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quinta-feira, 3 de março de 2011

Opinião #5: "127 Horas" (Filme)

- 127 HORAS -

Trailer:



Ficha Técnica:
Acção/Aventura, 94 min
Realização - Danny Boyle
Argumento - Danny Boyle
Interpretação - James Franco, Amber Tamblyn, Kate Mara

Sinopse:
A história verídica da impressionante aventura do montanhista Aron Ralston, na sua luta ao ficar preso após uma queda num desfiladeiro isolado no Utah (EUA). Durante os cinco dias seguintes Ralston examina a sua vida e sobrevive aos elementos para finalmente descobrir que tem a coragem e os recursos para se libertar por qualquer meio necessário, escalar uma parede com 200 metros e caminhar mais de 12 km antes de ser finalmente salvo. Ao longo da sua viagem, Ralston recorda amigos, amantes, família e as duas caminhantes que conheceu antes do acidente.

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Opinião:

Desde que tomei conhecimento da história de vida deste senhor que fiquei bastante curiosa para ver o filme. Esta semana foi a escolha óbvia para a ida ao cinema, e realmente não há palavras para o descrever.

A sinopse é o suficiente para quem ainda não conhece a história a perceber minimamente, por isso nesse aspecto não me vou alongar muito. Aquilo de que vale mesmo a pena falar, não que a história seja de todo algo que se deva desprezar, é mesmo a prestação do James Franco, e o trabalho brilhante do Danny Boyle.

Penso que deste realizador só conheço mesmo o "Slumdog Millionaire", e devo dizer que é um realizador com uma visão brilhante. Não consigo encontrar defeitos à forma como o filme foi feito, e adorei o tipo de edição que foi feita. Tenho de explorar mais o trabalho dele!

Quanto ao James Franco, acho que dificilmente haveria outro actor que conseguisse representar o extremismo das fases por que Aron Ralston passou durante aqueles cinco dias tão bem quanto ele. Nas cenas mais sérias surpreendeu-me bastante, nas mais "cómicas" ele estava evidentemente "em casa". Foi uma pena ter tido concorrência tão forte nos Oscares este ano, porque fez um belíssimo trabalho. E o próprio filme também merecia alguma distinção, tal como o Danny Boyle.

A única coisa que digo a quem queira ir ver este filme é: se forem facilmente impressionáveis, ou não vão, ou não vejam mesmo a cena em que ele se consegue libertar da pedra (isto para não dizer mesmo o que ele faz, eu já sabia antes de ir e passei o filme todo na ansiedade de não a querer ver). Eu costumo ter um estômago até bastante forte para aquele tipo de cenas, mas a forma como foi feita, os efeitos de som, os planos usados e acima de tudo o facto de saber que aquilo aconteceu mesmo, fez com que saísse do cinema um pouco mal disposta.

Mas tentem ir ver na mesma, porque o filme é brilhante!

terça-feira, 1 de março de 2011



Filmes: A soar melhor em Auto-tune
do que a Kesha e a Britney Spears desde os Óscares 2011.

Opinião #4: Cerimónia dos Óscares 2011

No geral, pode-se definir a cerimónia deste ano com duas palavras: sem surpresas.

Ganharam alguns que eu queria mesmo que ganhassem (Christian Bale como Actor Secundário, Colin Firth e Natalie Portman como Actores Principais), ganharam alguns que não me surpreenderam, mas que se fosse por outra escolha também concordaria ("O Discurso do Rei" como Melhor Filme, que o "Cisne Negro" também merecia, ou Melhor Argumento Original também para o Discurso, onde "A Origem" acaba por ter um argumento por um lado mais forte), e como sempre, ganharam alguns onde acho que o prémio foi mal entregue (como por exemplo Melhor Actriz Secundária para Melissa Leo. Só vi o trailer do "Indomável", e até só por esses minutos acho que a Hailee Steinfeld teve uma performance melhor, para não referir as restantes nomeadas).

Gostei do facto de terem reconhecido o trabalho técnico d' "A Origem", e de o hype d' "A Rede Social" não se manter. Continuo frustrada pelo facto de "Entrelaçados" não ter sido nomeado para Melhor Filme de Animação, mas mesmo assim acho que não deveria ter ganho o "Toy Story 3". Por um lado já esperava, mas estava à espera de outro resultado.

Quanto ao duo de apresentadores, acho que funcionou bem, embora tenha a sensação de que a Hathaway aguentava a cerimónia sozinha. Tragam é o Hugh Jackman de volta!

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Opinião #2: "The Fighter - Último Round" (Filme)

- THE FIGHTER - ÚLTIMO ROUND -

Trailer:



Ficha Técnica:
Biografia, 115 min
Realização - David O'Russell
Argumento - Scott Silver
Interpretação - Mark Wahlberg, Amy Adams, Christian Bale, Melissa Leo

Sinopse:
Dicky Ecklund é uma antiga lenda do pugilismo que desperdiçou os seus talentos e deitou fora a sua oportunidade de grandeza. Micky Ward, o seu meio-irmão, é um pugilista batalhador que viveu toda a vida na sombra do irmão. The Fighter é a história verídica e inspiradora destes dois irmãos que, contra todas as expectativas, se aproximam para treinar para um histórico combate pelo título que irá unir a sua família desfeita, redimir os seus passados e dar finalmente à sua cidade aquilo por que esta tanto espera: orgulho.

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Opinião:

Tal como já tinha referido noutro post, estava indecisa entre ir ver este filme ou o "Indomável" esta semana, e acabei mesmo por me decidir por este. E não fiquei desiludida!

Este filme trata-se, muito para além da história de um pugilista, de um autêntico retrato do amor entre irmãos. Para além das lutas físicas, são os confrontos familiares e até os pessoais que fazem desta história (real) um autêntico relato de perserverança, vitória, e sobretudo, amor.

Dicky Ecklund é, tal como gosta de ser chamado e de chamar a si próprio, "o orgulho de Lowell", a pequena localidade onde sempre viveu com a sua família. Na sua juventude, foi um grande pugilista, tendo até conseguido vencer Sugar Ray Leonard, no seu mais famoso combate. Depois de deixar de combater, tornou-se treinador a tempo inteiro do meio-irmão Micky Ward, que sempre o admirou.

No entanto, a sua vida não foi repleta de vitórias. O seu vício em crack levou-o a ver-se envolvido em todo o tipo de situações, que acabavam com inúmeras visitas à prisão e a constantes desilusões perto do irmão mais novo e do resto da sua família.

Entretanto, Micky Ward está a preparar o seu grande regresso ao mundo do pugilismo. Depois de algumas derrotas, que o desmotivaram cada vez mais de continuar a lutar, vê uma oportunidade de voltar a brilhar no ringue. No entanto, essa oportunidade não lhe surge livre de sacrifícios: Micky vê-se obrigado a escolher entre o apoio incondicional da família (e mais ocasional de Dicky) pela sua carreira, ou a seguir uma nova via, livre de problemas: nova namorada, novo treinador, novo manager.

Será que consegue conciliar estas duas vertentes, afastar-se da sombra do irmão e sair vitorioso na luta da sua vida?

O filme, enquanto biografia, está bem feito. É no entanto difícil de discernir, por vezes, sobre que vida se trata: a de Dicky Ecklund ou Micky Ward. Os dois irmãos eram tão próximos que por um lado é natural que não se consiga referir um sem falar do outro, mas se tivesse de escolher, diria que quem se destaca é realmente Dicky.

E a isto muito se deve a interpretação de Christian Bale, que rouba claramente o protagonismo a Mark Wahlberg (Micky). O actor está irreconhecível neste filme, tendo perdido bastante peso, e quem acompanha o seu trabalho dificilmente dirá que, por exemplo, o último Batman e Dicky Ecklund são interpretados pela mesma pessoa. Ele adoptou todo um conjunto de maneirismos inerentes à sua personagem, a um ponto em que ambos se confundem. Tal como o próprio já referiu várias vezes em entrevistas, Bale deixa-se "absorver" pelas suas personagens quando está a gravar algum filme, algo com que nem todos os actores conseguem lidar (toda a gente ainda se lembrará, certamente, do súbito desaparecimento de Heath Ledger).

Torna-se evidente, então, que é da minha opinião que deveria ser ele a ganhar o Óscar de Melhor Actor Secundário na cerimónia deste ano.

Quanto aos restantes actores, todos estiveram à altura do desafio de representar pessoas "de carne e osso" (que vários admitem que é bastante mais difícil do que com personagens fictícias), e também mereciam alguma distinção. Mas é um facto que é uma luta de gigantes, e este ano é difícil de apontar uma má representação de entre os nomeados.

Do filme em si, tenho a apontar a cinematografia bastante bem conseguida. Tendo em conta a época em que se passa a história, houve todo um cuidado com os pormenores, como por exemplo o tipo de imagem que era visto nas transmissões televisivas da altura. Quando são passados excertos dos programas que as personagens estão a assistir (sejam eles as lutas de Micky ou o documentário feito sobre Dicky), parece mesmo que tudo aquilo foi retirado de um arquivo dos anos 90.

Por outro lado, para quem está à espera de um filme repleto de cenas de acção e de luta, poderá não ficar completamente satisfeito. A esse nível, comparo-o ao filme "The Wrestler", em que o destaque é maioritariamente sobre quem luta, e não propriamente as lutas em si.

Recomendo!

Opinião #1: "O Discurso do Rei" (Filme)

- O DISCURSO DO REI -

Trailer:



Ficha Técnica:
Drama, 118 min
Realização - Tom Hooper
Argumento - David Seidler
Interpretação - Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter

Sinopse:
Após a morte de seu pai, o Rei George V, e da escandalosa abdicação do Rei Eduardo VIII, Bertie, que toda a sua vida sofreu de um debilitante problema de fala, é coroado Rei George VI de Inglaterra. Com o país à beira de uma guerra e a necessitar desesperadamente de um líder, a sua mulher, Elizabeth, futura Rainha-mãe, encaminha o marido para um excêntrico terapeuta da fala, Lionel Logue. Depois de um começo difícil, os dois homens iniciam uma terapia pouco ortodoxa e acabam por formar um vínculo inquebrável. Com a ajuda da sua família, do seu governo e de Winston Churchill, o Rei vai superar a gaguez e tornar-se numa inspiração para o povo.

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Opinião:

Já queria ver este filme há bastante tempo, e não passou desta semana. Era minha opinião que este seria o grande vencedor na noite dos Óscares e, em parte, essa opinião não mudou.

O filme conta-nos a história do Duque de York, filho mais novo do Rei. Toda a sua vida se viu deparado com o problema de gaguez, mas era feliz com a sua mulher e as suas filhas. No entanto, devido à sua posição dentro da família real (e à falta de interesse do irmão mais velho, herdeiro do trono, pela vida política), procura ajuda médica para o seu problema, e apenas a encontra com Lionel Logue, e os seus métodos pouco convencionais.

Sem qualquer tipo de pretensões ao trono, Bertie (alcunha de família que é também adoptada, sem pudor, por Lionel) vê a sua vida mudar de um dia para o outro, quando depois da morte do pai, o seu irmão mais velho é levado a abdicar do trono. Bertie vê-se assim, quase que contra a sua própria vontade, no lugar que nunca cobiçou nem ao pai, nem ao irmão, e depara-se com a iminência de uma guerra com a Alemanha. Na altura em que o seu povo mais precisa de uma figura forte que os guie, ele próprio anda ainda à procura do seu caminho.

O filme está bastante bem feito. Tem um ritmo bom, não caindo na monotonia, o que acontece com alguns dramas, chegando até a ter alguns momentos mais leves de comédia (quase todos pelas mãos de Lionel, interpretado bastante bem por Geoffrey Rush). Dessas cenas, a que me ficou mais gravada na memória passa-se logo no princípio do filme, quando Bertie e Lionel estão na sua primeira consulta, e o Duque, pouco confiante, lhe diz que procurou ajuda perto dos melhores médicos de Inglaterra, sem resultados. Quando Lionel lhe diz directamente que eles seriam, então, incompetentes, dá-se a seguinte troca:

Bertie: - They've all been knighted!
Lionel: - Makes it official, then.

Pode não parecer nada de mais, mas foi a primeira de várias cenas em que não consegui evitar rir-me.

Por várias vezes o Duque desiste de continuar os tratamentos com Lionel (que passavam por dançar, cantar, rebolar pelo chão ou até recorrer a profanidades), mas vê-se sempre de volta ao seu gabinete. O nascimento gradual da forte amizade que os une, e uniu durante o resto das suas vidas, é um dos pontos positivos a apontar às interpretações brilhantes de ambos os actores.

E claro, não se pode deixar de referir Helena Bonham Carter, no papel de esposa de Bertie, a (futura) Rainha Elizabeth. Tal como o marido, não tinha qualquer desejo de realeza. A sua vida era dedicada ao marido e às filhas, e é por isso que não desiste de tentar ajudar Bertie a resolver o seu problema, e está sempre a seu lado, apoiando-o em todos os passos importantes da sua vida. Interpretação também bastante boa da actriz, que nos habituou a papéis mais fora do comum (como o de Rainha Vermelha em "Alice no País das Maravilhas", ou Bellatrix Lestrange nos filmes de Harry Potter. E quem se esquece de Ms. Lovett em "Sweeney Todd"?), aqui a mostrar alguma da sua variedade.

No geral, é um filme que nos mostra que com força de vontade, conseguimos ultrapassar todas as adversidades com que nos deparamos na nossa vida, e que de um homem simples se pode fazer um Rei respeitado por todos.

Não encontro pontos negativos a apontar ao filme, a não ser algo que me ficou na cabeça, de uma cena bastante simples e que até, no fundo, compreendo (é o ponto fulcral do filme, não podia ser despachado, e sendo baseado na realidade, não havia muita volta a dar). Como é que, tendo o Rei um problema de fala, lhe passam para a mão um discurso de três páginas?

Agora, palpites para os Óscares: Espero que Colin Firth ganhe o de Melhor Actor, porque certamente o merece. Faz um papel brilhante, e não é qualquer um que conseguiria fingir uma gaguez daquelas. Claro que o papel não se resume a isso, mas este caso apenas me faz pensar no facto de Philip Seymour Hoffman também o ter ganho por Capote. Penso que aqui não terei muitas surpresas. Para Melhor Actriz Secundária penso que, de entre as nomeadas, também é Bonham Carter que se destaca mais (embora não tenha visto as actuações de todas as nomeadas).

No que diz respeito a Actor Secundário é que já não tenho tantas certezas. Embora Geoffrey Rush faça um belo papel, é um pouco "ofuscado" por Colin Firth, quando por exemplo no caso de Christian Bale no filme "The Fighter", seja este a roubar quase que por completo o protagonismo.

Quanto às restantes nomeações, penso que vai ser bastante dividido, pois há bastantes bons filmes nomeados este ano.

Veremos o que acontece!