painful part of everyday life, and to face the horrifying effects of her phenomenal power. Can Lisa find a way to harness that power — and the courage to battle her own inner demons?

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Opinião:

Normalmente, acho que os livros cuja premissa se pode resumir sem problemas numa frase são ou muito simples ou pouco originais. Neste caso não acontece nem uma coisa nem outra, e a história pode resumir-se mesmo numa simples frase: Este livro é sobre uma rapariga anoréctica que se torna o Cavaleiro do Apocalipse da Fome. Viram? Nem sequer é uma frase grande. Mas parece interessante, não é?

Foi mesmo por isso que fiquei bastante curiosa com este livro. Depois de ler a sinopse achei a premissa super original e interessante, e só lia críticas positivas, por isso dificilmente iria ser um daqueles casos de boa ideia, mas péssima execução, por isso decidi arriscar e comprá-lo. E em boa hora o fiz, adorei o livro!

Este livro é, fora o aspecto de ficção que envolve os Cavaleiros do Apocalipse, uma autêntica viagem à mente de uma anoréctica. Fiquei bastante impressionada com a forma como a autora aborda o tema. Está autêntico, e tão realista que ficamos mesmo a pensar como é que há pessoas que fazem isto ao próprio corpo, sem terem noção do perigo que estão a correr. Mesmo quem nunca passou por este problema, de certeza que em certos aspectos se relaciona com Lisa: quantas vezes, durante aquelas refeições que nos fazem sentir um pouco culpadas por não serem propriamente do mais saudável possível, ouvimos uma voz na nossa cabeça a fazer-nos comentários menos simpáticos?

E não ficamos a conhecer um pouco mais só sobre o problema da anorexia. A melhor amiga da protagonista, Lisa, é bulímica, e há uma parte no livro em que há um relato bastante realista e até "assustador" do seu ritual diário. Achei impressionante o facto de a autora conseguir abordar estes temas de uma forma tão real, e em parte fiquei esclarecida ao ler na nota final que ela foi, numa fase da sua vida, bulímica. Mesmo assim, com certo conhecimento de causa, não se pode retirar o valor do excelente trabalho que ela fez na escrita, pois nem toda a gente consegue escrever brilhantemente mesmo sobre assuntos que conhecem.

Agora, quanto ao resto do livro. Para quem não sabe, os Cavaleiros do Apocalipse são quatro figuras bíblicas que representam os quatro males do mundo: Fome, Guerra, Pestilência e Morte. Neste primeiro livro de uma série, é dado a Lisa o papel do Cavaleiro da Fome, através do qual vai aprender uma valiosa lição para o resto da sua vida.

Embora este primeiro livro seja centrado na personagem de Lisa, os restantes Cavaleiros também fazem a sua aparição, e devo dizer que adorei a Morte (pode parecer um pouco mórbido, mas não consegui evitar!). A partir do momento em que a Morte, supostamente assustadora, naquela sua figura de capa e capuz preto e uma foice, tem falas do género "Thou art Famine, yo" e "At least you didn't go with Muffin" (em relação ao nome que Lisa dá ao seu cavalo), fiquei logo a gostar imenso dele. E já disse que ele tem a aparência física do Kurt Cobain? Se isso não é awesome, não sei o que será. Infelizmente terei de esperar até 2013 para ler o livro dedicado a ele, pois vai ser o último a sair da série!

Recomendo bastante este livro (eu sei que digo quase sempre isto nas minhas opiniões, mas este é mesmo dos melhores livros que li este ano). Na primeira página do livro está escrita a frase "If you have ever looked in the mirror and hated what you saw, this book is for you" (numa tradução livre, "Se alguma vez olhaste para o espelho e odiaste aquilo que viste, este livro é para ti."), e não podia estar mais de acordo. Mete todas as inseguranças que qualquer pessoa possa ter em relação a si própria em perspectiva, e só por isso já vale bastante a pena ler.

sábado, 28 de maio de 2011

Opinião #30: "Alexandre - O Rival dos Deuses" (Livro)

- ALEXANDRE - O RIVAL DOS DEUSES -

Capa:Autor:
Paul Doherty

Informação:
Edição/reimpressão - 2006
Páginas - 272
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789728839338
Idioma - Português

Sinopse:
O lobo da Macedónia defronta o Centauro em 334 a. C. Alexandre esmaga os grandes exércitos do rei Dario III e assola o Império Persa do Ocidente. Apoderando-se das cidades como um predador esfomeado, justifica a sua alcunha de “o Lobo da Macedónia”.
Ao chegar à grande cidade de Éfeso, o êxito da sua campanha é ameaçado por uma série de violentos assassinatos levados a cabo por um importante espião persa conhecido apenas como “o Centauro”.
Um dos antigos tutores de Alexandre é encontrado a flutuar nas águas de um tanque numa casa ligada a um grupo de assassinos.
Mais uma vez, o ponderado Telamon, amigo e médico do rei, tem de tentar resolver um emaranhado de mistérios sangrentos.
Como sempre, um dos maiores obstáculos é a natureza volátil e imprevisível de Alexandre, actor consumado cujo desejo de glória iguala a carnificina e a intriga que lhe perseguem os passos como se fossem as próprias Fúrias.

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Opinião:

Sinceramente, não tenho muito mais a dizer sobre este livro do que aquilo que já disse sobre o anterior da série. O autor é excelente, sabe sobre o que está a escrever (o que muitas vezes, infelizmente, não acontece com outros autores), e escreve brilhantemente dentro do género histórico.

Por isso, não foi surpresa nenhuma para mim o facto de ter gostado até mais deste volume do que do anterior. Não sei se foi por já estar mais familiarizada com o tema, e por isso não ter estado a focar tanta atenção aos pormenores sobre a época e as suas personagens, mas neste livro senti-me bastante mais interessada no aspecto misterioso.

Quem é o Centauro? Como é que um grupo de oligarcas, com criados e elementos do exército, são mortos dentro do Templo de Hércules, quando a sala em que se encontravam estava selada, e não era possível entrar ou sair dela? Quem é o responsável pelas restantes mortes que se vão seguindo na cidade, e como é que estão ligadas?

Tudo isto eram questões que eu me ia fazendo ao longo do livro, o que acabou por me puxar mais a curiosidade do que propriamente Alexandre. No primeiro volume quis ficar a saber mais sobre ele e as características do seu tempo, neste já o "conhecia" (embora me tenha surpreendido também umas quantas vezes, como de resto sempre fez àqueles que o rodeavam), pude focar-me na história em si.

O aspecto militar e da guerra também está muito bem conseguido neste livro. Novamente, todas as estratégias de invasão estão relatadas o mais próximo da realidade possível, e foi muito bom ter visto, outra vez, a forma como Alexandre nunca considerava nada impossível, e não descansava até atingir os seus objectivos, por meio da força ou da inteligência.

Tal como o anterior, recomendo!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Opinião #29: "Alexandre - A Corte da Morte" (Livro)

- ALEXANDRE - A CORTE DA MORTE -

Capa:
Autor:
Paul Doherty

Informação:
Edição/reimpressão - 2005
Páginas - 240
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 9789728839123
Idioma - Português

Sinopse:
Primavera do ano 334 A.C. Com apenas 22 anos de idade, Alexandre, O Grande, prepara-se para invadir o Império Persa de Dario III. Parece que nada pode impedir o jovem macedónio de conquistar o mundo.
É então que os seus homens começam a ser brutalmente assassinados. E junto de cada corpo, o assassino deixa enigmáticas citações retiradas do livro preferido de Alexandre: a Ilíada de Homero.
Um clima de medo e suspeição instala-se no seu exército, ao mesmo tempo que os Inimigos de Alexandre se reforçam com o único general que alguma vez derrotou um exército macedónio: Memnon da Grécia.
Com adversários invisíveis no seu acampamento, e um terrível exército inimigo bem treinado à sua espera, conseguirá Alexandre vencer em todas as frentes e realizar o sonho de conquistar o mundo?
Alexandre, a Corte da Morte é uma recriação magnífica do dia a dia no acampamento macedónio, da assombrosa cidade de Tróia, dos meandros da corte dos Reis da Pérsia, e muito mais.
Num cenário real, Paul Doherty cria um enredo brilhante e bem documentado, passado na altura em que Alexandre move os seus exércitos desde Helesponto até à épica batalha de Granico.

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Opinião:

Quando andava na escola, História era uma das minhas disciplinas favoritas. Não tanto quando estávamos a estudar os momentos mais recentes, mas as civilizações antigas sempre me fascinaram. Por isso, sempre gostei de ler livros que abordassem essas alturas, mas ultimamente, sem saber muito porquê, não estava muito virada para ler históricos, e andei assim uns meses. Mas quando vi esta série, ainda por cima do Paul Doherty (já tinha lido livros dele mas que se passavam no Antigo Egipto e adorei), fiquei logo curiosa, pois nunca tinha lido nada sobre Alexandre O Grande (e tinha visto o filme há pouco tempo, fiquei a querer saber mais).

E devo dizer que gostei bastante. Quando leio livros do Doherty, sinto-me quase como se estivesse a ler um livro de História, pois os enredos são tão autênticos, mostram tanta pesquisa e conhecimento, que mesmo sendo tecnicamente um livro de ficção (embora, segundo o autor, uma grande parte dos eventos que relata sejam realistas de acordo com as fontes existentes), aprendemos imenso sobre a cultura de que fala e as suas personagens históricas.

Já não é a primeira vez que, quando falo deste autor a alguém, digo logo "ele escreve como se estivesse lá". E nunca me canso de o dizer, porque é totalmente verdade. As suas histórias estão repletas dos mais pequenos pormenores, e, ao ler, qualquer pessoa se sente facilmente transportada milhares de anos no passado.

Neste livro, começamos a acompanhar Alexandre no início da sua viagem para a Ásia, com o objectivo de derrotar o exército persa de Dario III, o Rei dos Reis, e ocupar as cidades para lá do Helesponto. Mas, no seu acampamento, começa uma série de acontecimentos misteriosos, e Alexandre pede a sua mãe, Olímpia, que mande um dos seus amigos de infância, o médico Telamon, para o ajudar a desvendar esse mistério.

Gostei do livro mesmo pelo facto de aprender bastante sobre a grande figura que foi Alexandre. É inacreditável como é que um homem tão novo tinha ambições tão grandes, e encarava já o mundo como um velho sábio com toda uma vida de experiência. Ele era, acima de tudo, um grande actor, e conseguia compensar grandes desvantagens ao enganar os seus adversários com os mais diversos esquemas, ou simplesmente fazendo-se passar pelo jovem ingénuo que muitos pensavam que ele era.

O relato da batalha de Granico está brilhante. Toda a agitação da batalha, a descrição das estratégias de ambos os lados e a forma como são postas em prática, foi tudo muito bem conseguido. Foi mesmo a parte do livro em que fiquei mais presa à leitura.

Quanto à parte da resolução do mistério, a parte mais ficcional do livro, não estava à espera de que acabasse desta forma. Mas como não suspeitava de ninguém (estava mais embrenhada no resto da história), de qualquer maneira iria-me surpreender.

Para terminar, achei curiosa uma das coisas que Paul Doherty referiu na sua Nota final especificamente feita para a edição portuguesa. O autor refere que, antes da sua morte, Alexandre estava a planear ocupar o norte de África e a Península Ibérica. Como a nossa História seria diferente se isso tivesse acontecido!

Recomendo bastante para quem tem curiosidade sobre esta época, ou para quem gosta de um bom romance histórico!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Opinião #28: "Velocidade Furiosa 5" (Filme)

- VELOCIDADE FURIOSA 5 -

Trailer:



Ficha Técnica:
Acção/Aventura, 130 min
Realização - Justin Lin
Argumento - Chris Morgan, Gary Scott Thompson
Interpretação - Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Dwayne Johnson, Joaquim de Almeida

Sinopse:
Agora, o polícia demissionário Brian O'Conner junta-se ao ex-condenado Dom Toretto no outro lado da lei. Dwayne Johnson é a nova aquisição, com Jordana Brewster, Chris "Ludacris" Bridges, Tyrese Gibson, Sung Kang, Gal Gadot, Matt Schulze, Tego Calderon e Don Omar para esta derradeira corrida. Este poderoso elenco, conta ainda com a participação de Joaquim de Almeida. Desde que Brian e Mia Toretto soltaram Dom da prisão, eles ultrapassaram várias fronteiras para evitar as autoridades. Instalados agora no Rio de Janeiro, terão de realizar um último trabalho para conquistar a liberdade. Enquanto reúnem uma equipa de elite com condutores de topo, estes aliados improváveis sabem que esta é a única oportunidade para enfrentar o empresário corrupto que os quer matar a todos. Mas ele não é o único que os persegue. O duro agente federal Luke Hobbs nunca falha um alvo. Quando é destacado para perseguir Dom e Brian, ele e a sua equipa de intervenção desencadeiam uma missão de grande escala para os capturar. Mas enquanto a sua equipa invade o Brasil, Hobbs apercebe-se que não consegue separar os bons dos maus. Agora, terá de confiar nos seus instintos para apanhar a sua presa… antes que alguém o faça.

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Opinião:

Eu adoro todos os filmes do Velocidade Furiosa (até o "Ligação Tóquio", que muita gente detesta), por isso não podia deixar de ver o (esperemos mesmo que seja) último filme deste franchise. E devo dizer, não poderiam acabar de melhor maneira!

Quanto à história em si não vale a pena fazer qualquer resumo, que a sinopse é bastante extensa e detalhada. Gostei bastante do facto de se passar no Rio de Janeiro, e como sempre que acontece em qualquer filme de produção americana, achei imensa piada aos actores a falar brasileiro (não me perguntem porquê, sempre gostei de ver). O mundo das favelas brasileiras sempre me suscitou interesse, desde que vi o filme "Cidade de Deus", e este foi mais um que mostrou um pouco do que se passa nesse autêntico mundo à parte da pobreza no Brasil.

Fiquei surpreendida ao ver o Joaquim de Almeida (não tinha lido sinopses nem visto nada sobre o filme antes de o ver), e achei bastante curioso o facto de terem dado à personagem dele (o "vilão" do filme) um diálogo sobre a ocupação do Brasil por parte dos portugueses e dos espanhóis, em que ele diz "Eu pessoalmente gosto mais do método dos portugueses" (ou algo por essa linha). Tendo ele a origem que tem, achei engraçado a coincidência desse pormenor no guião.

Quanto ao final, não podia mesmo ser melhor. O filme reuniu personagens de todos os filmes anteriores, e todos tiveram direito ao seu final perfeito. Mesmo por ter acabado tão bem é que espero mesmo que seja desta que não façam mais nenhum, porque se forem mexer mais, vão acabar por estragar a maneira como deixaram tudo neste. Eu compreendo, quando dá dinheiro é bom continuar, mas tudo o que é bom também acaba, e acho que não há mais nada que se possa fazer com esta ideia.

Por isso, para quem viu os restantes, recomendo bastante verem este! Nem que seja para lavarem as vistas (e isto aplica-se a ambos os sexos, para não dizerem que faço comentários "feministas"!). Muito bom filme.