sábado, 24 de setembro de 2011

Opinião #53: "Nudez Mortal" (Livro)

- NUDEZ MORTAL -

Capa:
Autora:
J.D. Robb

Informação:
Edição/reimpressão - 2008
Páginas - 248
Editor - Edições Chá das Cinco
ISBN - 9789898032300
Idioma - Português

Sinopse:
Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e persegue um assassino implacável. Em mais de dez anos de profissão, ela já viu tudo — e sabe que a sua sobrevivência depende do seu instinto. E é precisamente esse instinto que ela tem de ignorar quando se envolve com Roarke, um bilionário irlandês, principal suspeito na investigação de Eve. Mas a paixão e a sedução têm as suas próprias regras e só depende de Eve arriscar-se ou não nos braços de um homem sobre o qual nada sabe, excepto que deseja loucamente a sua companhia... e tudo o que isso acarreta!

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Opinião:

Como comecei esta série quase ao contrário (o primeiro livro que li dela foi o "Vingança Mortal"), a opinião com que acabei por ficar deste foi um pouco influenciada pelo facto de já ter conhecimento de factos futuros, principalmente no que diz respeito à relação de Eve com Roarke. E, como já seria de esperar, não consigo deixar de comparar ambos os livros.

Quanto ao nível da escrita não tenho nada a apontar, gosto bastante da maneira como a autora escreve, é uma daquelas leituras que me entretém durante horas e me faz perder a noção do tempo (tanto que li este livro em duas tardes). Mas fiquei um pouco desiludida com este primeiro volume, pois pecou no que é, para mim, o aspecto mais importante num policial: o final foi previsível. Dado que no "Vingança Mortal" fui apanhada completamente de surpresa, esperava o mesmo deste livro, e já fui com expectativas altas, que não foram cumpridas.

Desde praticamente o início do livro que eu suspeitava que seria aquele o culpado (claro que sem saber precisamente o porquê, e não sei se foi apenas intuição mas algo me chamou logo a atenção nesse aspecto para a personagem), e por isso quando cheguei ao fim fiquei desapontada ao constatar que as minhas suspeitas estavam correctas (o que mais gosto neste tipo de livros é ser completamente surpreendida com o final, e aqui isso não aconteceu de todo).

Fora isso não tenho mais apontamentos a fazer, foi uma leitura bastante interessante, e foi bom voltar a visitar os personagens desta série, mesmo que de forma inversa na linha da história (principalmente o "casal maravilha"). Tentarei ler mais destes livros, mas sendo uma série já bastante grande (e de policiais, género que apenas leio esporadicamente), não me incita o suficiente a, nesta altura do campeonato (como se costuma dizer), terminá-la.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Opinião #52: "Uma Grandiosa e Terrível Beleza" (Livro)

- UMA GRANDIOSA E TERRÍVEL BELEZA -

Capa:
Autora:
Libba Bray

Informação:
Edição/reimpressão - 2011
Páginas - 352
Editor - Edições Gailivro
ISBN - 9789895578702
Idioma - Português

Sinopse:
Gemma Doyle não é igual às outras raparigas de postura irrepreensível, que só falam quando interpeladas, que conservam a postura, que permanecem deitadas e que pensam na Inglaterra quando lhes é pedido. Não, Gemma é uma ilha. Aos dezasseis anos é enviada para a Academia Spence, em Londres, após uma tragédia que assombrou a sua família na Índia. Sozinha, carregando o peso da culpa e propensa a visões do futuro que têm o mau hábito de se concretizar, Gemma é alvo de uma recepção gelada. Mas Gemma não está só… ela foi seguida por um jovem misterioso, que quer que a sua mente se feche às visões. Em Spencer os poderes de Gemma ganham força. Ela vê-se enredada com as raparigas mais influentes da escola e descobre a ligação da sua mãe a um grupo obscuro conhecido por a Ordem. E será aí que o seu destino a espera… se Gemma acreditar nele. "Uma Grandiosa e Terrível Beleza" é o tipo de livro que não conseguimos largar… É uma vasta tapeçaria de saias rodadas, de sombras dançantes e de coisas que se escondem na escuridão. É um retrato vivo da época vitoriana, altura em que as raparigas eram educadas para serem esposas de homens ricos… E é a história de uma rapariga que viu um caminho diferente.

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Opinião:

A primeira e única palavra que me vem à cabeça para descrever este livro é, com toda a certeza, "aborrecido". Apenas o terminei por teimosia e por ser um livro pequeno (não me ocupando assim tanto tempo quanto isso), mas posso jurar que descobri nele a minha cura para uma noite de insónias.

Não me quero alongar muito nesta opinião, até porque sinceramente penso que não o merece, mas a verdade é que estava à espera de mais. Não tinha muitas expectativas em relação a ele (e nem sequer me despertou curiosidade ao ponto de o comprar, tendo-o apenas porque o ganhei num passatempo), mas as poucas que tinha não foram cumpridas.

Estava à espera de um livro histórico. Li um livro onde nada me indica a época onde se passa fora as referências a datas e as menções óbvias e introduzidas "à pressão" do sentido de decoro das mulheres da altura (e rio-me bastante de cada vez que vejo escrito na sinopse que "É um retrato vivo da época vitoriana"). Estava à espera de um livro com um aspecto paranormal. Li um livro onde há uma rapariga que tem um par de visões em toda a história, e que entra num qualquer mundo alternativo que mais parece o fruto da imaginação de quem andou a fumar produtos ilegais. Estava à espera de um romance. E aqui não li mesmo nada disso.

Mas o que mais me desiludiu foi mesmo o facto de a protagonista, Emma, não ser assim tão diferente das suas colegas. No início gostei bastante do seu sarcasmo e aparente desinteresse por aquilo que a sociedade esperava de si, mas a partir do momento em que se muda para a sua nova escola, basicamente perde-se na multidão. Essa personalidade desapareceu, e apenas a distingui das outras raparigas pelo nome. Para além disso, não houve, na minha opinião, qualquer tipo de desenvolvimento em qualquer das personagens.

Admira-me o facto de este livro fazer parte de uma série. Não há qualquer tipo de pergunta cuja resposta não tenha sido dada, ou que suscite curiosidade suficiente no leitor para ler mais um livro (e quanto mais dois, já que é uma trilogia). Para mim, é um daqueles casos em que se começa a ter pena das árvores e a lamentar o desperdício de papel.

Foi bom apenas para passar o tempo e para ter uma leitura que não exigisse muito de mim, mas foi leve e sem enredo demais para o meu gosto.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Opinião #51: "Filha do Sangue" (Livro)

- FILHA DO SANGUE -

Capa:
Autora:
Anne Bishop

Informação:
Edição/reimpressão - 2006
Páginas - 384
Editor - Saída de Emergência
ISBN - 0956000236109
Idioma - Português

Sinopse:
Há setecentos anos atrás, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões.
Agora o Reino das Sombras prepara-se para a chegada dessa mulher, dessa Feiticeira que terá mais poder do que o próprio Senhor do Inferno. Mas a Rainha ainda é nova, passível de ser influenciada e corrompida.
E quem controlar a Rainha controlará o mundo. Três homens poderosos inimigos de sangue sabem isso. Saetan, Lucivar e Daemon apercebem-se do poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. E assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, onde as armas são o ódio e o amor. E o preço pode ser terrível e inimaginável.

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Opinião:

Depois de vários anos a adiar, finalmente comecei a ler a Trilogia das Jóias Negras da Anne Bishop. E a primeira palavra que me vem à cabeça para descrever este primeiro volume é: confuso!

Muito sinceramente, mesmo depois de ter o livro todo lido, acho que ainda não tenho conhecimento suficiente sobre o mundo em que se passa para poder desenvolver uma opinião elaborada sobre ele (por isso apenas vou abordar a minha experiência de leitura e não a história em si). O que, por um lado, é mau. Se não fosse a autora que é, muito provavelmente tinha desistido da leitura antes de chegar a meio.

A história começa de uma forma muito repentina, e não nos é dada nenhuma introdução ao mundo das personagens, à mitologia ou sequer ao "funcionamento" das jóias (por muitas vezes tive de ir à página inicial que contém a ordem hierárquica das jóias por cores, para perceber minimamente o poder de certa personagem, pois na história apenas é referida a cor da jóia que têm, quase sem referir se é poderosa ou não, excluindo claro está as negras).

Se o mundo criado por Anne Bishop não fosse por si só confuso, temos ainda de lidar com um grupo imenso de personagens que vão surgindo de forma inesperada. Por mais de uma vez me aconteceu pensar que finalmente estava a perceber tudo, mas depois apareciam mais quatro ou cinco personagens que viravam tudo do avesso outra vez!

Mas consegui finalmente "entrar" no ritmo da história (pelo menos o suficiente para não ficar frustrada ao final de cada página), e pude admirar a sua originalidade e até complexidade. Tenho curiosidade em ler o resto, e recomendo este livro a quem gosta bastante de fantasia. Mas só se estiverem preparados para um livro que têm de ler de forma muito atenta e que vos vai por a pensar e a tentar estabelecer conexões de forma muito elaborada!